Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante e Matilde Santos

Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Texto de opinião



As redes sociais
Serão as redes sociais um meio que contribui para fazermos amigos?
A meu ver não. Apesar de, raramente, isso ser possível, nunca dura muito tempo, pois, um amigo virtual não tem o mesmo peso de um amigo que está a maior parte do tempo connosco e cuja amizade possivelmente poderá durar o resto da vida.
Há muitos amigos virtuais que são bastante falsos e não se interessam pelo que a pessoa é, mas sim pelo que tem, enquanto com um amigo na vida real, na maior parte dos casos, isso não acontece. Um amigo nas redes sociais poderá deixar de ser amigo do dia para a noite muito facilmente.
A maioria das pessoas diz que se alguém tem dificuldades em fazer amigos na vida real poderá usar esse meio para o conseguir, mas poderão estar a iludir-se, o peso de falar cara a cara é diferente do de falar apenas por mensagens.
Concluindo, é possível fazer amigos nas redes sociais mas poderá não ser um meio muito fiável. Assim, na minha opinião, deve-se confiar mais nos amigos reais.
Guilherme Ferreira, n.º 10, 8.º B

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Texto de opinião



As redes sociais
A utilização das redes sociais tem disparado ultimamente, principalmente entre os mais jovens. Este facto leva-nos a falar sobre se isto é positivo e se desempenha aquilo para que foi criado, ou seja, termos mais amigos.
Na minha opinião, as redes sociais ajudam-nos efetivamente a ter mais amigos, já que como as pessoas não veem a nossa aparência (se somos gordos, magros, negros, asiáticos, brancos, …) não nos avaliam por ela e, por este motivo, não estamos sujeitos a comentários sobre estes aspetos.
Outro argumento é a minha experiência com este tipo de situações: embora já tenha tido casos infelizes, que podem ser ignorados e esquecidos, a verdade é que, só por clicar num botão, podemos criar um mundo só nosso com quem nós queremos e, gostando, mesmo sem ver estas pessoas pessoalmente. As pessoas contra as redes sociais defendem que estes não são amigos verdadeiros, pois não os conhecemos verdadeiramente. Eu concordo com parte da opinião, mas acho que tem um efeito contraditório, pois nós podemos agir como quisermos, tendo uma atitude no mundo onde vivemos.
Resumindo, as redes sociais são algo que nos ajuda a termos mais amigos, constituindo até um mundo paralelo ao que vivemos, como um portal para outro mundo que está interligado com aquele em que vivemos.
Raul Gamboa, n.º 18, 8.º B

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Maratona de Cartas: o maior evento de ativismo da Amnistia Internacional precisa de todos nós



Hoje, mais do que nunca, defender os direitos humanos exige coragem. Hoje, mais do que nunca, precisamos da coragem e não podemos deixar que se extinga.
Para isso, junte-se a nós no maior evento de direitos humanos a nível mundial: a Maratona de Cartas.
A Maratona de Cartas decorre após a seleção de um conjunto de casos pela Amnistia Internacional, sendo que este ano todos dizem respeito a defensores de direitos humanos que se encontram em risco.  Atualmente, estes defensores arriscam a sua segurança para defender os direitos de outros, todos os dias. Defendem liberdades, desafiam as injustiças e lutam para garantir que todos são tratados de forma justa. Agora precisam de todos nós.
Semelhante aos anos anteriores, também em 2017 as cartas, petições e postais que nos chegarão serão depois enviados para as respetivas autoridades entidades competentes em cada caso, como forma de exercer pressão a favor das pessoas em questão. Assim, até dia 15 de janeiro, a Maratona chegará a mais de 150 países, tornando-se num dos maiores eventos de ativismo a nível global!
 As nossas palavras, cartas e ações têm mais poder do que imaginamos. 
Em 2016 batemos novos recordes nacionais e internacionais que se traduziram em novas conquistas na esfera dos direitos humanos: de Portugal foram enviadas mais de 265 000 cartas, que contribuíram para um envio de mais de 4 milhões e 500 mil cartas a nível internacional!
Com a vossa participação pressionamos governos para que seja tomada ação imediata em defesa dos direitos humanos, e de quem os defende. Num mundo de incertezas, a Maratona de Cartas representa a oportunidade nos fazermos ouvir ainda mais alto e de chegar ainda mais longe pelos direitos humanos.
 Assim, só faz sentido que sejamos cada vez mais. Convidamos a participar em mais uma edição deste evento através da sua assinatura. 
A participação na Maratona de Cartas não tem quaisquer custos e todas as pessoas, de todas as idades, poderão participar.
Dirija-se à nossa Escola, a Escola Básica e Secundária de Anadia e assine!
Lembre-se: A sua assinatura tem mais poder do que imagina

As cartas que pode assinar - Casos em foco em 2017

Clovis Razafimalala – Defensor de Direitos Humanos em Madagáscar

Acusado por proteger a floresta tropical de Madagáscar

Clovis Razafimalala faz tudo o que está ao seu alcance para proteger a ameaçada floresta tropical de Madagáscar. As suas árvores de pau-rosa são valiosos recursos que se encontram ameaçados por uma corrupta rede de traficantes empenhada em vendê-los, uma prática que se tornou num verdadeiro comércio ilegal multimilionário. A coragem de Clovis em salvar esta rara árvore cor de rubi trouxe-lhe muita atenção indesejada, já que os traficantes o consideram um alvo, e o governo opta por ignorar a situação. Clovis encontra-se atualmente a cumprir pena suspensa em liberdade, após uma condenação com base em acusações falsas.
Farid Al-Atrash e Issa Amro – Defensores de Direitos Humanos em Israel / Territórios Palestinianos Ocupados

Enfrentam acusações por protestarem contra crimes de guerra

Farid al-Atrash e Issa Amro querem o fim dos colonatos israelitas – um crime de guerra que resulta dos 50 anos de ocupação do território palestiniano. Dedicados ao ativismo pacífico, os dois enfrentam ataques constantes por parte dos soldados israelitas e dos colonos. Em fevereiro de 2016, Issa e Farid protestaram pacificamente contra os colonatos e a ocupação israelita, face ao encerramento de uma rua onde se localizava um dos principais mercados para palestinianos. Consequentemente, enfrentam agora absurdas acusações formuladas para impedirem que o seu trabalho em direitos humanos continue.

Os 10 de Istambul – Defensores de Direitos Humanos na Turquia

Presos por defenderem os direitos humanos

Neste preciso momento encontram-se em perigo 11 pessoas que dedicaram a sua vida a defender os direitos humanos de jornalistas, ativistas e outras vozes críticas na Turquia. Entre esses 11 DDH encontram-se Taner Kılıç e İdil Eser, da Amnistia Internacional na Turquia, e Özlem Dalkıran da Avaaz e da Citizens’ Assembly. Conhecidos como os 10 de Istambul, em conjunto com Taner Kılıç, Presidente da Amnistia Internacional na Turquia, todos se encontram sob investigação de crimes relacionados com terrorismo – uma tentativa ridícula de travar o seu ativismo em direitos humanos. Podem enfrentar até 15 anos de prisão.

Shackelia Jackson – Defensora de Direitos Humanos na Jamaica

Recusa-se a permitir que a polícia fique impune

Shackelia Jackson não vai desistir. Quando o seu irmão Nakiea foi alvejado pela polícia Shackelia iniciou uma corajosa luta para que fosse feita justiça, ainda que para isso dependa de um sistema judicial muito lento. Ao iniciar este processo, ela reuniu dezenas de pessoas cujos familiares foram assassinados de forma semelhante. Em resposta, a polícia tem continuamente perseguido e intimidado a sua comunidade. Mas Shackelia não será silenciada.

Sakris Kupila – Defensor dos Direitos Humanos na Finlândia

A coragem de lutar pelo direito de sermos nós próprios

Sakris Kupila nunca se identificou como uma mulher. Contudo, este estudante de medicina de 21 anos, enfrenta perseguições diárias uma vez que os seus documentos de identidade afirmam que ele é mulher – o género que lhe foi atribuído à nascença. Para que possa completar o processo de mudança é lhe legalmente exigido que seja diagnosticado com um “distúrbio mental” e que seja esterilizado. Sakris opõe-se a este tratamento humilhante e, apesar de todas as ameaças e hostilidade, continuará a exigir que a lei seja alterada.