Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Professoras: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante, Matilde Santos e Sofia Pedrosa

Alunos: Daniel Almeida, Henrique Ferreira, João Rocha e Tomás Antunes

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Fadas verdadeiras



Era uma vez uma menina chamada Marta que desejava ser uma fada. Entretanto, chegou o Carnaval e ela mascarou-se de fada.
Nessa tarde ela viu uns brilhantes espalhados pelo chão. Segui-os e encontrou uma fada verdadeira, a Julieta. No início, não acreditou, mas quando a fada começou a fazer magia com a sua varinha mágica, a Marta começou a acreditar. Então, pediu-lhe para ser fada. A Julieta disse-lhe que só poderia ser uma fada verdadeira se tirasse uma boa nota no exame das fadas.
A Marta como queria realizar o seu desejo, começou a ir às aulas no país das fadas. O dia do exame chegou e a Marta estava um pouco nervosa, mas confiante que conseguiria uma boa nota.
Passada uma semana, a fada Julieta chamou a Marta e entregou-lhe uma varinha mágica dizendo que ela tinha tirado uma excelente nota e seria a fada Marta.
Nesse momento, surgiu uma dúvida à Marta… como se iria transformar em fada!
A Julieta explicou-lhe que só era preciso dizer ‘’transforma-te’’. Marta ansiosamente experimentou. Logo surgiu um vestido roxo, amarelo e cor-de-rosa, umas asas azuis e uns sapatinhos vermelhos. A Marta estava encantada.
Antes da fada Julieta ir embora marcou com a Marta um próximo encontro para falarem das suas experiências de fadas. Mas avisou-a que uma fada nunca pode ser revelada a ninguém.
A partir desse dia a Marta transformava-se em fada e ajudava os seus colegas.
Não era simplesmente uma fada, era também uma heroína.
Mariana Ferreira Rodrigues da Silva, 4.º B, Centro Escolar de Arcos

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A viagem fantabulástica do Hugo



Há muito muito tempo, numa terra onde existiam muito poucas pessoas, ainda menos crianças, vivia um menino de seu nome Hugo, com a sua família.
Hugo, era um menino muito sonhador, ansiava crescer para assim realizar todos os seus sonhos. Eram muitos, mas havia um que ele não parava de pensar: “A sua viagem fantabulástica à volta do mundo”.
O tempo passou e Hugo cresceu, estudou, trabalhou, juntou algum dinheiro e estava pronto, para aquela que seria a viagem da sua vida. Arranjou as suas coisas, colocou-as numa mochila e fez-se ao caminho.
Andou de comboio, de terra em terra, apanhou barcos, andou de helicóptero, de avião e até de camelo. Descobriu novas culturas, novos povos, mas houve um que o fascinou, a África. Descobriu que era um povo com muitos costumes, tradições e com uma grande variedade de locais para ele visitar.
Todas as manhãs, assim que acordava, na pequena aldeia onde o receberam o ritual era sempre o mesmo, agradeciam aos deuses tudo o que lhes era dado, o ar, o dia, a comida, agradeciam o simples facto de terem amigos e estarem vivos.
Hugo aprendeu com o povo africano, a saber dar valor a pequenas coisas, como o “muito obrigado”, o “por favor”, o “desculpa” e acima de tudo a facilidade desse povo receber estranhos na sua comunidade e fazer com que ficassem amigos, tal como fizeram com ele.
Conheceu a África, a Ásia, e como era português sentiu necessidade de conhecer a Europa.
Visitou a Espanha, onde assistiu a uma largada de touros e aprendeu a dançar flamengo com as sevilhanas. A França, onde conheceu a Torre Eifel, o museu do Louvre onde viu o quadro da Mona Lisa. Passeou pelos campos e Elísios e aprendeu algumas palavras em francês. Passou por Itália, comeu uma grande pizza e andou de gôndola. Na Suíça experimentou o famoso queijo e aprendeu a esquiar.
Em todos os países conheceu muitas pessoas, fez grandes amigos, mas, as saudades de Portugal, principalmente da sua família e da sua pequena aldeia, eram muitas.
Decidiu voltar e mal podia esperar para contar a todos o que tinha vivido, experimentado e conhecido em todos os países em que andou.
Foi, sem dúvida, a melhor, a maior, a mais fantástica e fabulosa viagem que qualquer pessoa desejaria fazer, como o Hugo lhe deu o nome de “A viagem fantabulástica”.
Martim Flor Rodrigues, 4.º D, EB1 de Aguim

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Concurso Ler e Aprender



O concurso Escolar Ler & Aprender 2017, promovido pela Biblioteca Municipal de Anadia teve, como já noticiámos anteriormente, a participação dos alunos do nosso Agrupamento, desde o 1.º ciclo ao ensino secundário. Foram cinco os alunos premiados. Contudo, o nosso jornal irá dar visibilidade a todos os textos escritos pelos nossos alunos, fazendo referência, como não poderia deixar de ser, aos alunos que obtiveram os lugares cimeiros.
A ordem de apresentação é por ciclo de ensino e por género, primeiro os textos do género narrativo, seguidos do género lírico. Iniciamos com o 1.º Ciclo e terminamos com o ensino secundário. No fim de cada ciclo serão publicados os textos classificados respetivamente em 2.º ou 1.º lugares.
O Ciclista expressa a todos os concorrentes os parabéns pelos textos escritos, em particular e mais uma vez aos grandes vencedores Aurélio Gabriel Neves Duarte, Margarida Oliveira Jesus, Inês Alves Neves, Inês Ribeiro Silva e Pedro Ismael da Rocha Costa.
Graça Matos, O Ciclista

O desentendimento da Dory e do Nemo!
(A amizade da Dory e do Nemo)
Era uma vez uma menina chamada Francisca que tinha dois peixinhos. A Francisca tem dez anos, olhos e cabelos castanhos; é morena, alta e magra. Ela é supersimpática e divertida. Os amigos chamam-lhe Kika.
A Kika ganhou dois peixinhos, no dia do aniversário do seu irmão. Ele ofereceu-lhos quando fez um ano de idade, para que a sua irmã também tivesse um presente nesse dia especial. Ela ficou muito feliz, porque ganhou dois novos amigos.
Os peixinhos chamam-se Dory e Nemo. A Dory e o Nemo são dois peixinhos adoráveis. A Dory é azul, tem umas grandes barbatanas e é muito teimosa e vaidosa. O Nemo é cor de laranja, gorducho e mais teimoso ainda do que a Dory. Ambos vivem num aquário enorme, que está pousado no balcão da cozinha da Kika, com uma gruta no meio, algas e pedras do oceano. A gruta é muito especial para os peixinhos, pois tem um esconderijo secreto e misterioso que só eles conhecem.
A Dory e o Nemo não vivem um sem o outro, mas passam o dia a embirrar.
Um dia de manhã, a Francisca foi dar-lhes o pequeno-almoço.
- Bom dia, meninos! Estão bem dispostos, hoje? - perguntou a Francisca.
Os peixinhos cumprimentaram a sua dona, dando uma volta rápida ao aquário.
- Vou dar-vos o vosso pequeno-almoço favorito, mas não quero guerras! - avisou a Francisca.
- Kika, hoje prometo que não vou embirrar com a vaidosa da Dory! - prometeu o Nemo.
- Dory!? Como vai ser hoje? - interrogou a Francisca.
- Tudo depende do meu amigo gorducho! - respondeu em tom de ironia a Dory.
A Francisca sabia que havia sempre luta para ver quem comia primeiro pois, quem comia primeiro, ocupava o lugar secreto da gruta.
No dia anterior, tinha havido uma grande luta entre eles, mas a Kika pô-los na linha! Envergonhados, a Dory e o Nemo tinham obedecido à sua dona, com respeito e gentileza.
Desta vez, tomaram o pequeno-almoço com calma e sem guerras.
- Afinal vocês são grandes amigos! - exclamou a Francisca muito feliz.
A Dory e o Nemo responderam em coro:
- Sim, nós percebemos finalmente que somos verdadeiros amigos.
- Podem ir brincar para o vosso lugar secreto da gruta! - disse a Kika.
A Dory e o Nemo entenderam que o respeito e a partilha são fundamentais para a existência de uma amizade verdadeira e para poderem viver os dois, no mesmo aquário, em paz.
Eu chamo-me Francisca e, ao observar os meus peixinhos, aprendi muitas coisas. O meu "aquário", que é a casa onde vivo, é muito maior do que o deles, mas não é só meu. Pertence a toda a minha família e, para que todos lá possamos viver felizes e em paz, tem de haver muito respeito, espírito de partilha e uma verdadeira amizade entre todos nós. Tal como a Dory e o Nemo, nós também somos diferentes, por vezes, embirramos uns com os outros e, há dias, em que por alguma razão, um de nos está mais "maldisposto". Mas temos uma coisa muito importante em comum: gostamos todos muito uns dos outros e não nos imaginamos a viver separados.
Francisca Vieira, 4.º ano, turma B, EB Vilarinho do Bairro