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sábado, 1 de julho de 2017

Dia Mundial das Bibliotecas



A leitura é muito importante na educação e na formação das pessoas. Foi com este propósito que a UNESCO criou o Dia Mundial das Bibliotecas. O seu Manifesto Sobre Bibliotecas Públicas “refere-se à biblioteca pública como uma porta de acesso local ao conhecimento fulcral para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais”.
Em vários países do mundo realizam-se, neste dia 1 de julho, muitas atividades promotoras da leitura e do desenvolvimento cultural. Destas destacam-se, entre outras, as sessões de leituras, os encontros de autores e leitores e as que permitem o livre acesso a livros, revistas e jornais em locais públicos.
Na impossibilidade de se dirigir a uma biblioteca para requisitar um livro para ler, oferecemos um belo poema, da autoria do Coordenador do Centro Escolar de Sangalhos, escrito para todas as crianças, na celebração do Dia Mundial da Criança, há um mês. Não nos foi possível a sua publicação nesse momento, mas apenas neste dia tão especial, pois não há dia para se ser criança. Portanto, O Dia da Criança, também, é Hoje!


Ser Criança...
Aos olhos do mundo
Desabrochou uma flor
É fruto da aliança que, no fundo,
Resulta simplesmente do amor.
Se a criança nasceu
E surgiu mais uma vida,
O Homem compreendeu
Que o nome vem em seguida.
Mas ter um nome não basta!
O Homem tem que a proteger
Por isso nunca se afasta
Com ela o país há de crescer.
Precisa de leis, cuidados e ternura,
Para a tornar livre e feliz.
Para ela a vida ainda é escura
Precisa de uma forte raiz.
Seja negra, branca, vermelha ou amarela
Seja rapariga ou rapaz,
O importante para ela
E que no mundo haja paz.
É fundamental o amor dos pais
Para não sentir a solidão.
O amor nunca é demais
Para, no futuro, ser um bom cidadão.
A criança nasce numa terra
Que a deve proteger
E a sociedade não erra
Se, no seu meio, a faz crescer.
Que ninguém, de qualquer forma,
Use a criança para seu proveito,
No mundo há uma norma
Que não dá esse direito.
Para que a sua esperança
Cintile e não comece a desvanecer
É razoável que a criança
Alimentação e habitação tenha que ter.
Seja em que situação for,
Estará sempre em primeiro lugar.
A criança é como uma flor
Que morrerá se não se regar.
Não haverá fronteiras,
Nem raças, nem classes sociais.
Existem razões e maneiras
De as juntarmos ainda mais.
Ajudar a criança com limitações
É contribuir para a sua felicidade
É sentir que há soluções
Para mudar o rumo da sua identidade.
Amílcar Costa
Prof. Centro Escolar de Sangalhos

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dia Mundial das Bibliotecas



Realizada em nossas casas, na escola, num jardim, ou em outro local mais formal como acontece com uma biblioteca, assuma um caráter de maior obrigatoriedade, ou de lazer, a leitura tem, nos dias de Hoje, um extraordinário papel no desenvolvimento cultural da nossa sociedade.
Evidentemente que as famílias são os pilares na motivação para que adquiram o gosto pela leitura, continuada pelos docentes nas escolas. Depois, é só deixar que as nossas crianças e os nossos jovens voem e continuem a deixar-se seduzir pela riqueza dos livros.
O poema que hoje apresentamos é de uma beleza rara e, sem dúvida, um excelente tributo a este Dia Mundial das Bibliotecas. Escrito por uma das nossas alunas e Jornalista do Clube, que por hora permanecerá sem o nome da autora. Deliciem-se apenas com a beleza expressa na sua escrita. Amanhã prometemos divulgar a nossa poetisa, a nossa “campeã”, vencedora de vários concursos!
Este poema foi um dos premiados pelo Prémio “O Ciclista”.
Graça Matos, O Ciclista


Saudade

A noite tropeça e cai.
Ergo o olhar,
Escuto o luar,
Colocando a mão no peito.
A ânsia do não te ver,
Serve para entender
Que sem ti não posso viver,
Não posso mais esconder…
Sem ti fecha-se o paraíso,
Mostram-me um caminho,
Vou pintando as minhas pegadas
E com carinho as alinho.
Olho para trás,
O mundo velozmente atua,
Fazendo aparecer atrás de mim,
 Uma foto minha e tua.
Mas só há terreno para a frente
Ajoelho-me e tento voltar para trás
O pincel não pinta pegadas invertidas,
E já não me restam tintas coloridas…
O caminho fica cinzento
Desapareceu a harmonia…
E é com a morte da alegria,
Que percebo que estas memórias são más.
Mas preciso de ti,
Mesmo sabendo que vou morrer…
Esta dor é na alma!
Não consigo fazê-la desaparecer!
Olho para o pincel,
O vermelho da paixão ficou negro.
Afinal que quadro é este,
Se muda de cor se me alegro?!
Continuo a alinhar as pegadas
Que ficam marcadas
Nesta tela imunda
Fria e profunda…
A saudade é enorme.
Já percebi que o nosso amor é veneno,
Pois estou fechado num mundo grande,
Representado por um quadro pequeno…