Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante e Matilde Santos

Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

quinta-feira, 19 de julho de 2018

A menina que queria tocar nas nuvens


Era uma vez uma menina chamada Joana que se deitou a olhar para as nuvens e disse para ela mesma que, um dia, gostaria de tocar naqueles flocos fofos espalhados pelo céu.
Nesse mesmo dia colocou móveis, livros, escadas, escadotes e muitas coisas mais umas em cima das outras. Começou a trepar em cima dessas coisas e tentou tocar nas nuvens. Infelizmente, e depois de tanto esforço, não lhe conseguiu tocar.
Começou a ficar tarde e a Joana teve de arrumar as coisas, pois a mãe iria chamá-la para jantar, e não gosta que ela chegue atrasada. Mas, ela não desistiu! Todos os dias colocava diferentes coisas umas em cima das outras e tentava tocar nas nuvens. Ela esticava- se muito, ficava em biquinhos de pés para alcançar as nuvens. Até que, finalmente, tocou com a ponta do dedo numa nuvem e começaram a cair umas gotinhas de água. Ainda assim não iria arrumar as coisas todas, porque queria falar com a nuvem! Depois de tanto esforço não eram umas gotinhas de água que a iriam fazer desistir do seu maior sonho.
- Olá, eu sou a Joana e gostaria de ser tua amiga. Também queres ser minha amiga?
- Olá, eu sou a nuvem Maria e também gostaria de ser tua amiga.
Entretanto parou de chover e a Joana ficou mais à vontade a falar com a nuvem Maria.
- Sabes, um dia, eu deitei-me a olhar para as nuvens e veio- me à cabeça que lhes queria tocar. Estive estes dias todos a tentar tocar em vós mas só hoje é que consegui. Eu só toquei em ti com a ponta do dedo, posso tocar-te com a minha mão toda?
- Claro, mas se me tocares eu começarei a deitar milhares de gotas de água e ficarás encharcada.
- Não tem mal, só quero tocar em ti e sentir a tua textura e o teu sabor.
- Ok.
Joana tocou na nuvem e a nuvem Maria que antes era cinzenta agora era uma linda bola branca como o algodão.
Joana não resistiu e tirou um pouco da nuvem e provou. Sabia a algodão doce, como aquele que costumava comer no parque, quando era mais pequena, com a sua avó Augusta.
Nesse momento, Joana sentiu-se muito feliz pois o seu maior sonho tinha-se tornado realidade.
Maria, a pequena nuvem, também sentiu uma sensação estranha que antes nunca tinha sentido. Sentia-se mais leve e também mais feliz por Joana ter realizado o seu sonho.
Despediram-se uma da outra, mas Joana prometeu que iria voltar.
Rita Martins Gerardo, CE Avelãs

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Concurso Ler e Aprender



O concurso Escolar Ler & Aprender 2018, promovido pela Biblioteca Municipal de Anadia teve, como habitualmente, a participação dos alunos do nosso Agrupamento, desde o 1.º ciclo ao ensino secundário. Foram cinco os alunos premiados. Contudo, o nosso jornal irá dar visibilidade a todos os textos escritos pelos nossos alunos, fazendo referência, como não poderia deixar de ser, aos alunos que obtiveram os lugares cimeiros.
A ordem de apresentação é por ciclo de ensino e por género, primeiro os textos do género narrativo, seguidos do género lírico e, por fim os correspondentes à nova categoria premiada. Iniciamos com o 1.º Ciclo e terminamos com o ensino secundário. No fim de cada ciclo serão publicados os textos classificados respetivamente em 2.º e 1.º lugares.
O Ciclista expressa a todos os concorrentes os parabéns pelos textos escritos.
Em particular, e mais uma vez, a todos que obtiveram uma menção honrosa, nomeadamente a aluna do 1.º Ciclo do Centro Escolar de Arcos, Melanie Teles Galante Silva Neves, com o poema “Pai”, a Andreia Filipa Lopes Saraiva, do 2.º Ciclo da Escola Básica de Vilarinho do Bairro, com o poema “Os sentimentos de adoção”, o João Chamilo, aluno do Centro Qualifica, com o texto narrativo “Os velhos também amam” e Zália Martins, também do Centro Qualifica, com o poema “Se eu soubesse pintar”.
Finalmente, endereçamos os nossos parabéns aos dois grandes vencedores do género lírico, Tiago Peralta Rodrigues, aluno do 3.º ciclo da Escola Básica de Vilarinho do Bairro, com o poema “O que é o tempo” e “Serenamente!”, poema escrito pela aluna do 12.º ano da Escola Básica e Secundária de Anadia, Adriana de Matos Pedrosa.
“Uma luz no céu!”, da autoria desta última aluna do ensino secundário, foi consagrado o vencedor da nova categoria que premiou a produção de um conto inédito dedicado ao livro e ao prazer da leitura e que homenageou Gustavo Campar, um jovem utilizador da BMA e aluno da Escola Básica e Secundária de Anadia, falecido a 8 de maio de 2017.
Graça Matos, O Ciclista 


A Menina e a Dança


 
Nas ruas de Paris havia uma menina muito pobre com lindos cabelos ruivos e encaracolados e olhos azuis. Era alta e magra, doce, gentil e bondosa. Chamava-se Elisa.
Essa menina sonhava ser bailarina e até era talentosa, mas não tinha dinheiro para pagar as aulas, nem quem a ajudasse.
Ela desejava muito entrar numa academia chamada Escola de Dança e Bailado, ou seja, EDB, e como não tinha dinheiro, sabia que só havia uma forma de o conseguir: mostrar o seu real valor, e ganhar uma bolsa.
 O dia das audições estava a aproximar-se, era já no próximo mês. A menina sentia-se insegura, pensava que não era suficientemente graciosa, que precisava de treinar cada vez mais.
Num desses dias, a caminho de casa, começou a pensar para si mesma:
- É melhor desistir do meu sonho.
Foi, então, que ouviu uma voz rouca que tossia e chorava. Decidida foi ver o que se passava. Ela viu uma velhinha sentada no meio do chão e perguntou-lhe o que se passava. A velhinha respondeu-lhe:
-Eu sou pobre e ninguém me dá um bocadinho de comida quando eu lhes peço. Tu, por acaso, não me podes dar um bocadinho de pão?
Elisa só tinha um restinho do pão do lanche, pouco mais que migalhas, mas mesmo assim deu-as à pobre senhora.
- És uma menina muito gentil! – agradeceu a velha senhora - Para te agradecer, vou dar-te este chapéu mágico, porque sei qual é o teu sonho e, se queres um conselho de uma velha sábia, não desistas dele.
De imediato, pôs o chapéu na cabeça e começaram a aparecer pensamentos sobre o ballet e toda uma onda de confiança invadiu-a.
No dia das audições, bem treinada, lá estava ela pronta para brilhar. Quando subiu ao palco, viu logo, na primeira fila, a senhora que lhe tinha dado o chapéu e agradeceu-lhe com o olhar.
Na plateia, também viu Rosita Nunha, o seu ídolo do ballet.
E quando começou a música, ela fechou os olhos e bailou, bailou e bailou.
Foi perfeito!
Passado alguns dias, ela recebeu uma carta. Abriu-a ansiosa. Nem queria acreditar, tinha sido aprovada. Ia entrar na academia.
No final do ano, foi escolhida para ser a bailarina principal do bailado “O Quebra-Nozes” e o melhor de tudo é que dançou com a Rosita.
E o sonho cumpriu-se, no fim do espetáculo, o público aplaudia com entusiasmo. Elisa recebeu rosas e muito carinho.
Era feliz!
Moral: a cada má ação, uma maldição e a cada boa ação, uma bênção.
Beatriz Toureiro Barbito de Almeida, 4.º A, EB1 de Moita