Endereço de correio eletrónico

ociclista@aeanadia.pt

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dia Mundial das Bibliotecas



Realizada em nossas casas, na escola, num jardim, ou em outro local mais formal como acontece com uma biblioteca, assuma um caráter de maior obrigatoriedade, ou de lazer, a leitura tem, nos dias de Hoje, um extraordinário papel no desenvolvimento cultural da nossa sociedade.
Evidentemente que as famílias são os pilares na motivação para que adquiram o gosto pela leitura, continuada pelos docentes nas escolas. Depois, é só deixar que as nossas crianças e os nossos jovens voem e continuem a deixar-se seduzir pela riqueza dos livros.
O poema que hoje apresentamos é de uma beleza rara e, sem dúvida, um excelente tributo a este Dia Mundial das Bibliotecas. Escrito por uma das nossas alunas e Jornalista do Clube, que por hora permanecerá sem o nome da autora. Deliciem-se apenas com a beleza expressa na sua escrita. Amanhã prometemos divulgar a nossa poetisa, a nossa “campeã”, vencedora de vários concursos!
Este poema foi um dos premiados pelo Prémio “O Ciclista”.
Graça Matos, O Ciclista


Saudade

A noite tropeça e cai.
Ergo o olhar,
Escuto o luar,
Colocando a mão no peito.
A ânsia do não te ver,
Serve para entender
Que sem ti não posso viver,
Não posso mais esconder…
Sem ti fecha-se o paraíso,
Mostram-me um caminho,
Vou pintando as minhas pegadas
E com carinho as alinho.
Olho para trás,
O mundo velozmente atua,
Fazendo aparecer atrás de mim,
 Uma foto minha e tua.
Mas só há terreno para a frente
Ajoelho-me e tento voltar para trás
O pincel não pinta pegadas invertidas,
E já não me restam tintas coloridas…
O caminho fica cinzento
Desapareceu a harmonia…
E é com a morte da alegria,
Que percebo que estas memórias são más.
Mas preciso de ti,
Mesmo sabendo que vou morrer…
Esta dor é na alma!
Não consigo fazê-la desaparecer!
Olho para o pincel,
O vermelho da paixão ficou negro.
Afinal que quadro é este,
Se muda de cor se me alegro?!
Continuo a alinhar as pegadas
Que ficam marcadas
Nesta tela imunda
Fria e profunda…
A saudade é enorme.
Já percebi que o nosso amor é veneno,
Pois estou fechado num mundo grande,
Representado por um quadro pequeno…

Sem comentários:

Enviar um comentário