Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O desejo de mudar o Mundo


Todos nós já desejámos mudar o Mundo para melhor, por causa das pessoas serem falsas, egoístas, desumanas e cruéis para com o seu semelhante.
Neste meu texto, vou falar-vos de um simples rapaz de quinze anos que não desejava só mudar o Mundo, mas também as pessoas, porque se só mudasse o Mundo e não as pessoas os problemas iriam continuar.
Numa certa noite, o rapaz adormeceu no sofá e começou a sonhar. Nesse seu sonho, o jovem, ao longe, começou a ver uma luz muito brilhante e decidiu ir ver o que era. Para seu espanto, era uma lâmpada mágica. Perto dela, estava um papel a dizer: "Se desejas mudar o Mundo, esfrega esta lâmpada mágica e terás três desejos concretizados".
O rapaz esfregou, então, a lâmpada e apareceu-lhe uma figura que lhe concedeu três desejos.
O primeiro desejo que o rapaz pediu foi de que os professores fossem mais divertidos. O segundo desejo foi que deixasse de haver guerras por esse Mundo fora. E o terceiro era que as pessoas fossem realmente felizes.
O espírito da lâmpada mágica, quando o rapaz acabou de apresentar os seus três desejos, disse-lhe que eles se iam realizar.
Entretanto, a mãe do rapaz acordou-o, dizendo:
- Filho, vai para a cama, pois amanhã tens aulas.
No dia seguinte, o jovem, antes de ir para a escola, ligou a televisão e viu que os seus desejos afinal não se tinham concretizado, porque continuava a haver guerras e as pessoas continuavam infelizes e já sem esperança. Afinal, tudo não tinha passado de um simples sonho.

Ana Duarte, nº 1, 8º C

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A fonte da paciência


Para mim, a fonte da paciência deveria ser inesgotável, embora muitas pessoas a esgotem!
Eu, que sou um jovem de treze anos, acho muito injusto, por exemplo, a forma como muitos pais tratam os seus filhos. Eu sei que, às vezes, não é por mal e que é só o fazem porque estão "saturados" do trabalho ou mesmo de o procurar, pois reconheço que hoje em dia toda a gente sabe que estamos a atravessar uma crise nacional e até mesmo internacional. De qualquer das formas, eu também compreendo o ponto de vista dos pais, quando os filhos têm más notas, não os respeitam e devido às novas tecnologias, estão sempre "agarrados" ao computador, em redes sociais como o faceboock, o twitter, entre outras. E, como consequência de tudo isto, os pais castigam os filhos e estes revoltados tornam-se agressivos e começam a dizer palavrões aos pais e a fazerem-lhes gestos feios. Estes, como disse há pouco, cansados, "passam-se" e têm atos que podem passar os limites.
Sendo assim, eu, que compreendo os pais e os filhos, peço aos pais que deixem de ter essas atitudes e passem a dar mais apoio aos filhos, tanto na escola como em relação aos seus problemas pessoais. Mas eu também peço aos filhos que não tratem mal os pais e que os ajudem, principalmente nos momentos mais difíceis, pois eles também nos ajudam e merecem todo o nosso apoio.

Guilherme, 8º C

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Não devemos perder a esperança!


Certo dia, uma má notícia chegou a casa de um menino chamado Paulo. A notícia era a de que a sua mãe fora despedida da empresa, onde trabalhava já há alguns anos, por causa da crise económica dos seus pais.
O filho, ao ver a sua mãe tão triste, perguntou:
-Mãe, o que tens, o que aconteceu?
-Filho, a mãe foi despedida do seu trabalho. Meu amor, não te preocupes, isto são coisas que acontecem na nossa vida.
 O pai do menino, que estava presente, interrompeu a conversa dos dois e disse:
-Filho, agora não podemos comprar-te muitas coisas como dantes. Meu anjo, vai para a cama porque já se faz tarde:
-Está bem, pai.
Já sozinhos na sala, continuaram ambos a conversar.
-Joana, a nossa vida vai ter de mudar muito. Tu agora estás sem emprego e o meu ordenado desceu.
-Joaquim, nós vamos conseguir ultrapassar esta fase.
-Se tu o dizes.
Com esta notícia, a família ficou completamente destroçada e preocupada, pois como ia arranjar emprego com este tempo de crise?
A mãe do menino, no dia seguinte, foi logo à procura de trabalho.
 Passado alguns meses de procura, certa tarde, a mãe do Paulo, desesperada por não arranjar emprego, saiu do centro de emprego a chorar e já sem esperança. Entretanto, no caminho para casa, encontrou um senhor na rua que estava a aplicar um anúncio a comunicar: “Última oportunidade do dia, preciso de um empregado para a cozinha do meu restaurante. URGENTE!!!!!”
A senhora, ao ver aquele pedido de emprego, falou imediatamente com o senhor e este informou-a de que estava contratada e ela ficou felicíssima por ter encontrado um trabalho. Foi logo para casa a correr a dizer à sua família:
-Filho, Joaquim, encontrei trabalho!!!
-Boa mãe!!!!
-Boa Joana, amo-te muito!
Afinal nunca podemos desesperar nem nunca perder a esperança, pois quando menos esperamos algo de bem acabará por acontecer.

João Pereira, 8º F

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O desejo de ser inventor


Numa manhã muito chuvosa, numa casa friorenta e escura, vivia um menino de cabelo escuro e pele branca. Ele queria ser inventor e notava-se perfeitamente apenas pelo aspeto do seu quarto: projetos em cima da secretária, metais e ferramentas por toda a parte e de canto a canto, objetos modificados desde portas automáticas a sapatos telecomandados.
Este rapaz sempre teve uma paixão por feiras e curiosamente, na sua terra, eram organizadas com frequência. Então, num dia de feira, ele só podia lá estar.
A certa altura, estando ele na feira, aproximou-se de um espelho que lhe despertou, de imediato, a atenção e decidiu comprá-lo. Estranhamente existia química entre eles. Foi então que começou a chover e, ao cair uma gota no seu espelho, o seu reflexo desapareceu e do céu, apareceu a voar um adolescente. Adolescente este muito parecido com Edward, o jovem inventor. Ambos se chamavam Edward, ambos tinham as mesmas feições, os mesmos gestos. Eram parecidíssimos. Apenas os distinguia os sapatos.
-Pareces assustado! Eu sou tu, no futuro.– explicou Edward voador - Aqui é tudo tão bonito, esta chuva é uma dádiva. Tu vais ser inventor e eu vou ajudar-te a mudar o futuro, para melhor.
-Ah, Edward, mas como?!
- Certamente já ouviste falar da situação de crise…
- Sim, infelizmente. Vamos para dentro para falarmos melhor.
Edward entrou em casa pela janela, mas não sabia do novo amigo.
- Estou aqui! Consegues ver-me? – perguntou.
- Não, aqui, onde?
Na verdade, Edward dos sapatos voadores estava invisível.
- Novas tecnologias… Ainda não domino muito bem.
- Ah, aí estás tu! Onde íamos?
-Deves perguntar-te como é o futuro…
- Sim, mas tenho receio. Quando oiço os adultos falarem dos maus anos económicos, começo a imaginar projetos. Vê este!
Os dois amigos continuaram a sua conversa e os papéis de Edward eram projetos para serem postos em prática.
Projeto após projeto, ambos tomaram uma decisão. Unanimemente concordaram num projeto inacabado, projeto este cuja sua função era conceder desejos a crianças com a mente pura, sem más intenções.
- Tem de ser este! – exclamou Edward, entusiasmado- Acabamos isto num piscar de olhos.
Ao terminarem, preocuparam-se em saber se funcionava e lembraram-se de que podiam experimentar com o próprio Edward do futuro.
- Tens direito a um desejo – explicou- Pensa no que vais pedir, pois não poderás voltar atrás.
-Eu desejo o fim da crise, acabando com oportunistas e vigaristas. Um pouco de chuva. – pediu entre suspiros.
A máquina fez uns barulhos estranhos e viu-se aterrar um miniavião no parapeito da janela. Era direcionado para Edward do futuro. Felicitava-o do seu grande emprego e pedia-lhe para que voltasse de onde quer que estivesse.
- É tempo de voltar- disse, satisfeito - Não me esquecerei destes momentos e acredita em ti, pois serás um grande Homem.
E não te esqueças: apenas um pequeno grande rapaz poderá mudar o futuro, para melhor, acreditando sempre nas suas capacidades. Não desistas, é possível!

Ana Sofia, nº 2, 8º C

domingo, 27 de janeiro de 2013

Dia do Holocausto


Porquê?
Como chegámos a este ponto?
As pessoas roubam, tratam-se mal, … é horrível! Não seria melhor sermos todos amigos uns dos outros, cooperarmos entre todos? Porque é que nem todos pensamos assim?
Porque é que há desigualdade entre as pessoas? Deveria dividir-se tudo, os mais ricos deveriam ajudar os pobres a terem uma vida melhor. O desemprego tem vindo a crescer gradualmente, é horrível e a sociedade é que sofre.
E não só! Já repararam na solidão de muitas pessoas, incluindo os idosos? Temos que pensar que sem eles não tínhamos chegado aqui. Eles não precisam de muito, simplesmente de uns mimos, mas não! As pessoas mais jovens abandonam-nos nas suas casas ou lares, sem sequer se preocuparem se precisam de alguma coisa.
É tudo tão injusto! Se não houvesse desigualdade, roubos, corrupção, desemprego, solidão, desumanidade, … seria tudo perfeito. Provavelmente sem mais preocupações, seria tudo bem mais simples. Não seria melhor viver assim?
Vamos juntar-nos e melhorar a sociedade, será melhor para todos!
Parem com as injustiças e acabem com as diferenças!

Adriana Matos, 9º C

sábado, 26 de janeiro de 2013

O homem do mar


Num dia de neblina, ouviu-se o roncar de um motor vindo do mar.
Surgiu de repente uma luz e depois um barco por entre a neblina cerrada. Momentos depois, viu-se um vulto ao leme dessa embarcação. Esse vulto era eu!
Com um olhar vazio e distante, marcado pela dor e pela angústia de ter visto toda a minha família a morrer no mar, sem ter podido fazer nada, ali estava eu. Cheguei assim ao cais, com longos cabelos brancos e a face rugosa, marcada pelo salitre do mar, de todos os longos anos passados à procura do barco afundado, onde a minha família tinha morrido. Do meu velho barco, voltei a sair novamente de mãos vazias para vir buscar mantimentos e voltei a partir rumo ao horizonte, desta vez, num barco desgastado e deteriorado pelo mar.
Num dia, em que já tinha perdido a conta, voltei a lançar o meu pequeno submarino ao mar e mergulhei nas suas profundezas. Quando estava a voltar para trás, consegui descobrir finalmente a embarcação afundada e que vitimara os meus familiares. Vi algumas relíquias dos meus entes queridos. Voltei de seguida ao meu velho bote e assinalei no mapa o local da descoberta para mais tarde lá voltar. Subitamente levantou-se uma tempestade e o barco não parava de baloiçar com as gigantescas ondas. Não tinha nenhum controlo sobre ele e eu sentia-me completamente frágil perante aquela enorme força da natureza. Momentos depois, deparei-me com uma grande rocha mesmo à minha frente. E, de repente, a escuridão! Entretanto, acordei e constatei que tudo isto não passara de um sonho.
Ângelo Lopes, 9º D

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um sonho maravilhoso


Era um lindo dia de primavera, o sol brilhava, os pássaros cantarolavam e a água dos canais estava calmíssima. Veneza era mesmo uma cidade linda, uma cidade de sonho!
O dia ia ser atarefado, pois nessa noite ia haver um baile de máscaras e eu tinha de estar fantástica. Passei assim todo o dia a ver máscaras e não estava a encontrar aquela que realmente queria, até que passei numa montra e lá estava ela, branca como a neve, brilhante como o diamante e com três lindas penas vermelhas e pretas.
Fazia-se tarde e eu tinha de me arranjar. Tomei um banho relaxante, vesti um gracioso vestido comprido tal como uma verdadeira princesa, em tons vermelhos e pretos, coloquei a minha bela máscara e segui até ao baile, pelo qual tanto esperara.
Tudo era lindo, simplesmente maravilhoso tal como eu sempre imaginara que seria. E tal como em qualquer baile, toda a princesa deve ser acompanhada do seu príncipe e lá estava ele, no cimo das escadas, à minha espera. Subi, então, as escadas para ir ao seu encontro e entrámos de braço dado. Parecia um verdadeiro sonho! Dançámos durante toda a noite até que soou um alarme, o meu despertador e de repente, acordei… Afinal tinha sido apenas um sonho e que bonito sonho que jamais esquecerei!

Cristiana Vieira, 9º D

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Mercadito Francês veio à nossa Escola


No PEI (turmas E e F do 7º ano) de FRANCÊS, trabalhámos com interesse e persistência na feitura de objetos, símbolos de França, que expusemos no polivalente na última semana do primeiro período.
Tentámos trazer uma pequena parte da cultura e dos hábitos do povo francês para os nossos colegas. Sabemos que gostaram! Foi muito positivo para eles e para nós! Trabalhámos com afinco para um mesmo objetivo, convivemos de forma saudável, aprendemos divertindo-nos ou seja, vivemos a outra face do trabalho escolar. Foi ótimo!!!!

Alunos do 7º ano, turmas E e F e Licínia Vieira, Professora

A nós, Equipa d’O Ciclista, só nos resta dar os parabéns pela atividade realizada e apresentar a reportagem fotográfica dos momentos vivenciados…













A Equipa d’O Ciclista

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ignorada, mas porquê?!


Estava uma bela manhã, quando tudo corria dentro da normalidade.
Entrei, então, no autocarro e fui para a escola mas, quando cheguei, para minha surpresa, apercebi-me de que por onde eu passava todos me ignoravam como se eu não existisse, como se eu não estivesse presente. Achei esta situação muito estranha. Entretanto, cheguei à sala de aula, e foi aí que percebi que eu não podia ser vista, nem ouvida por ninguém. Eu era um espírito, só de alma, sem corpo, claro!
Ao vaguear pela escola, ouvi os meus colegas a comentar a minha morte. Estavam a dizer que eu tinha sido brutalmente assassinada num assalto. Quando ouvi isto, fiquei terrivelmente chocada, não tinha sequer percebido que estava morta, pois quando todos me ignoravam, pensava eu que era por estarem aborrecidos comigo por algo que desconhecia.
Eu não estava morta, nem morta de corpo nem de espírito! Estava sim desemparada, não sabia o que fazer e estava em pânico. O que seria agora de mim?! Resumidamente, já não era ninguém, só uma alma que vagueava triste pelo Mundo, infeliz e destroçada, a pensar o quanto este Mundo é realmente injusto e que tudo pode acontecer, quando menos esperamos.
No momento em que me apercebi que tinha perdido pessoas que eu adorava muito, que para mim eram muito especiais, os meus pais, todos os meus amigos de que eu gostava imenso, fiquei profundamente incrédula. Mas, por outro lado, fiquei menos desiludida, quando me apercebi que poderia ir para ao pé de duas pessoas da minha família, que tinha perdido já há alguns anos, a minha bisavó e o meu irmão, que foram muito importantes na minha vida e que me marcaram muito.
Enquanto pensava isto, vi de repente um vulto que me parecia ser o da minha bisavó de mão dada com o meu irmão. Eu decidi então ir atrás deles para tentar falar com eles mas, quando os consegui alcançar, de repente, acordei… Afinal tinha sido apenas um sonho, nada tinha acontecido na realidade.

Márcia, 9º D

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Horas de Sono e de Sonho – Reportagem fotográfica


O testemunho que ontem a nossa colega da Equipa do PES, Dra. Licínia Simões, nos facultou, encontra-se também publicado no blogue “O Cantinho dos afetos … e da saúde”, do Projeto de Educação para a Saúde do nosso Agrupamento. Podem visitá-lo em: http://saudeb23anadia.wordpress.com/.
Como fez referência às palestrantes, nós queremos fazer jus aos jovens “artistas” que nos brindaram com os seus talentos. Os talentosos alunos, que a seguir divulgamos, foram apresentados pela Mariana Cró, que sem quaisquer dúvidas rivaliza com as grandes apresentadoras televisivas:
-        O Hélder Simões que “nos trouxe um belo momento” com a sua flauta de bisel;
-        A Beatriz Boiça que nos encantou com a sua bela voz;
-        As “primorosas guitarristas” Beatriz Simões, Carolina Vicente, Daniela Queirós e Maiara Melo, acompanharam com as suas guitarras acústicas “as bonitas vozes” da Carolina, em duas canções, e da Daniela, apenas numa delas, em duas belíssimas canções;
-        O Gabriel encantou-nos tocando o seu Saxofone;
-        A Francisca Santos, a Adriana Matos e a Sofia Pedrosa tocaram com a delicadeza que só as pianistas o sabem fazer, cada uma delas, uma peça ao piano o que nos permitiu apreciar três belíssimos momentos musicais.
Como não poderia deixar de ser, também O Ciclista, apresenta alguns dos momentos vivenciados durante esta extraordinária palestra!


Graça Matos, O Ciclista

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A importância do sono na idade escolar


No âmbito do Projeto Educação para a Saúde do Agrupamento de Escolas de Anadia, decorreu, no dia 11 de janeiro, pelas 21.00 horas, uma palestra subordinada ao tema: “Horas de Sono e de Sonho” e que teve lugar na Biblioteca Municipal de Anadia.
No percurso até ao salão de conferências, os participantes podiam observar uma exposição de trabalhos realizados por alunos do 9º ano da escola nº 2 de Vilarinho (profª Paula) e da escola secundária (profª Isabel) subordinados ao tema “Um quarto de sonho”.
A atividade esteve a cargo da Professora Doutora Teresa Paiva, Médica neurologista, Professora da Faculdade de Medicina de Lisboa e especialista em Medicina do Sono e ainda da Doutora Teresa Rebelo Pinto, Psicóloga, especialista em Educação do Sono. Abordaram a temática da Importância do Sono em Idade Escolar. Duas alunas da Escola nº 2 de Vilarinho do Bairro leram um texto de José Jorge Letria “O sono e o Sonho”, tendo outra aluna feito a apresentação da Dra. Teresa Paiva. Destacam-se alguns excertos da sessão que pretendem resumir o seu conteúdo, muito interessante e acessível a todos os presentes, tais como a apresentação de uma notícia (DN 9-8-2011), sobre o resultado dos exames nacionais:
“… ao contrário da primeira fase, a média do exame nacional de Português tem agora média positiva. Chegou aos 10 valores, depois de ter registado 9,6 valores. As notas de Matemática caíram nesta segunda fase. Depois de terem chegado aos 10,6, nesta segunda fase os alunos internos não foram além dos 9,1 valores.”
O sono é afetado por emoções, hábitos e cognição. O sono é essencial para o cérebro, tendo impacto sobre a memória: a privação de sono altera seletivamente a memória de estímulos neutros e positivos; alguma resistência aos estímulos negativos.
O sono ativa a aprendizagem quer seja motora, verbal ou visuo-espacial. Também ativa o “insight” ou seja o encontrar soluções escondidas, popularmente conhecido por “dormir sobre o assunto” e faz a integração da memória relacional. A falta de sono prejudica a criatividade no que diz respeito à flexibilidade e a originalidade.
 O sono é essencial para o corpo, a privação crónica do sono provoca maior risco de diabetes, hipertensão, doença coronária, obesidade, depressão, ansiedade insónia, cancro da mama e da próstata, acidentes e morte. A privação do sono crónica existe em todos os países do mundo.
Foram apresentados dois estudos sobre “como dormem as crianças e os jovens em Portugal”:
O sono e emoções, o aumento de eventos positivos “uplifts” dão melhor sono subjetivo, menos tempo em N2 e mais tempo em SWS (Tomfohr et al 2011). A avaliação das emoções varia ao longo do dia com uma maior e progressiva reatividade a aspetos negativos e ameaçadores. Um episódio de REM pode reverter esta negatividade facilitando estas reavaliações mais objetivas e positivas.
O sono nas crianças controla o humor, a memória, a aprendizagem e a criatividade. Não dormir perturba o crescimento, diminui o sucesso escolar, torna-as infelizes e agitadas.
O sono e as hormonas:
Se uma criança não aprende a autonomia simples de adormecer sozinha, não vai ser um adulto autónomo. A privação de sono nos pais é importante, os pais são fundamentais na educação e desenvolvimento dos seus filhos.
As novas tecnologias trazem problemas se usadas em excesso, usar demais telemóvel, sms, tv, jogos e computador associa-se a insucesso escolar, sonolência e a maiores índices de depressão.


É de louvar a forma como a palestra foi conduzida bem como a adesão por parte da comunidade escolar, na medida em que o salão de conferências se encontrava sobrelotado de pais/EE, professores, enfermeiras e outros, que colocaram muitas questões à Dra. Teresa Paiva, tal o interesse pelo tema.
No fim da palestra alguns alunos de Vilarinho e de Anadia mostraram o seu talento musical,  “A escola tem talentos”, cuja organização esteve a cargo das professoras Marily Amante e Graça Matos. Apresentou este momento musical a aluna Mariana Cró.
A coordenadora da equipa do Projeto de Educação para a Saúde, profª Alexandra Gonçalves, agradeceu a todos os que tornaram possível esta atividade, alunos, professores, à Vereadora Dra. Rosa Tomás, pelo apoio prestado ao Projeto de Educação para a Saúde e à Diretora da BMA, Dra. Sónia Almeida, pelo acolhimento prestado e a todos os professores que de alguma forma colaboraram com a iniciativa, contribuindo também eles para o êxito da mesma.
A profª Dra. Teresa Paiva é autora de numerosas obras sobre o tema e também é responsável pelo primeiro mestrado do sono a nível mundial. Tem-se dedicado a ver e a ensinar os outros a dormir.
O seu trabalho foi por diversas vezes premiado e colabora regularmente em ensaios clínicos com especialistas de todo o mundo. Criou o centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC) e é coautora de várias obras relacionadas com a temática do sono.

Licínia Simões, PES

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dia Mundial da Neve


Marina vivera toda a sua vida no Equador. Sua aparência era meiga e negra. Desde que se lembrava só via terra, areia e mesmo a água era rara.
Seus pais eram pessoas cultas. Eram os dois médicos e, sabendo que aquele não era um local saudável para a filha de ambos viver devido à falta de higiene e ao fácil contágio de doenças, decidiram emigrar. Mariana tinha SIDA o que fazia esta ter menos resistência que os outros, mesmos até a uma simples constipação.
O local para onde a família se ia mudar era seguro e sabiam que iriam ter um futuro melhor. Iriam para Portugal.
A ideia de se mudar não afetava muito a pequena Mariana. Sempre fora uma menina tímida e para ela era difícil ganhar amigos. Ao contrário dos pais não estava ansiosa por ver se as instalações da casa eram boas. Há um ano que andavam em sítios da internet à procura de um bom lugar para irem viver. A sua casa situava-se numa cidade designada Seia. A menina só sabia que era uma terra fria mas para isso nada melhor que usar roupinha quente.
Ao chegar ao avião os seus pais estavam a chorar. O seu pai dizia que era uma “coisa” no olho, mas a sua mãe admitia o choro. Na verdade para eles era difícil deixar a sua terra Natal mas tinham de pensar no futuro da filha e viver sem ela era um cenário assustador.
Era Janeiro e quando chegaram a menina viu pela pequena janela partículas brancas a cair do céu. O que seria aquilo? Era tão misterioso! Era algo de outro mundo. Rita, a mãe de Mariana, viu a filha a olhar fixamente para a janela. Perguntou-lhe o que se passava.
- Eu nunca vi nada assim. O que é isto mãe?
- Filha, isto é neve. Como está muito frio a água cai sob a forma de neve.
- É a coisa mais bonita que eu já vi em toda a minha vida. Parecem diamantes a cair do céu.
Mariana nunca mais esqueceu aquele dia. O dia onde sentiu algo diferente. Para algumas crianças ver neve pode ser uma coisa normalíssima mas para esta menina foi uma experiência de vida.

Margarida Costa Pereira, O Ciclista

sábado, 19 de janeiro de 2013

Atividades do Primeiro Período no Agrupamento



Apresentamos algumas reportagens fotográficas feitas durante o primeiro período. Esperamos que as apreciem.

A Equipa d’O Ciclista



S. Martinho – Escola Básica nº 2 de Anadia

 


Corta-Mato Escolar – Escola Básica nº 2 de Anadia




Atividades final 1º Período: Feira Ladra (Escola Básica nº 2 de Anadia), Momentos musicais, ACREDITAR (Escola Secundária de Anadia)



Exposição de Natal – Escola Básica nº 2 de Anadia

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A transição para a Escola Secundária


Somos dois alunos da turma 9º C, o Brian e o Micael.
Quando entrámos pela primeira vez na escola secundária, achámos que era muito complicado encontrar as salas, mas passado pouco mais de uma semana, já nos sabíamos deslocar para qualquer lugar. No início, não conhecíamos nenhum professor mas pouco a pouco, começámos a conhecê-los.
Nós estamos a beneficiar de um currículo específico individual, o que significa que temos a maioria das aulas com professores de várias áreas: Informática, Trabalhos Práticos, Carpintaria e Desporto. Com a turma, temos apenas Educação Visual e Educação Física. Estamos também a aprender a trabalhar em duas empresas da região às quintas-feiras: na oficina Auto Martins e na padaria pastelaria Vogabante. Estamos a gostar muito dessa experiência.
Outra coisa diferente da escola básica é que tivemos de aprender a utilizar o cartão de estudante para tirar as senhas para a cantina ou para o bar.Com alguma prática, é fácil. No início, os funcionários e os professores ajudaram-nos bastante.
Na escola secundária, conhecemos imensas pessoas e fizemos amigos. Em setembro, estávamos um pouco nervosos, mas acabou por correr tudo bem!  

Brian e Micael, 9º C

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um final feliz

Era uma vez uma menina chamada Rita. Um dia, essa menina foi dar uma volta a pé. Na cidade dela, havia um túnel, onde passavam muitos carros de dia e de noite. Nesse mesmo dia, ela quis ir a pé até ao túnel, que ainda era um pouco distante da sua casa, onde era hábito apanhar o seu autocarro para ir para a escola. Entretanto, já dentro do túnel, nesse dia, apareceu uma luz bem lá ao fundo. Ela assustou-se, mas curiosa quis aproximar-se mais perto e quando o fez, deu-se de caras com um cachorrinho muito pequenino. Acarinhou-o e quando chegou a sua hora de ir para casa, ela foi e o pequeno cãozinho foi sempre atrás dela.

Quando ela chegou a casa, olhou e viu que o pequeno cachorro tinha vindo atrás dela, então, agarrou nele e colocou-o no seu terraço até os pais chegarem. Mal eles chegaram, a Rita perguntou aos pais se podia ficar com o cãozinho. Os pais disseram-lhe que sim, mas tinha que o levar ao veterinário para ver se estava tudo bem com ele.
No dia seguinte, a Rita levantou-se e foi para a escola, mas como tinha a tarde livre, iria ser ela a levar o cão ao veterinário. E assim foi. Quando chegou à clínica veterinária, o veterinário observou cuidadosamente o animal e disse que ele não tinha nada. Como tal, podia ficar descansada.
Contente, a Rita foi para casa e contou aos pais o que se tinha passado. Como o cão estava bem, os pais disseram-lhe que podia ficar com ele mas ela é que ia tomar conta dele.
Anos depois, quando ele já era maior, enquanto a Rita estava na escola, uma pessoa passou ao pé da casa dela, gostou muito do cão, saltou o muro, soltou-o e levou-o consigo.
Quando a Rita chegou a casa, ficou muito desanimada, porque o seu cão tinha desaparecido. Ela chorou muito, porque tinha tratado do seu cãozinho com muito carinho e por fim, acabou por ser roubado. Mal os pais chegaram a casa, ela contou o que se tinha passado. Eles também lamentaram a situação, porque tinham começado a gostar do animal, pois era muito carinhoso e obediente. Tiveram, de facto, muita pena do cão, e da própria filha e então disseram à Rita que lhe iam comprar um cãozinho. Ela recusou a ideia, pois aquele cão tinha um grande significado para ela, por isso não queria ter mais nenhum, porque nenhum iria ser como aquele.
Entretanto, um dia, decidiram ir a pé às compras. E, ao passarem por uma bela casa, viram que o cão que estava no jardim era precisamente o seu cãozinho.
A Rita foi corajosa e tocou à campainha dessa casa. Os donos atenderam e ela, de imediato, comentou que aquele cão era dela e ninguém lho podia ter tirado. As pessoas, por sua vez, deram-lho de volta. Mas também ficaram infelizes por verem-no a partir, embora tivessem reconhecido que a atitude tomada não fora a mais correta, já que se tinham apoderado do animal sem lhes pertencer e então, pediram muitas desculpas e prometeram ter aprendido uma lição: a de que ninguém tem o direto de tomar para si o que não lhe pertence.
Entretanto, a Rita ficou muito feliz, porque tinha finalmente o seu cão de volta.




Ana Margarida, nº 3, 8º F

domingo, 13 de janeiro de 2013

O meu grande sonho!

            Neste meu texto, vou falar-vos sobre um sonho que eu adorava um dia poder concretizar. Decerto, é um grande sonho! E já vem desde a minha infância.
            Eu era pequenina e adorava brincar com os meus cães, gatos, mas principalmente com o meu Kiko, o papagaio. Eu fazia-lhes “trinta por uma linha” mas, quando um dia o meu Kiko ficou doente, tivemos de o levar ao veterinário e aí, apercebi-me que o meu futuro deveria ser aquele, ser a veterinária da minha terra, pois poderia tratar dos animais, para que eles não fossem abandonados, maltratados ou até que morressem por não terem dinheiro para os levarem ao veterinário.
            Entretanto, fui crescendo e acabei por perder o meu querido Kiko, e como eu o adorava, os meus pais levavam-me frequentemente ao Jardim Zoológico para que eu assim pudesse ver os papagaios. Mas, certo dia, acabámos também por ir ver um espetáculo de golfinhos e eu adorei. Quando o espetáculo acabou, pedi a um funcionário, que lá trabalhava, se podia fazer festinhas a um golfinho mas ele respondeu-me com voz suave:
            - Olhe, desculpe, menina, mas tem de perguntar à doutora Diana, pois é só ela que toma conta desses animais.
            Como sempre, cheia de vergonha, cheguei ao pé da doutora e perguntei-lhe:
            - Desculpe, posso fazer festinhas neste golfinho bebé?
            A doutora levantou a cabeça e exclamou:
            - É claro que podes! O Niko irá adorar.
            Eu baixei-me e comecei a fazer-lhe festinhas na cabeça. De repente, a doutora disse-me:
            - Já vi que um dia também vais querer ser Bióloga Marinha tal e qual como eu.
            E eu perguntei-lhe:
            -O que é uma Bióloga Marinha?
            Ela riu-se e depois comentou:
            - Vou contar-te uma história para ver se ficas mais esclarecida.
            - Ok!
            Vamos lá:
            - Tinha mais ou menos a tua idade, quando me apercebi que adorava muito os animais e então, fiquei sempre com aquela ideia que poderia vir a ser Bióloga Marinha e assim, segui os meus estudos, até que consegui licenciar-me na área tão desejada.
            Depois da doutora me contar a sua história, fiquei a pensar que poderia ser as duas, mas depois de tanto refletir, cheguei à conclusão que as duas profissões não poderia ter. No entanto, uma ou outra teria de ter.
            Neste momento, reconheço que ainda sou muito nova, tenho ainda os estudos todos pela frente e o futuro é que me vai saber dizer o que hei de ser.

Edna, 9º D