Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A luta pela igualdade

O meu nome é Mayara, nasci em Cabo-Verde. Neste momento estou a viver em Alemanha e vou contar-vos a história da minha infância.
Tudo começou quando tinha cinco anos, e tive de mudar de país à procura de melhores condições de vida. Ainda me lembro como se fosse ontem.
Tudo começou com uma longa viagem, o barco era frágil, ia sobrecarregado de pessoas, por isso, íamos quase todos uns em cima dos outros. Também me lembro que naquela noite havia uma enorme tempestade e estava muito frio. A minha mãe segurava-me com toda a sua força, pois várias ondas vinham contra o barco que não parava de balançar. Quando a nossa viagem terminou, felizmente eu e a minha família ficámos a salvo.
Já em Alemanha, depois de nos termos instalado numa pacata cidade, verificámos que, assim que saíamos à rua, todas as pessoas nos olhavam de maneira diferente. Por exemplo, quando eu ia jogar basquete, num campo que havia perto de minha casa, sentia-me excluída, porque todas as pessoas começavam a ir embora, ficando eu ali sozinha apenas com a companhia da minha bola.
Ainda me lembro do primeiro dia de aulas. Toda a gente me olhava com desdém. Eu não percebia o que eles diziam, mas entendia por pequenos gestos, olhares e tons de vozes que estavam a falar de mim com desprezo. Seria por não falar a língua deles? Seria pelo meu tom de pele? Considerar-me-iam, por isso, uma intrusa?
De facto, é de lamentar que as pessoas sejam vistas de lado por terem um tom de pele diferente, por pertencerem a outra cultura.
Afinal, onde estão os direitos humanos?
Onde paira o respeito pela diferença?
Será que neste mundo não temos direito de sermos todos iguais?
Todos os dias acordo com a esperança de as pessoas não olharem para mim com desprezo.
Por pertencer a uma outra cultura e por ter um tom de pele diferente, nada disto faz com que a pessoa tenha ausência de sentimentos, que só podem ser descobertos e valorizados se houver convivência entre as pessoas baseada no respeito, na boa educação e na aceitação da diferença.

Anastasiya, nº 5; Mariana, nº 20; Sara, nº 24 e Sofiya, nº 25, 8º Ano, Turma E

domingo, 29 de junho de 2014

Olhares...

A noite era de festa. Recebemos os convidados para este Sarau, entre os quais a Sra. Presidente da Câmara Municipal, Eng.ª Teresa Cardoso, e deambulávamos por entre os espetadores, antes deste começar, a dar a conhecer o nosso Clube e o nosso Jornal e a ver quem o queria… O Ciclista. Os comentários que escutámos foram muito agradáveis e motivaram-nos à continuidade. Obrigado a todos pelo vosso apoio!
O espetáculo começou, com o genérico do Sarau do Agrupamento de Escolas de Anadia, que aqui também vos apresentamos, para que o possam apreciar. A luz, a cor, o som, a dança e algumas das belíssimas vozes presentes, encantaram o público que lotou o belíssimo cineteatro da encantadora cidade de Anadia.




Foram momentos de magia vivenciados por todos quantos estiveram presentes neste magnífico lugar. 
O Diretor, professor Elói Gomes foi chamado ao palco e foram entregues os diplomas aos alunos que no ano letivo anterior terminaram o 12º ano.
Para nós, jornalistas do clube, sem dúvida memorável, foi o momento em que os dois apresentadores foram, embora de um modo um tanto rápido e enganando-se confundindo o clube de jornalismo com uma equipa de ciclismo provocando o riso geral, chamando os nossos nomes e nos foram entregues os nossos diplomas. Mas, a nossa coordenadora, sem se ter dado conta do erro fez referência ao clube, dizendo que era o projeto mais antigo do Agrupamento. Salientou o nosso lendário Jornal, referindo-o como recente vencedor do primeiro prémio de qualidade e longevidade dos jornais escolares a nível nacional. Além disso, também elogiou o nosso trabalho. Foi pena não ter havido a entrega dos prémios aos alunos cujos textos tinham sido premiados com respetivamente os três primeiros lugares e as três menções honrosas. E teria sido tão bonita a cerimónia da entrega dos seis ciclistas aos laureados e das medalhas de bronze, prata e ouro…E, também, nós ofertámos um miminho às nossas duas professoras …








Mas, deixemo-nos de lamúrias pois no global o espetáculo foi mesmo muito bonito e correu tudo bem. Portanto, parabéns a toda a organização, muito particularmente à professora Dulcineia Lages que orientou todo o espetáculo, à professora Marily Amante, ao professor Artur Costa, à professora Alice Lourenço e claro ao professor Jorge Humberto.
Não nos esquecemos dos nossos colegas que atuaram de uma forma muito bonita e como não conseguimos nomeá-los a todos deixamos aqui apenas o nome de uma: a Margarida Pereira e porquê desta? Porque ela é do nosso clube de jornalismo! Parabéns a todos. Parabéns Margarida, foste fantástica.
Alguns dos jornalistas da Equipa d’O Ciclista


sábado, 28 de junho de 2014

800 anos da Língua Portuguesa

A Língua Portuguesa fez, ontem, 800 anos. Como ontem noticiámos a Biblioteca Municipal de Anadia recebe hoje o Concurso Intermunicipal de Leitura, uma bela forma de comemorar a nossa língua.
São cerca de 244 milhões de pessoas que falam a língua de Camões, sendo a sexta mais falada do mundo, a quinta mais usada na Internet e a terceira mais utilizada nas redes sociais Twitter e Facebook.
Esta é uma ligação a uma reportagem sobre este dia que passou na RTP:

Graça Matos, O Ciclista

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Concurso Intermunicipal de Leitura


28 junho, 14 horas, no Cineteatro de Anadia
Anadia acolhe, pela primeira vez, uma fase final do Concurso Intermunicipal de Leitura.
Este certame vem sendo dinamizado pela Rede de Bibliotecas dos concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, cabendo, agora, à Biblioteca Municipal de Anadia organizar a grande final.
Ivone Saraiva, Professora Bibliotecária Escola Básica nº 2 de Anadia

A Equipa d’O Ciclista deseja a todos os finalistas boa sorte, muito especialmente à Carolina de Figueiredo Dreuse, aluna do 1º Ciclo da Escola Básica de Mogofores.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dia Internacional das Nações Unidas de Apoio às Vítimas de Tortura

A Carta das Nações Unidas foi assinada em São Francisco no dia 26 de Junho de 1945. A ONU foi criada e muitos foram os estados que a assinaram. Desde então são muitos os organismos pertencentes à ONU e que lutam pela salvaguarda da dignidade humana. O Ciclista apresenta o belo texto, escrito pelo Marcelo Marinho do 8º E e que permite compreender que existem muitas formas de tortura, mas que é possível ultrapassá-las…


Sonhar para viver
Olá! Gostava de vos contar a história da minha vida.
Sou um simples rapaz que me encontro preso numa cadeira de rodas desde que nasci.
Sempre que me lembro, a tortura chegava todas as manhãs, ao ir para a escola e ao ver todos os meninos a brincar e eu ali sozinho como um cato no deserto, não tendo a atenção de ninguém e, para agravar a situação, todas as crianças se riam de mim, sem eu saber qual o motivo da troça. Tudo isto fazia o meu coração ficar em mil pedaços e eu sem poder falar, sem poder dizer o que me ia na alma, sem poder revelar a mágoa que marcava o meu coração.
O meu único apoio era a minha família. Dava-me conforto saber que estavam presentes para o que desse e viesse. Por outro lado, o único lugar onde me sentia bem era no meu quarto a dormir pois, a partir do momento que fechava os olhos, começava a sonhar. Eram momentos únicos os que eu vivia nos meus sonhos, uma vez que era lá que eu podia sentir o vento a bater-me na cara, correr por aqueles enormes campos de trigo, apanhar flores com emoção, entre as quais dentes de leão e soprar, para fazê-los voar como se estivesse a aliviar a minha alma, libertando-a de pessoas más e sem pensar em ter de ir para a escola e ser alvo de chacota. Eu sentia-me felicíssimo no meu próprio espaço e com liberdade, jogava à bola e gritava aos sete ventos: Gooooolo!!!!!!! Enfim, era um infinito de atividades que podia realizar. Infelizmente, o sonho terminava de manhã e, ao acordar, lá tinha eu de enfrentar a rotina diária outra vez.
 Finalmente, cresci e passados alguns anos, um milagre aconteceu. Numa manhã de outono, consegui mexer os meus braços, mas o resto do meu corpo continuava imóvel. Apesar de tudo, foi um dia muito emocionante.
 Mais tarde, aprendi a escrever recorrendo ao computador, porque queria contar a história da minha vida, escrevendo um livro e assim o fiz. Nesse ano, foi o livro mais vendido em todo o mundo. A sensação foi sensacional! E o que mais me satisfez foi saber que aquelas pessoas, que gozavam comigo, passaram a respeitar-me e a valorizar-me como ser.
Na verdade, eu continuava sentado numa cadeira de rodas, mas passei a viver a vida rodeado de pessoas que nutriam carinho por mim.


Caros leitores, acabámos de ler uma bonita história com uma moral importante. Infelizmente, mais tarde este rapaz acabou por morrer nos braços dos seus pais. Quiçá, entrando no mundo dos seus sonhos.

Marcelo Marinho, nº 19, 8º E

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ainda o Dia da criança

Pulos, sorrisos e abraços,
Inúmeros gestos de comemoração.
Felicidade, convívio e palhaços,
Alegria e uma grande animação!

Dia da criança,
Imensa alegria,
Com grande aliança
E uma grande fantasia.

Prazeres da vida
Vividos nesse dia.
Pulos de felicidade,
Com grande simplicidade.

Sinceridade é algo que reina.
Criatividade é algo apaixonante.
Aproveitem a vida enquanto pequenos,
Porque a fantasia, de repente, muda
E, quando achamos que o mundo é perfeito,
Nele afinal só vemos defeitos.

Defeitos esses que se tornam aterrorizantes,
Sociedade em que estamos inseridos,
Pessoas que só estão bem a criticar
Superioridade terás tu, então, de ter
Para ninguém te abater.

Faz reinar a esperança!
Faz reinar a simplicidade!
Faz reinar a confiança
E muda a sociedade!

Maturidade terás de ter,
Para não seres um alvo abatido.
Então, cabeça erguida
E não penses que tudo está perdido.

E por hoje ser um dia especial,
Feliz Dia da Criança!


Maria Miranda e Nicole Santos, 8º F

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Viagem às joias da minha terra

As joias da minha aldeia são a fonte, a capela e o centro sociocultural. Joias porquê? Joias porque por detrás de todas elas há uma grande história.
Antes de mais, conhecer a minha aldeia implica recuar no tempo até 1064, época em que D. Afonso Henriques deu a coutada de Horta, ou seja, cedeu uma propriedade sua a um Senhorio.
Pensa-se que Horta (inclusive o próprio nome) vem de uma antiga quinta “Quinta de Horta”. Esta quinta tinha várias particularidades: era autossustentável, possuía lagar, moinho e capela. O espaço datava do século XVIII e tinha um brasão que pertencia à família “Albuquerque”.
Um dos valores mais interessantes da quinta, do meu ponto de vista, era o de possuir água “canalizada” por sistemas antigos.
Voltando às joias da minha aldeia. Em relação à fonte, ela foi construída em 1943 e as suas águas foram usadas, durante muitos anos, na estância termal da Curia, devido à sua pureza.
Quanto à capela, ela possuía pinturas feitas com o mesmo tipo de tinta que Miguel Ângelo usou. Na sua reconstrução as tintas foram substituídas por tinta plástica, situação que muito desagradou a população.
O altar, que antigamente era em talha dourada, também foi modificado mas mantém ainda um pouco da estrutura e beleza antigas.
Finalmente, o Centro Sociocultural. Esta obra foi criada por um grupo de pessoas que sentiu necessidade de o criar para introduzir uma veia cultural na aldeia.
A construção do Centro foi iniciada em 1992 com a participação da população em geral e com o apoio de instituições locais e do próprio governo. Contudo, só alguns anos mais tarde se deu por concluída a obra, tendo começado a atividade cultural em 1998.
O projeto foi de tal forma vivido e sentido que conseguiu superar todas as dificuldades.
Os elementos da então direção escolheram como hino a música “Os índios da meia praia” de Zeca Afonso.
Uma coisa é certa, a construção do Centro Sociocultural de Horta gerou na aldeia um movimento de união que desde essa altura e ainda hoje se mantém de pé.

Beatriz Agante, nº 9, 8º E

sábado, 21 de junho de 2014

É verão!

Neste primeiro dia de verão, que começa em Portugal exatamente às 10 horas e 51 minutos, momento conhecido como solstício de verão*, apresentamos um trabalho sobre um lugar paradisíaco bem próximo de nós…
* momento em que o Sol atinge a maior declinação latitudinal, medida a partir da linha do Equador.
 Praia de Mira


Foi-nos feita uma proposta para fazemos uma reportagem sobre uma zona de Portugal à nossa escolha.
Ora, neste nosso trabalho, iremos dar-vos a conhecer um lugar magnífico chamado Praia de Mira. Escolhemos este lugar pois é-nos familiar, e uma de nós até chegou a passar lá a sua infância.
A Praia de Mira é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Mira.

  
Todos os anos, no verão, vêm centenas de turistas visitar as maravilhosas praias desta freguesia.
A praia de Mira, em 2011, era a única praia do Mundo com a Bandeira Azul durante 25 anos consecutivos.

Os Palheiros

 

Em meados dos anos 50 existiam mais de 600 construções em madeira. A maior originalidade deste aglomerado de pescadores/agricultores era exatamente a sua arquitetura de madeira que, sem ser exclusiva nesta região completamente desprovida de pedra e com abundância de pinhais, adquiriu aqui a sua expressão mais pura, as casas chegavam a atingir dois e mesmo três andares, possuindo dimensões não encontradas noutras praias e formavam a quase totalidade da povoação até ao final dos anos 60.
A própria capela, junto da praia e ainda existente, é de madeira, pintada de azul e branco e é um dos principais símbolos desta povoação.
Pesca artesanal
Cada barco era lançado à água e retirado de lá por duas juntas que puxavam cabos presos às argolas da proa ou da ré do barco. Este deslizava sobre rolos de pinho colocados no sentido da largura que, por sua vez, rolavam sobre uma dezena de vigas compridas e flexíveis de eucalipto, dispostas longitudinalmente. A rede era puxada por dez juntas de bois. Quando o barco saía, ficava logo um cabo preso na praia, o outro era trazido pelo barco, no regresso.
No ano 2009, algumas das suas companhas pararam. Neste momento, só estão a trabalhar sete companhas, as principais têm como o nome do seu barco: S. José, António Vieira, F.C.P. e Estrela-do-mar.
Museu Etnográfico - Praia de Mira, Portugal  
   O museu está dividido em dois pisos. No primeiro piso, encontram-se o Posto de Turismo e uma sala de exposições temporárias que comunica com espaços de exposições permanentes: das origens da Praia de Mira, passando pelo património arquitetónico, abordando as artes da pesca no mar, e viajando na epopeia do pescador da Praia de Mira.
No segundo piso, aborda-se o comportamento das populações locais, desde o traje regional às manifestações mais salientes de como exerciam a profissão, na agricultura e na pesca, como viviam e como se relacionavam.
Estátua dos pescadores
A estátua de homenagem ao povo da Praia de Mira, Pescadores, é uma escultura em bronze de André Alves, representando uma família de pescadores.
Turismo

Parques de Campismo: Mira Lodge Park, Municipal, Orbitur.
Estes locais são ideais para descanso e relaxe dos turistas e até dos próprios habitantes.     

Clube Náutico
O Clube Náutico é um local onde são desenvolvidas as atividades de lazer dos turistas como karaoke, dança e diversos tipos de jogos desportivos.
   
Caro leitor, podemos assim certificar que a Praia de Mira está sempre pronta para receber turistas proporcionando assim várias atividades. Contudo, a melhor época de visitar este interessante local será o verão.

Trabalho realizado por Anastasiya e Chelsea, alunas do 8º E

Nota: Imagens adaptadas da Internet.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

As delícias gastronómicas da Bairrada

Um dos pratos regionais mais conhecidos é, sem sombra de dúvidas, o leitão da Bairrada. Este maravilhoso leitão tem sido nomeado uma das 7 maravilhas da gastronomia de Portugal. Podemos encontrar um leitão assado da Bairrada em vários restaurantes, na Estrada Nacional nº 1, entre Coimbra e Anadia, mas é principalmente na zona entre Anadia e a Mealhada que se encontram dezenas de restaurantes, dedicados à venda deste prato típico, que anualmente trazem milhares de turistas a esta região.
Amarelo, estaladiço e apaladado por séculos de tradição, o leitão da Bairrada é a maior riqueza gastronómica da região. Com o peso em vivo a oscilar entre os seis e os oito quilos, um mês, mês e meio de idade, o leitão sai do leite materno para se transformar numa iguaria ímpar famosa em todo o país. Temperado à boa maneira da tradição com uma pasta de sal e pimenta, metido no espeto durante duas horas em forno a lenha pelas mãos de especialistas nas voltas e mais voltas da sua confeção, amarelo como ouro na sua pintura a calor lento, o leitão é verdadeiramente um manjar divino.
Também temos o famoso espumante da Bairrada. Este espumante é um vinho que tem um nível significativo de dióxido de carbono, fazendo-o borbulhar quando servido. O dióxido de carbono resulta de fermentação natural, seja ela feita dentro da garrafa (método champenoise) ou fora dela (método Charmat). As borbulhas de CO2 que se formam durante o serviço são denominadas perlage.
  Ora, por estes e muitos mais motivos visite a região da Bairrada!



Ana Lúcia Amaral, nº 1, 8º E

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Acontecimento literário - Escritora Cristina Carvalho




Presença da Escritora Cristina Carvalho, no dia 27 de maio, numa apresentação da sua obra literária às turmas de 6º ano, com maior pormenor do livro “Lusco-Fusco”.

A sua vinda à Escola foi da responsabilidade do Grupo Disciplinar de Português (2º Ciclo) e o produto final resultou de uma parceria com a nossa Biblioteca.
Os alunos colocaram-lhe diversas questões e, algumas, na opinião da autora foram bastante pertinentes e dignas de registo para o seu trabalho.

Maria Cristina Nunes da Gama Carvalho Meira da Cunha nasceu em  Lisboa, a 10 de Novembro de 1949. É filha do professor de Físico Química e poeta Rómulo de Carvalho (António Gedeão) e da escritora Natália Nunes.
Publicou contos em várias revistas e jornais, nomeadamente no “Jornal de Letras” e Revista “Egoísta”. Mais recentemente, publicou, entre outras obras, "Nocturno", um romance biográfico sobre Chopin, "A Casa das Auroras» e “Lusco-Fusco”. Algumas dos seus romances estão integrados no Plano Nacional de Leitura.

Obra publicada*
Até já não é adeus (1989) esgotado
“Momentos misericordiosos” (1992)
“Estranhos casos de amor” (2003)
“O Gato de Uppsala” (2009) - Plano Nacional de Leitura (desde 2010)
“Nocturno: O Romance de Chopin” (2009) - Plano Nacional de  Leitura
“Tarde fantástica” (2011)
“A casa das auroras” (2011)
“Lusco-fusco” – (2011) - Plano Nacional de Leitura
“Rómulo de Carvalho/António Gedeão” - Biografia (2012) –Plano Nacional de Leitura
"Marginal” (2013)
"Ana de Londres" (2013) – Plano Nacional de Leitura
Noémia Lopes, Professora Bibliotecária, EB nº 2 de Vilarinho do Bairro


* Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Obras da nova Escola Básica e Secundária de Anadia

As obras da nova Escola Básica e Secundária de Anadia vão ser retomadas no próximo verão, segundo as palavras proferidas pelo Ministro da Educação, Nuno Crato. Recorda-se que estas estão paradas desde 2011, altura em que a Parque Escolar as suspendeu, por falta de verbas para a sua continuidade. Anadia foi selecionada com mais 14 escolas para continuar as obras.
No distrito de Aveiro também vão retomar as obras mais três escolas, a saber : Escola Básica e Secundária Dr. Mário Sacramento em Aveiro, Escola Básica e Secundária de Castelo de Paiva e Escola Secundária Soares Basto, em Oliveira de Azeméis.
O diretor congratulou-se com a notícia e espera que as obras sejam retomadas com a maior brevidade possível.
O diretor, Professor Elói Gomes, confidenciou-nos que gostaria de ver o arranque do ano de 2015/2016 ser já feito na nova escola, uma vez que muito do sucesso dos alunos também se prende com a qualidade das instalações da escola.
E quanto a nós, Jornalistas d’O Ciclista? Aguardamos com expectativa o momento em que se irá realizar a inauguração da nova escola. A nossa esperança é grande para ver se é desta que se consegue dar maior visibilidade e enaltecer o nosso querido Jornal. Continuamos a sonhar com estes belos momentos, pois sonhar é fácil!…


Ana Francisca Marques, Margarida Lagoa, Margarida Pereira e Sofia Ferreira, O Ciclista

terça-feira, 17 de junho de 2014

Lembrando Luís Vaz de Camões…

Quando iniciei a leitura d’ “Os Lusíadas”, não compreendi de imediato a beleza e a magnificência que se encontravam em cada verso. Só depois de analisada parte da obra é que me apercebi da grandiosidade deste poema épico. É impressionante a forma como Camões escreveu no século XVI esta belíssima obra, conhecida mundialmente, não só pela sua estrutura, mas também pela linguagem utilizada. Senão vejamos!
A epopeia de Luís Vaz de Camões foi publicada pela primeira vez em 1572, tendo sido dedicada ao rei D. Sebastião.
Camões inspirou-se nas epopeias clássicas como a Ilíada e a Odisseia de Homero e a Eneida de Virgílio. O poeta utiliza um estilo muito cuidado, solene, elevado grandioso, correspondente à grandiosidade do assunto que se traduz na seleção vocabular, na construção frásica extremamente elaborada e na abundante utilização de recursos estilísticos.
“Os Lusíadas”, quanto à sua estrutura externa, encontram-se divididos em dez cantos, tendo cada um deles um número variável de estrofes, neste caso, oitavas, formadas por versos decassilábicos com acentuação heróica ou sáfica com rima cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos.
A sua estrutura interna é constituída por quatro partes: a Proposição (Canto I, estrofes 1 a 3), onde o poeta apresenta de forma resumida o assunto da sua obra; a Invocação (Canto I, estrofes 4 a 5) e nesta parte o poeta pede inspiração às Tágides, ninfas do Tejo para que o ajudem a enaltecer, isto é, elogiar, glorificar, engrandecer, louvar, exaltar os feitos dos portugueses. Segue-se a Dedicatória (Canto I, estrofes 6 a 18), parte em que o poeta dedica a sua epopeia ao rei D. Sebastião e por último, a Narração (a partir da estrofe 19 do Canto I) em que o poeta narra os acontecimentos da viagem de Vasco da Gama até à Índia, iniciando-se a narração numa fase adiantada da ação, razão pela qual tem a designação de narrativa “in medias res”, isto é, a meio dos acontecimentos.
O acontecimento central da obra é a descoberta do caminho marítimo para a Índia. Camões, por sua vez, criou também uma história mitológica onde os deuses contribuem para a evolução da ação, uns opondo-se à viagem de Vasco da Gama e dos seus nautas e outros numa posição adjuvante. A presença da mitologia dá assim à obra uma coesão narrativa e uma grande criatividade.
Tendo agora em conta os vários episódios analisados nas minhas aulas de Português, na minha opinião, o “Gigante Adamastor” é um dos episódios mais belos d’ “Os Lusíadas”. O poeta criou esta figura para simbolizar todos os perigos, tempestades e naufrágios que os portugueses tiveram de enfrentar para transpor o Cabo das Tormentas e ainda os medos que eles próprios acabaram por superar. 
Camões supera os poetas que se limitavam a imitar os modelos literários e dá forma à sua obra com vivências coletivas, fundamentadas na História de Portugal, principalmente na história da expansão. Também imprimiu um cunho pessoal nomeadamente no que se refere ao tema, com o objetivo de lhe conferir uma maior veracidade.
E para concluir este meu texto, não posso deixar de reiterar a ideia de que Camões é considerado como o verdadeiro pai da poesia épica portuguesa, pelo verdadeiro talento que demonstrou ter na criação da importante obra intitulada “Os Lusíadas”, glorificando assim o povo português.

João Pedro Rocha, nº 8, 9º A

 “Os Lusíadas”, edição de 1572

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Gil Vicente na atualidade

A obra “Auto da Barca do Inferno”, escrita pelo grande dramaturgo e pai do teatro literário português, Gil Vicente, retrata uma sociedade repleta de luxos e corrupção.
No decorrer da obra o criador, utilizando a figura do Diabo, vai ridicularizando e denunciando os pecados da sociedade à medida que as personagens-tipo entram em cena e com o Anjo também condena ou glorifica estas mesmas.
Ao denunciar os costumes, hábitos e vícios da sociedade da época, o dramaturgo tinha como objetivo transmitir uma moral. Na verdade, pretendia que a sua “audiência”, ao ver a peça, se entretivesse, pondo a descoberto e criticando ao mesmo tempo todos os seus pecados.
A meu ver, a mensagem que Gil Vicente nos tentou transmitir no século XVI ainda está muito atual, uma vez que nos dias de hoje encontramos de igual modo uma sociedade conspurcada pela corrupção e pelo vício. Temos vários exemplos disso, como a exploração que é feita aos trabalhadores por parte dos patrões; os casos de pedofilia que se tornaram num escândalo por membros do Clero; a justiça que fica do lado dos mais fortes, entre outros. Até mesmo no futebol, que se trata apenas de um desporto, nos deparamos com a corrupção por parte dos dirigentes, dos diretores, árbitros e outros que apenas querem dinheiro.
Sendo assim, é fácil de constatar que a nossa sociedade não se interessa por seguir a ordem, pois muitos dos seus cidadãos acabam por ser “comprados” por pouco. E, de facto, se estivermos bem atentos, verificamos que quase ninguém se comporta como verdadeiros heróis, defendendo a pátria e aquilo em que acredita sem receber nada em troca e deixando tudo o que tem para trás como é o caso dos Quatro Cavaleiros que Gil Vicente nos apresenta na parte final do auto como sendo os grandes merecedores do Paraíso por se terem desprendido dos bens materiais em nome da fé cristã.
Em suma, desde a época medieval que a nossa sociedade vive para usufruir de luxos e não para deixar a sua marca positiva para mais tarde ser lembrada pelos seus feitos. Ela não evoluiu desde então e não parece estar no caminho para isso porque, apesar de terem passado cerca de quinhentos anos, continuamos iguais.
Claro que eu ainda sou nova e, por isso, apesar das probabilidades certamente serem poucas, ainda quero daqui a uns anos ver uma sociedade capaz de partilhar e amar. Uma sociedade justa e merecedora de tudo o que foi criado para nós.

Margarida Costa Pereira, nº 15, 9º A

domingo, 15 de junho de 2014

Boa sorte para os exames!

Neste período em que as aulas terminaram, muitos alunos lutam para obter uma classificação compatível com o trabalho realizado ao longo do ano letivo.
O Ciclista apresenta a partir de hoje três trabalhos realizados pelos alunos do 9º ano e que servem de mote para os exames. Um tem a ver com "Os Lusíadas" e os outros dois um pouco sobre a atualidade do "Auto da Barca do Inferno". Visto que estes textos abordam conteúdos de exame do 9º ano, é intenção d'O Ciclista desejar boa sorte não só aos alunos que irão realizar este, como a todos aqueles que se preparam para prestar provas nacionais ou a nível de escola.
A Equipa d’O Ciclista

Gil Vicente na atualidade

Há mais de quinhentos anos, Gil Vicente demonstrou que nem todos os retratos são feitos com tintas e pincéis. Através de alegorias, símbolos cénicos e personagens-tipo, o dramaturgo deu-nos a conhecer todos os traços negativos da sociedade portuguesa da época.
Cada personagem-tipo do “Auto da Barca do Inferno” representa uma classe social portuguesa. Através da ironia e de diferentes tipos de cómicos, Gil Vicente apresenta assim pormenorizadamente as características da sociedade quinhentista.
Cinco séculos passaram desde que esta obra foi publicada. Portugal mudou. As cidades são cada vez mais movimentadas, as vilas tornam-se aos poucos desertas e da terra crescem paredes e chaminés em vez de frutos e vegetais. A meu ver, tudo se modificou, mas há algo que infelizmente ficará sempre igual: a população portuguesa.
Os portugueses da atualidade em pouco são diferentes dos seus antepassados. É verdade que a nossa maneira de pensar, os nossos costumes e as nossas ambições já não são as mesmas de há cinco séculos atrás. Mas a nossa natureza, bem lá no fundo, ainda é marcada pelos mesmos vícios, defeitos e pecados.
Custa-me acreditar que vivemos na mesma sociedade hipócrita, gananciosa, sovina, maldosa e cruel. Quantas são as pessoas que ainda vivem das aparências? Quantos comungam e assistem às missas sem acreditarem em Deus lembrando o Sapateiro? Quantos negócios se baseiam no roubo e nas mentiras tal como o da Alcoviteira? Quantas pessoas fingem ser o que não são e ter o que não têm? Por mais que o mundo tenha andado para a frente, a natureza humana pouco evoluiu.
Obviamente que também há exceções à regra. Vejamos! Hoje em dia, muitos jovens ainda decidem enveredar pela carreira religiosa não por obrigação mas por vocação, muitos ainda defendem as suas convicções à imagem dos quatro cavaleiros cruzados. Também hoje são de louvar aqueles que colocam os interesses dos outros à frente dos seus próprios interesses.
Antes de estudar o “Auto da Barca do Inferno”, pensava que iria ser complicado para mim entender a obra, mas agora, depois de já a ter analisado, percebo que estava errada. De facto, apesar do uso do português arcaico, não é difícil desvendar a mensagem de cada passagem. Terei percebido por a linguagem ser simples? Terá sido fácil pela presença de alegorias?
Na minha opinião, esta peça é facilmente analisada pelos alunos do nono ano porque, na verdade, esta obra de Gil Vicente é intemporal e pode adaptar-se sempre à atualidade uma vez que as suas personagens são o espelho de tudo o que de bom e de mau há na sociedade, independente do ano ou do século em que estejamos.

Clara Loureiro, 9º C

Nota:
Imagem Internet.