Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A propósito do Dia Mundial da Filosofia



O desafio lançado pelo nosso professor de Filosofia, para escrevermos algo acerca do Dia Mundial da Filosofia foi aceite pela maioria dos alunos. Eu senti-me, como todos, impelida a abordar o tema da forma convencional e procurar informação acerca das origens deste dia. Evidentemente que me deparei com a sua criação por parte de um organismo como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, mais conhecida pela UNESCO e que faz parte da ONU (Organização das Nações Unidas). A sua criação em 2002 teve como principal objetivo enaltecer a importância da Filosofia na vida do Homem e da sociedade. Outra informação importante que recolhi foi a que a sua celebração se faz anualmente na terceira quinta-feira de novembro, pelo que, este ano, o dia é a 16 de novembro. Da minha investigação, apercebi-me que em cada ano é escolhido um tema específico que, no presente ano se desenvolve em paralelo com o Dia Mundial da Tolerância, assinalado no dia 15, e que, passo a citar “enaltece a necessidade de novas práticas de filosofia no mundo de hoje, para incentivar o diálogo sobre as conexões com a tolerância e explorar novas maneiras de aumentar a acessibilidade do ensino e da aprendizagem filosófica”.
Gostaria, no entanto, de referir que mais do que debitar a informação que recolhi, decidi dissertar acerca daquilo que me tem sido dado a conhecer durante as minhas aulas de Filosofia. Deste modo, para mim a Filosofia, mais do que uma disciplina, é um lugar onde podemos refletir e questionar, pois estudamos problemas que são fundamentais para atingirmos um conhecimento mais aprofundado dos valores pelos quais nos regemos. A discussão, que diariamente o professor nos leva a encetar, provoca em nós um crescimento, desenvolve-nos competências, nomeadamente a nossa mente, a nossa capacidade de argumentação e a própria linguagem.
Por fim, só tenho um conselho a dar: faz deste dia, um dia de reflexão.
Escola Básica e Secundária de Anadia, Adriana de Matos Pedrosa, n.º 2, 11.º D

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A propósito do Dia Mundial da Filosofia



O papel da Filosofia
A filosofia é a mãe de todas as ciências, que tenta compreender os mistérios da existência e da realidade, tenta descobrir a natureza da verdade, do conhecimento e da vida. Portanto, é difícil de definir com precisão o significado de filosofia, uma vez que este é tão complexo e controverso.
O termo filosofia vem do Grego philos+sophia, que significa “amor pela sabedoria”. Nesse sentido, a sabedoria é o uso ativo da inteligência, não de algo apenas passivo que uma pessoa possui. Sendo assim, a filosofia foca-se na curiosidade humana e no desejo de conhecer e compreender a realidade. É uma forma de inquérito – um processo de análise, criticismo, interpretação e especulação - que varia de indivíduo para indivíduo, pois somos todos diferentes e, como tal, pensamos de forma diferente.
Mas o facto de pensarmos de forma diferente, só tem contribuído para o avançar da nossa sociedade. As diferenças filosóficas levaram à queda de governos, mudanças drásticas da lei e à transformação inteira de sistemas económicos. Essas mudanças ocorreram porque as pessoas envolvidas se mantiveram fiéis às suas crenças, sobre o que é importante, verdadeiro, real, que tem valor e de como a vida devia ser.
O sistema educativo de uma sociedade assenta nas ideias filosóficas sobre o que uma criança devia ser ensinada e para que propósito. As sociedades democráticas acreditam que as pessoas devem aprender a pensar e fazer as suas escolhas por si próprias. Já as sociedades não democráticas desencorajam ou até proíbem tais atividades e querem que os seus cidadãos se submetam os seus próprios interesses aos do Estado. Deste modo, os valores e habilidades ensinados pelo sistema educativo de uma sociedade refletem as ideias filosóficas de uma sociedade e o que esta considera importante. A comemoração do Dia Mundial da Filosofia, estabelecido pela UNESCO em 2002, visa recordar esse propósito e importância do filosofar no desenvolvimento do espírito crítico no ser humano em todos os tempos e lugares deste planeta.
A mãe da ciência, a filosofia, identifica o núcleo da existência humana, já que todos nos colocamos questões como “Qual o sentido da vida?” ou “Existe vida depois da morte?”.
René Descartes, grande filósofo francês do século XVII dizia, “penso, logo existo”, remetendo-nos para a importância de que pensar é questionar e questionar é filosofar. A filosofia tem um papel fundamental na vida humana, e todos temos, de uma forma muito particular, o dom de pensar e de questionar.  
Ao estudar e abordar a filosofia de uma forma mais técnica e aprofundada podemos clarificar aquilo em que acreditamos e podemos ser estimulados a colocar questões da maior importância sobre a nossa existência.
Escola Básica e Secundária de Anadia, Henrique Negrão, n.º 8, 11.º A

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A propósito do Dia Mundial da Filosofia


A importância da Filosofia
Do meu ponto de vista a Filosofia é bastante importante porque é a chave para evoluirmos. A Filosofia foca-se em colocar as questões e, ao mesmo tempo, admite que as respostas para as mesmas nunca se encontrarão completas.
Como seres racionais/pensantes temos o dever de procurar sempre a verdade e ampliar cada vez mais o nosso conhecimento, sem nunca nos apegarmos demasiado aos dogmas/correntes que a sociedade muitas vezes nos impõe. Não devemos deixar de procurar a “sabedoria” que nos prepara para uma cidadania plena. Aquilo em que acreditamos pode estar errado e isso obriga-nos a “desconfiar” de tudo aquilo que às vezes nos parece óbvio.
A Filosofia encarrega-se de questionar “o porquê dos porquês” e atreve-se a desafiar tudo, nunca terminando a sua busca pela verdade. O “aprendiz de filósofo” deve assumir o lema socrático “só sei que nada sei”. Tudo isto define, então, a importância da Filosofia, pois sem ela estaríamos sem sombra de dúvidas, “acorrentados” a ideias fixas e erradas e nunca nos atreveríamos a questioná-las. Viveríamos na escuridão da “caverna” que não nos permitiria questionar criticamente a realidade.
Temos assim uma grande dívida de gratidão para com os filósofos, como Tales de Mileto Sócrates, Platão, Descartes, Kant ou Sartre, que desde o século VI a.C. arriscaram a sua vida para que um dia a humanidade fosse dotada de um conhecimento maior. 
Escola Básica e Secundária de Anadia, Inês Oliveira, n.º 10, 11.º E