Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante e Matilde Santos

Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

domingo, 24 de setembro de 2017

Consquista-te



O Ciclista endereça os parabéns ao aluno Pedro Ismael da Rocha Costa, pelo 1.º lugar alcançado no género lírico neste concurso, Ler e Aprender.
Conquista-te

São tantas as janelas da vida,
Que de vidro transparente, espelham o que há dentro.
Por essas janelas da vida, tanto se pode encontrar!
Essas janelas são os olhos, que tanto deveriam amar.

Alegrias, tristezas e agonias, revelam eles na sua transparência,
Mas as histórias, apenas pela Omnipotência são conhecidas.
Ninguém vê. Ninguém sente. Apenas os que as tem.
Sobre o céu, azul-cinzento, revela o intimo a sua tristeza longínqua.

Sol ofuscado. Sentido dos sentidos, onde paras?
Fraternidade, amor e alegria, de onde vens e para onde vais?
Fica e não vás. Permanece e não partas.
O teu lugar é entre os humanos.

Oh natureza carnal e imunda,
Dos teus agoiros e maldades!
Olha para o outro horizonte azul, e esquece,
As trevas à qual constantemente és chamado

E revela a bondade que há em ti.
Desperta ó meu ser, escravo destas tristezas e toma consciência,
De que tudo é passageiro e a tudo se deve aclamar:
" Calma. Levanta-te...Esperança!". 
Pedro Ismael da Rocha Costa, n.º 15, 12.º E

sábado, 23 de setembro de 2017

Dor!




Trago comigo no peito
Uma dor que me dilacera a alma.
O meu profundo sentir não quer ver, mas vê…
Vê o mudo grito daqueles que lá longe lançam os seus apelos.
Diariamente oiço-os a chamar e não respondo.
Calo em mim a vontade de dizer: BASTA!
O meu coração, dilacerado pela tormenta,
Chora por eles, mas ninguém me escuta.
E eles continuam a aventurar-se
Por esse mar de esperança e de dor.
Continuam a partir…
Partem em busca de um sonho.
De um mundo que nada lhes prometeu.
Fogem das mãos daqueles que, tal mãe, os deveria proteger.
Mas, contrariamente, não!
Tira-lhes o essencial.
Viola os seus direitos.
Os destrói e mata.
E eles …
Eles vendem a alma e a vida.
E… lançam-se no desconhecido.
Eu?!
Eu sofro calada.
Mas quero gritar bem alto: PAREM!
Ninguém me escuta.
E a dor,
A minha e a deles, continua!…
Finalmente, ei-los que chegam.
Trazem no rosto a esperança.
Na bagagem, os parcos haveres.
A dor, essa, continua presente
Nos rostos queimados pelo sol e pelo sal.
Vão deambulando de país em país.
Podem ficar…
Mas alguém diz:
Aqui não!
E sentem tardar o sonho.
Até para serem livres precisam de permissão!
E a dor mantém-se viva.
O que fazer?!
Eu quero dizer: BASTA!
Mas o meu grito de dor
Mergulha num profundo silêncio.
Ninguém me escuta.
E a dor,
A minha e a deles, continua!…

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Livro




Palavras que se soltam
Da mão do poeta
E se lançam no papel.
Primeiro, num revolto mar de ideias.
Desorganizadas tomam forma.
Escritas com carinho,
Amor, ânsia, angústia ou ilusão.
Nelas há imaginação,
Conhecimento,
Sofrimento,
Dor ou paixão!
Nelas há pesquisa,
Descoberta e ciência.
Muita sapiência.
Há satisfação!
Voam na crista do sentimento.
Sentem a leveza da aventura!
Viajam para mundos de amor,
De ilusão, de alegria e sofrimento!
E sentem!
Este é,
Simplesmente,
O maravilhoso Mundo
De um livro!