Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Ciclista deseja a todos uma excelente passagem de ano. 

Divertida, alegre e sempre em paz.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Passagem de Júlia Sobreiro


Vem a apresentadora Júlia Sobreiro, com o seu microfone, uma câmara de filmar, uma dúzia de canetas, trezentas folhas de papel, cinquenta doses de arroz de cabidela, cem mil euros dentro de uma mala, um telemóvel, uma agenda, quatro quilos de alheiras e ainda, com uma voz aguda e esganiçada, dizendo:
Júlia S.: 760 ’ tá ’tá ’ tá 100 ’tá ’tá ’tá 200 ’tá ’tá ’tá!
Hou da barca!
Diabo: Será isto uma miragem ou é mesmo a ….
Júlia S.: Júlia Sobreiro, eu mesma!
Para onde vai esta barca?
Diabo: Vai para a ilha mais quente, atrevo-me mesmo a dizer que é escaldante.
Júlia S.: Mas que raio de ilha é essa? É que, se é quente assim como diz, dá para fritar as minhas alheiras!
Diabo: Bem, o melhor é que frita as alheiras e quem para lá vai!
Júlia S.: Está a dizer-me que esta é a barca do Inferno?!
Diabo: Bem! Eu não lhe dou esse nome, mas sim é para lá que vais!
Júlia s.: “Para lá que vais”?!
Eu não vou para o Inferno coisa nenhuma, nunca fiz mal a nada nem a ninguém!
Diabo: Ai não?! E as formigas que esmagaste, enquanto rebolavas pelo chão?
Júlia S.: Está a chamar-me gorda?
Diabo: Gorda não digo, mas gulosa…!
Júlia s.: Ora essa! Eu gulosa?
Não pode!
Diabo: Ai pode sim, o pecado que mais praticaste foi a gula e isso não podes negar!
Júlia S.: Pois agora é que eu estou a ver! Sim, até era uma pessoa gulosa!
Diabo: Se eras! Foram mortos mais de 200 porcos só para as tuas chouriças, alheiras, presuntos e costeletas, sem falar nas galinhas para o arroz de cabidela! E ainda dizias que não tinhas feito mal a nada nem a ninguém?!
Júlia S.: Foram tantos assim? Meu Deus!
Mas isso não é motivo para eu não ir para o Paraíso, por isso vou procurar outra barca.
Chega à barca do Anjo e diz:
Júlia S.: Hou da barca!
Anjo: Não é preciso gritares que te ouço bem, aliás muito bem porque, quando estavas em terra, todos nós te conseguíamos ouvir cá em cima e não era nada agradável!
Júlia S.: Não?! Mesmo quando dava prémios aos mais necessitados?
Anjo: Prémios esses que punhas para o bolso, quando não eram sorteados para ninguém!
Júlia S.: Eu só os punha para o bolso, porque tecnicamente não eram de ninguém e além do mais, a produtora não precisava deles para nada!
Anjo: Não precisava a produtora mas sim os pobres coitados que para lá ligavam desesperados com contas para pagar e podias muito bem dividir o prémio por essas pessoas!
E essa quantidade de comida, canetas e papéis para que a queres?
Júlia S.: Bem! A comida é para satisfazer os meus desejos e o micro, a câmara, os papéis e as canetas são para me entreter a fazer entrevistas e reportagens!
Que me diz?
Anjo: Digo-te que duvido que essas tralhas resistam ao calor do Inferno!
Júlia S.: Então, quer dizer que não vou poder ir para o Paraíso?!
Anjo: Não e ainda bem, porque não sei se ia aguentar essa voz esganiçada!
Júlia S.: Pronto, já entendi, não é preciso insultar que já estou de saída!
Anjo: Pois, pois!
De volta à barca do Inferno.
Diabo: Tu! Estás de volta?! Então, não te disse que vinhas arder para o Inferno?
Júlia S.: Disse!
Diabo: Então, vá, deixa aí essas porcarias e toca a andar que não temos o dia todo!
Júlia S.: Não posso levar nem uma alheira?
Diabo: Não, vais ver que com o ambiente tão quentinho não vais querer mais nada!
Hihihi!

Ana Catarina Godinho Ferreira, nº 3, 9º E



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um desejo tornado realidade!

Estavam os dois muito excitados, com uma grande ansiedade para andarem de barco. Só não sabiam como é que o haviam de fazer.
Então, pensavam, pensavam, …, até que se fartaram de pensar numa maneira de andarem de barco sem que a mãe soubesse.
A certa altura, já tão cansados de tanto reflectir no mesmo assunto, acabaram por adormecer.
Depois de uma noite de muita ansiedade, acordaram estremunhados. Era já mais um dia e eles sem ideias para chegarem ao barco.
Voltaram a magicar no assunto mas não lhes vinha nada à cabeça, até que a mãe os foi chamar para eles se levantarem e se preparem, pois já não eram horas deles estarem na cama.
Não tinham então hipóteses, tiveram mesmo de se levantar, embora sentissem uma grande preguiça. Mas tinha de ser!
Entretanto, já prontos para saírem de casa, fartaram-se de insistir com a mãe, para andarem de barco.
A mãe explicou-lhe que o braço nem sequer era deles e eles não podiam andar nele, pois não tinham autorização.
Precisamente nesse momento, passava por ali o fidalgo.
A mãe, já farta de os ouvir, foi falar com o fidalgo, um homem de poucas palavras mas simpático.
Ele, por sua vez, disse que não havia problemas e que, quando quisessem andar de barco, bastava chamá-lo, que ele estava na casa lá do fundo.
O fidalgo, amável e prestativo, acompanhou-os a entrar até ao barco e claro que eles ficaram radiantes, agradecendo aquele gesto com um grande sorriso na cara.
A mãe, sempre de olho neles mas um pouco aliviada, já não tinha de os ouvir. Contudo, depois, lembrou-se que eles continuariam a pedir para andarem de novo. E, de facto, ela não se tinha enganado. Pois, quando eles saíram do barco, perguntaram de imediato à mãe se podiam andar novamente, mas a mãe disse-lhes que já tinham tido muita sorte em os ter deixado andar de barco desta vez.
Embora um pouco tristes, os rapazitos perceberam a mãe e com grande carinho e um brilho nos olhos abraçaram-na.
No final, foram agradecer ao fidalgo e deram-lhe também um grande beijinho e um abraço forte, tal era a alegria de ambos por terem finalmente concretizado o seu sonho.
A mãe, muito grata convidou-o a jantar em sua casa. O senhor agradeceu e, a partir daí, tornaram-se grandes amigos!


Sofia Pedrosa, 7º B3

domingo, 26 de dezembro de 2010

Acordo ortográfico aplicado nas escolas em 2011/2012

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa será aplicado no sistema educativo e nas escolas portuguesas, em todas as disciplinas de todos os anos de escolaridade, a partir do início do ano lectivo de 2011/2012, em Setembro de 2011.
Os manuais escolares utilizarão progressivamente a nova ortografia, seguindo o ritmo das novas adopções ou quando um manual já adoptado tenha de ser reimpresso durante o seu período de vigência. Assim, os novos manuais a adoptar para 2011/2012 já estarão de acordo com a nova ortografia, que, até 2014, será utilizada em todos os novos manuais adoptados.
Durante o segundo período do presente ano lectivo, estarão acessíveis em linha, para todos os professores, informações úteis sobre o uso da nova ortografia e sugestões para a sua aplicação em sala de aula. Serão, ainda, disponibilizados materiais e instrumentos para o esclarecimento de dúvidas.
Os exames nacionais e as provas de aferição serão, nesta matéria, objecto de orientações do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), em devido tempo.
No Portal da Língua Portuguesa (http://www.portaldalinguaportuguesa.org/), podem ser encontrados recursos auxiliares para a aplicação do acordo ortográfico. Em particular, neste portal encontram-se disponíveis: o Vocabulário Ortográfico do Português e o Conversor Lince, que foram oficialmente adoptados pelo Governo.
O texto da Resolução da Assembleia da República n.º 26/91, de 4 de Junho de 1991 e publicado no Diário da República, I Série A, de 23/08/91, contém não só as 21 bases do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, como também a explicação das alterações de estrutura e de conteúdo deste acordo em relação aos anteriores.

Fonte: Ministério da Educação, em 13/12/2010 (http://www.min-edu.pt/index.php?s=&actualidade=253#n2)

Graça Matos, O Ciclista

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal

Neste Dia de Natal gostaríamos de partilhar com todos um poema de Adolfo Simões Müller intitulado A Palavra mais bela.

Fui ver ao dicionário dos sinónimos
A palavra mais bela e sem igual,
Perfeita como a nave dos Jerónimos...
E o dicionário disse-me NATAL.

Perguntei aos poetas que releio:
Gabriela, Régio, Goethe, Poe, Quental,
Lorca, Olegário... E a resposta veio:
Christmas... Natividad... Nöel... NATAL.

Interroguei o firmamento todo!
Cobra, formiga, pássaro, chacal!
O aço em chispa, o "pipe-line", o lodo!
E a voz das coisas respondeu NATAL!

Pedi ao vento e trouxe-me, dispersos,
- Riscos de luz, fragmentos de papel -
Cânticos, sinos, lágrimas e versos:
Um N, um A, um T, um A, um L...

Perguntei a mim próprio e fiquei mudo:
Qual a mais bela das palavras, qual?
Para quê perguntar se tudo, tudo,
Diz Natal, diz Natal e diz Natal?!

O Ciclista deseja a todos um dia muito feliz.

A
equipa
O Ciclista
do Clube de
Jornalismo
Laura Pinto
Graça Matos
Sofia Pedrosa
Adriana Matos
Carlota Oliveira
Aurora Cavaleiro
Liliana Nascimento

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma noite para jamais esquecer

Há muito, muito tempo, lá muito, muito longe, nasceu um lindo menino chamado Nicolau.
Nicolau foi uma criança criada de maneira diferente, pois nasceu e cresceu numa enorme fábrica, cheia de brinquedos e com muitas criaturas pequenas, que traziam nas suas cabecitas um carapuço com uma campainha.
Seu pai era um homem muito grande e gordo, com uma barba muito comprida e branca. Sua mãe era uma senhora simpática e encantadora e tinha os cabelos compridos, loiros e sedosos.
Ao lado da casa de Nicolau, havia uma pequena casa, soalheira e acolhedora. Nela habitavam umas fofinhas renas com as hastes enfeitadas com várias luzinhas que piscavam como pequenos pirilampos. Mas, no meio de tantas renas, havia uma que se destacava, pelo seu nariz vermelhinho. A essa rena, Nicolau chamou-lhe Rodolfo.
Ora, os anos foram passando e um dia, o pai de Nicolau confiou--lhe uma grande responsabilidade: ser ele o Pai Natal.
Nicolau ficou feliz, mas ao mesmo tempo ansioso. Afinal, nunca tinha empenhado um cargo tão importante!
Aquele ano foi o ano mais atarefado da sua vida. Eram os presentes para todas as famílias, as renas, o trenó, o vestuário, …
E, naquele dia, provavelmente o dia mais importante da sua vida, ele andava de um lado para o outro sem parar.
Eis, então, que saltou para o trenó e, naquele preciso momento, sentiu um grande aperto no coração. Com coragem, comandou as renas, e voaram, voaram, até que chegaram a uma casa. As renas poisaram no telhado e o nosso Nicolau não sabia o que fazer. Seu pai contara-lhe que se entrava pela chaminé. Para tal, teria que estalar os dedos e, num abrir e fechar de olhos, estaria dentro da casa. Nicolau, então, lá estalou os dedos, mas… nada! E voltou a estalar, mas as coisas continuavam na mesma, até que desistiu.
Rodolfo, que era muito esperto e experiente, pegou num floco de neve e deu a Nicolau, que olhou para ele meio confuso, sem saber o que dizer. Contudo, logo a seguir, apertou a mão, fechou os olhos e com a outra mão, estalou os dedos. Assim que abriu os olhos, qual não foi o seu espanto ao verificar que estava dentro de uma casa, onde havia uma linda Árvore de Natal, um Presépio e em cima de uma pequena mesa, encontrava-se um copo com leite e um pratinho com umas cinco bolachas. Nicolau lembrou-se que o seu pai lhe tinha dito que, normalmente, as pessoas deixavam em cima de uma mesa ou em cima da chaminé um pequeno lanchinho. Nicolau, que estava cheio de fome, devorou logo tudo, como se fosse um furacão. Depois de se ter deliciado com aquele manjar, poisou os presentes da Maria, do João, do António e da Joana, e foi-se embora, para acabar de entregar os presentes.
Terminada a sua função, Nicolau relatou esta viagem encantadora ao pai e estava tão feliz!
Aquela noite tinha sido, de facto, a melhor noite para o nosso querido Pai Natal.


Adriana e Patrícia, 7º B3

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal

O Natal é amor
É paz, é tempo sonhado.
Mas qual será a cor
Deste tempo tão amado?


Pensámos no Deus Menino,
No presépio de Belém.
Como Ele é rapazinho,
A cor da alegria vai ficar bem.


É uma estrelinha
Que lança estranha luz
Anuncia ao Mundo:
Já nasceu Jesus!


Constança Duarte nº 7 e Diana Pires nº 12, 7º B3

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Natal

O Natal é um feriado em que se comemora o nascimento de Jesus. Na véspera do dia 25, toda a família se reúne em harmonia, paz e amor para a ceia de Natal também conhecida por consoada. Trata-se de uma refeição que se come por volta da meia-noite. Consoante as tradições, pode-se comer antes ou depois da Missa do Galo.
Na região centro do nosso país, os pratos principais da ceia de Natal são o famoso bacalhau cozido com batatas e couves, bem regado com azeite. Há também quem coloque na mesa o peru assado com batatas. Como bebida para acompanhar a ceia, as pessoas têm à sua escolha vinho tinto, espumante, bebidas gaseificadas e água. Como sobremesas, não podem faltar as rabanadas, as filhós, as broinhas de Natal, os sonhos e o bolo-rei.
Depois da ceia, as pessoas ficam à espera da meia-noite para abrir os presentes, ler os postais de Natal e por parte das crianças, grande é a alegria que transborda dos seus corações.
É tradição as pessoas terem nas suas casas a árvore de Natal, enfeitada com bolas de todas as cores; coroas de Natal; os tão conhecidos pais Natal e como não podia deixar de ser, o presépio geralmente colocado por baixo da árvore de Natal e na chaminé são penduradas umas meias ou umas botinhas para o Pai Natal pôr os chocolates.
É assim o Natal, tempo de alegria e de paz.


Daniel Nuno e Leandro Botelho, 7º B3

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Futebol feminino

No último dia de aulas, 17 de Dezembro, realizou-se o jogo de futebol feminino após o jogo masculino.
O Ciclista "patrocinou" estes dois jogos e esteve presente para transmitir, mais uma vez o que se passou.
Este ano participaram no jogo menos professoras, pelos vistos havia algumas lesões que impossibilitaram a sua participação.
Mas vamos ao que interessa... o jogo.
Mais uma vez foi um jogo bem disputado entre as duas equipas. Apesar de ter iniciado o jogo a ganhar, rapidamente a equipa A, vamos chamar-lhe assim, viu-se ultrapassada pela equipa B.
Mas quem eram as jogadoras?
Aí vai!
Equipa A:
Alunas – Diana, Sara (10º F), Cátia (8º D), Carlota (7º B3 / O Ciclista) e Vanessa (9º D)
Professora Graça Matos.
Equipa B:
Alunas – Filipa (10º F), Rebeca (10º A), Andreia (9º D) e Inês (6º).
Professoras Adelaide Martinho e Libânia Rocha
Funcionária - Paula (do ginásio).


Fotografias de Adriana Matos e Sofia Pedrosa e Reportagem Adriana Matos, Carlota Oliveira e Sofia Pedrosa, O Ciclista

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal em perigo…

Há muitos… muitos anos… mais precisamente há 4600 anos, nasceu no Pólo Norte um rapazinho com uma barba branquinha como a neve e muito grande. Estranho, não?! Acontece que esse menino de nome Nicolau foi crescendo, foi ficando rechonchudo e com a barba cada vez maior. O seu pai, que era nessa altura o Pai Natal, sentindo-se já muito velhinho e cansado, decidiu um dia dar-lhe o seu cargo e isto aconteceu precisamente no dia 31 de Julho.
Entretanto, os dias foram passando até que chegou o dia 23 de Dezembro. O recente Pai Natal, por sua vez, começou a preparar cuidadosamente o seu trenó para a véspera de Natal. Afinal, iria ser o seu primeiro Natal a desempenhar a função importante de Pai Natal.
Grande era a azáfama, pedidos para aqui, pedidos para acolá.
- Alfredo! Onde estão os presentes do Pedro, da Mariana e da Juliana? – gritava ele.
- Não sei, senhor! Também não encontro os presentes do Manuel, da Patrícia e da Beatriz! Ai que o Natal está por um triz!
- Deixa lá que amanhã eles hão-de aparecer. É que nós já estamos muito cansados e já nem sabemos o que fazemos. Precisamos de dormir.
E lá foram eles descansar. Contudo, o que o Pai Natal e o Alfredo não sabiam era que ali perto havia uma Rena malvada que sonhara sempre estragar o Natal ao Pai Natal e às crianças. Essa Rena vivia no Vale das Neves, num pequeno mas assustador iglo, que tinha como letreiro: “Covil Malvado da Rena Xué”.
Eis, então, que chegou o dia 24 de Dezembro, o mais esperado pelo Pai Natal. A sua ansiedade era tal que decidiu naquele dia madrugar, levantando-se assim às cinco horas da manhã e para seu grande espanto, os presentes tinham todos desaparecido. A sua primeira reacção foi dirigir-se até à rua e quando lá chegou, ficou perplexo com o que viu, pois a Rena Xué ia a fugir precisamente com todos os presentes.
O Pai Natal, ainda de pijama e com as suas pantufas sarapintadas de fofinhos gatinhos brancos, começou a gritar muito alto para o Alfredo e os seus companheiros o virem ajudar a apanhar a malvada Rena Xué. Seguidamente, desataram numa longa correria até que chegaram ao Vale das Neves, onde se travou uma grande luta entre o Pai Natal e a Rena.
Quando o Pai Natal estava quase a perder e a ficar sem forças, apareceu do nada um gigantesco urso polar que trazia consigo uma bengala mágica, que tinha sido especialmente feita para derrotar renas. E assim foi. Ditas três palavras mágicas: “Xô! Xô! Xué!”, a Rena desapareceu num abrir e fechar de olhos.
O Pai Natal agradeceu encarecidamente a ajuda que aquele forte e simpático urso lhe tinha dado pois, em menos de cinco segundos, tinha afugentado a Rena. E o mais estranho é que, no momento da sua fuga, a Rena, que aparentava ser malvada, com muito medo, ia gritando:
- Acudam-me! Acudam-me. Este Pai Natal é feroz!

O Pai Natal, ao ouvir estas palavras, desatou numa grande gargalhada e de seguida, voltou para a sua casa, levando consigo os presentes que a Rena descaradamente lhe tinha roubado. Pô-los, então, no trenó e viajou até à aldeia mais próxima, onde as crianças já esperavam ansiosamente pelos seus presentes.
E quanto a mim, resta-me agora desejar-vos um FELIZ NATAL!

Ana Patrícia, nº 3 e Beatriz Simões, nº 4 7º B3

sábado, 18 de dezembro de 2010

Acerca do tradicional jogo de Futebol

Hoje publicamos apenas o "relato" do jogo masculino, nos próximos dias será a vez do feminino e de muitas outras fotos...

Graça Matos, O Ciclista
 
A equipa dos professores e alunos da escola secundária iniciou melhor o jogo, marcando primeiro e alcançando rapidamente uma vantagem de 4 golos. Aos poucos a equipa dos alunos da escola do ensino básico foi reagindo e conseguiu equilibrar o jogo, acabando a primeira parte a perder por 3 golos, com o resultado a registar 4-7 a favor dos mais velhos. Na segunda parte os mais novos lutaram muito e aproveitaram o cansaço dos mais velhos para reduzir a diferença de golos no marcador, conseguindo empatar duas vezes o jogo a 8-8 e a 9-9, acabando por perder o jogo apenas por um golo. Na equipa dos mais novos o destaque vai para o Hugo, que foi quem mais lutou, conseguindo manter algum equilíbrio entre as equipas, durante grande parte do jogo. Na equipa dos mais velhos todos jogaram bem, destacando-se o desempenho de Wilson e de Penetra com 4 golos marcados cada um, beneficiando ambos da experiência do professor Paulo Grilo, quer a defender, quer a sair rapidamente para o contra-ataque ao primeiro toque, bem como a efectuar alguns dos últimos passes para os golos. Quando a equipa parecia desunir-se perto do final, por falta de forças e de discernimento, o professor Paulo Grilo assumiu uma liderança mais efectiva e decidiu o jogo a favor dos mais velhos, nos últimos minutos do jogo, marcando o décimo golo e assegurando assim a vitória para a sua equipa.
De salienar também a excelente prestação do Prof. Vítor Margarido.
Notou-se a ausência do Prof. Elói na equipa dos mais velhos, que pela primeira vez em muitos anos não pode jogar este "derby", nem sequer estar presente, devido a problemas de saúde.

"Fair-Play" no final do jogo entre as duas equipas: Equipa de professores e alunos (Prof. Vítor Margarido, Faria, Carlos, Penetra, Gonçalo, Wilson e Prof. Paulo Grilo.) e a equipa de alunos do CEF (8º L - Hugo Ferreira, Gaudêncio Santos, Jorge Tomás, Telmo Fernandes, Fábio Prata e do 9º G - Daniel Trancho, Dylan Silva e Gonçalo Gonçalves).

MARCHA DO MARCADOR:
1ª Parte ------ 0-1 Wilson 0-2 Penetra 0-3 Penetra 0-4 Wilson 1-4 (Alunos EB) 1-5 Prof. Paulo Grilo 2-5 (Alunos EB) 3-5 (Alunos EB) 3-6 Wilson 3-7 Penetra 4-7 (Alunos EB)
2ª Parte ------ 4-8 Wilson 5-8 (Alunos EB) 6-8 (Alunos EB) 7-8 (Alunos EB) 8-8 (Alunos EB) 8-9 Penetra 9-9 (Alunos EB) 9-10 Prof. Paulo Grilo

 
Paulo Grilo, Professor

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Futebol

Hoje realizam-se os já tradicionais jogos de futebol de final de período com a colaboração de O Ciclista. O nosso pavilhão vai estar ao rubro com as equipas que vão estar em campo.
Pelas 11 horas podem assistir no nosso primeiro jogo. Os nossos alunos, mais uma vez, vão defrontar os nossos professores. Os alunos estão com sorte… há uma baixa importantíssima, o professor Elói este ano não vai estar presente.
Por volta do meio-dia, entram em jogo as equipas das alunas e das professoras.
Vamos jogar, assistir e aplaudir:
Diversão sempre com o maior desportivismo!

Graça Matos, O Ciclista

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

À procura do tesouro perdido

Há muitos… muitos anos, dizia-se que uma ilha cheia de ouro, situada no Mar Vermelho, tinha desaparecido devido a uma grande tempestade.
Edgar, o marinheiro mais famoso da aldeia, tinha um sonho, que era descobrir o tesouro perdido nessa ilha. Toda a gente se ria dele, mas ele não ligava nenhuma e dizia para com os seus botões: “Um dia, eu serei capaz de o encontrar e ninguém se há-de rir de mim!”
Edgar era um marinheiro honesto, simpático, de olhos esverdeados, cabelo castanho-escuro, baixo e moreno. Todos os dias, ele ia à pesca e quando a faina acabava, com o seu barco, ia até ao alto mar à procura da ilha perdida.
Um dia, ao ir para casa, apareceu-lhe a Fada dos Mares que lhe disse baixinho ao ouvido: “Mar Vermelho, Mar Vermelho…”. Edgar ficou a pensar toda a noite sobre a frase que a Fada dos Mares lhe tinha dito.
No dia seguinte, logo pela manhã, o jovem chamou rapidamente os seus marinheiros e dirigiu-lhes as seguintes palavras:
- Homens, vamos para o Mar Vermelho! Hoje, a sorte está do nosso lado. Vamos!
Um deles, não gostando da ideia, disse:
- O que nos estais a propor é muito perigoso, Capitão Edgar. São grandes as tempestades, os ventos e as correntes do mar que vamos ter de enfrentar. Assim morreremos todos, Capitão.
Edgar ficou a matutar no que o seu marinheiro lhe tinha dito. E, de repente, apareceu-lhe novamente a Fada dos Mares, dando-lhe o mapa do tesouro. Então, ao receber o mapa, pensou logo em avisar os companheiros, mas já adivinhava que eles iriam dizer que não iriam com ele. Como tal, decidiu ir sozinho.
O Capitão Edgar lá se fez ao mar, à caça do tesouro mas, sem saber como, apareceu-lhe diante dos seus olhos um barco de piratas, que tal como ele também queriam o tesouro. Mas, ao contrário dele, pretendiam ser considerados os melhores piratas de sempre.
Os piratas, ao verem que Edgar tinha o mapa da ilha, tentaram atacá-lo e roubar-lho. Ele, ao reparar que os piratas lhe queriam roubar o mapa do tesouro, seguiu uma rota diferente, enganando-os. De seguida, seguiu as indicações do mapa e pelo caminho, apareceu-lhe um nevoeiro muito cerrado e então, nesse momento, surgiu-lhe mais uma vez a Fada dos Mares, que lhe ofereceu uma espécie de auscultadores, alertando-o do seguinte:
- Cuidado com as sereias encantadas! Não podes ouvir o seu cântico.
De repente, Edgar ouviu uns ruídos estranhos, vindos do fundo do mar e colocou de imediato os auscultadores e, sem ouvir o tal cântico com o qual as sereias o queriam enfeitiçar, ultrapassou o nevoeiro. E assim continuou o caminho pelo mar. Contudo, eis que se deparou com uma grande tempestade e a Fada dos Mares voltou a aparecer para o salvar, acalmando o mar com os seus poderes.
Já salvo dos perigos, seguiu caminho e finalmente encontrou o tesouro tão desejado. Profundamente aliviado e satisfeito, agradeceu à Fada dos Mares toda a ajuda prestada e voltou feliz para a sua aldeia. E o mais louvável é que com o ouro, que tinha descoberto, ajudou os habitantes da sua terra natal e as crianças, ficando assim conhecido por Edgar, o herói.
André Martins, nº 18 e Milene Figueiredo, nº 14, 7ºA1

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A voz da experiência

Era uma vez uma menina que se chamava Rita. Ela vivia numa casa branca perto do mar, com janelas pequenas sempre manchadas de salitre mas, apesar de tudo, era uma casa engraçada, porque as madeiras das janelas e das portas eram da cor azul do mar.

A Rita costumava ajudar a avó, já reformada, a limpar as janelas daquela pequena mas acolhedora casa. Entretanto, certo dia, ficou farta de o fazer, porque achou que aquele trabalho já não estava na moda. Ainda para mais que as amigas da escola estavam sempre a gozar com ela, razão pela qual um dia se zangou com elas. E, nesse mesmo dia, foi para um canto do corredor da escola chorar, porque nunca se tinha zangado com as amigas.
Quando chegou a casa, decidiu contar tudo à avó. Esta, por sua vez, contou-lhe uma história que se tinha passado precisamente com ela e a Rita ouviu-a com muita atenção. Então, a avó contou-lhe que, quando era jovem como ela, também costumava ajudar a sua avó, bisavó da Rita, a fazer alguns trabalhos domésticos e quando ia para a escola, as colegas de turma também gozavam com ela. No entanto, ela não se pôs a chorar. Pelo contrário, teve uma conversa séria com elas, dizendo-lhes que não era vergonha nenhuma ajudar a sua avó que, já com muitas dificuldades, fazia as lides de casa, e era preferível ajudá-la do que andar a vaguear pelas ruas sem fazer nada.
A Rita, depois de ter ouvido as palavras da avozinha, no dia seguinte foi falar com as colegas e teve a mesma atitude que a avó tivera. Sendo assim, enfrentou-as e disse-lhes que era preferível ajudar a sua querida avó, uma pessoa já idosa, do que andar a fazer disparates e esse gesto de carinho para com ela não deveria de maneira nenhuma ser alvo de gozo. Pelo contrário, era uma atitude digna e louvável.
E foi a partir desse dia que a Rita aprendeu a nunca mais se deixar ir abaixo com os comentários banais das colegas e a fazer o que achava que estava certo, seguindo os conselhos da voz da experiência.

Alexandra Natividade, nº 1, 7º A1

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Se eu fosse um pássaro…

Se eu fosse um pássaro gostava de estar sempre a voar… voar, sem nunca parar. Mas também haveria alturas em que gostaria de parar e ver como estava o mundo. Teria muito medo dos caçadores, por isso só voaria no Verão, porque no Inverno há caça. Nesta altura, pensaria nos lugares que visitaria no Verão seguinte e juntaria os amigos para virem comigo.
Outra forma de eu gozar a minha vida de pássaro, embora pareça estranho, era estar numa gaiola. Assim, poderia alegrar algumas crianças que, quando chegassem a casa, iriam ver como eu estava.
A espécie que eu gostava de ser era o papagaio, porque podia “falar” e aprender. O papagaio é um animal muito giro, porque tem diversas cores.
Se eu fosse um pássaro, a vida seria muito divertida (penso eu), porque podia viver em liberdade (já posso, mas na totalidade) e voar, que é o que mais admiro nos pássaros.

Gonçalo Neto, nº 16, 7º A3

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Porquê?

Se eu fosse uma flor, podia bailar ao som do vento, podia cantar com as minhas amigas folhas, podia fazer muitas pessoas felizes no seu dia de aniversário, ou noutro dia qualquer.
Eu teria receio que me pisassem ou que me colhessem quando ainda não estivesse suficientemente forte. Mas, acima de tudo, teria medo que os humanos me retirassem do meu “habitat” e que nesse mesmo sítio (onde era o meu habitat) construíssem edifícios que servissem para mil coisas. Mas, o que eles não sabem é que eu também sirvo para muita coisa – por exemplo, embelezar a Terra. Isto deixa-me muito preocupada, pois não compreendo por que razão os humanos não se preocupam com a preservação do ambiente. Porquê?

Beatriz Rebelo, nº 16, 7º A3

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lágrimas de sangue

Estou triste. Apetece-me chorar mas as lágrimas não saem, estão presas, não sei bem onde!
Ao vê-los a rir, a chorar, a correr, ou até mesmo a andar, apetece-me fazer o mesmo! Mas eu estou sozinha e eles estão juntos… de que valem os sentimentos se não os podemos partilhar? Se não temos com quem partilhar! Eu tenho amigos, muito bons amigos, mas falta-me ele! Como é que uma pessoa pode significar tanto? Não sei. Só sei que ele me faz muita falta! Mesmo muita!
Ele é divertido, amigo de seus amigos, um pouco preguiçoso, mas…
Será que por ele as lágrimas corressem pela minha cara? Mas, afinal, para que servem as lágrimas se não correm?
Um dia todas estas minhas perguntas vão ter resposta!!!



Mariana Amaral Fernandes, nº 18, 7º A3

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Todos diferentes mas todos iguais

Hoje, dia 10 de Dezembro, Dia dos Direitos Humanos, publicamos um texto do Mário Redondo, aluno do 9º F da nossa Escola.

Graça Matos, O Ciclista


Todos diferentes mas todos iguais

Todas as pessoas são diferentes umas das outras. É, então, por isso que eu me questiono: porque é que as pessoas fazem diferenciações por não termos a mesma cor de pele, a mesma altura, os mesmos gostos e a mesma maneira de ser?! Todos nós sabemos que há pessoas de diferentes raças, culturas e religiões, mas nada disto deveria interferir nos nossos gostos por outras pessoas, só por serem de outra cor ou religião.
Todos merecem o mesmo afecto, carinho e atenção e principalmente respeito. Na verdade, todos precisamos de ser respeitados, mas para tal também temos que respeitar quem está à nossa volta. Sendo assim, na minha opinião, não deve existir racismo nem preconceitos entre as pessoas. Todos nós precisamos de aceitar as nossas diferenças e respeitar as dos outros.
Vou lembrar, em poucas palavras, a história de um rapaz de 14 anos, que teve de imigrar para Portugal vindo de um país do Leste da Europa.
Na altura em que chegou ao nosso país, muitos dos seus colegas riam-se da sua forma de falar, de muitas das suas atitudes e o mais incrível que pareça, por não saber jogar alguns dos jogos que os seus colegas jogavam. 
No final desse ano lectivo, ele era o melhor aluno a todas as disciplinas e todos já queriam jogar na sua equipa de futebol, porque este jovem já era então considerado como um jogador profissional disputado por vários clubes.
Ora, esta história é um bom exemplo de que não se devem julgar as pessoas pela sua raça, religião, cultura e nem pela sua maneira de ser.
Pensem nisso!
Mário Redondo, Nº 14 9º F

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

À PROCURA DA FELICIDADE

Há muitos… muitos anos, numa gruta distante, escura e muito grande, vivia um cavaleiro que tinha uma capa vermelha como o sangue e andava sempre montado no seu cavalo preto como a noite.
Num certo dia, o cavaleiro foi dar uma volta pela floresta.
- Está um belo dia! – exclamou ele. Mas, nesse preciso momento, uma serpente esverdeada e enorme tentou atacar o seu cavalo.
O cavaleiro apercebeu-se da situação, tentou fugir da serpente e conseguiu. Mais tarde, já no meio da floresta, encontrou um anão, que vinha montado num pónei castanho, trazendo a tiracolo uma pequena espada. Este, quando o viu, comentou:
- Ainda bem que te encontro. Podes achar estranho, mas quero dar-te a minha espada, porque vais precisar dela.
O Cavaleiro estranhou o que se estava a passar. Contudo, acabou por aceitar a espada, colocando-a no seu talabarte. Entretanto, quando estava para agradecer ao anão, este já lá não estava. Então, decidiu ir à procura dele mas, em vez de encontrar o anão, encontrou um frade que lhe disse:
- Tu procuras a Felicidade, não é?
E puf! Desapareceu e o cavaleiro ainda mais intrigado ficou. Momentos depois, ouviu uma rapariga gritar: “Socorro! Socorro! Preciso de ajuda!”
Vendo que alguém estava a precisar de ajuda, puxou as rédeas do cavalo e este começou a correr velozmente, sem saber onde estava a rapariga, guiando-se apenas pelos gritos que se faziam ouvir por entre as árvores.
De repente, sem saber como, o cavaleiro encontrou um dragão gigante e vermelho como o sangue e para seu espanto, as suas garras seguravam uma bela rapariga, que não parava de gritar: “Socorro! Socorro!”. A sua primeira atitude foi pegar na sua espada que começou a brilhar e ganhando energia, lutou contra o dragão. Foi uma luta difícil mas, no final, o cavaleiro conseguiu ferir o dragão no pescoço, fazendo o animal cair redondo no meio do chão. Seguidamente, algo de estranho aconteceu, porque a partir daquele momento o dragão passou a ser amigo do jovem cavaleiro. Este, por sua vez, pegou na bela rapariga pela mão e levou-a no seu cavalo preto até à gruta onde vivia.
O dragão foi atrás deles não como inimigo mas sim como protector. E à medida que o tempo foi passando, o cavaleiro foi-se apaixonando pela rapariga e ela por ele.
E querem saber como é que ela se chamava?
Adivinhem lá! Pois é, o seu nome era precisamente Felicidade. Afinal, o frade sempre tinha razão. O cavaleiro andava à procura da Felicidade. Mal sabia ele os perigos que tinha de enfrentar para encontrar a sua amada.

José Manuel Neves, 7º A1

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nossa Senhora da Conceição – Padroeira do Reino de Portugal

Hoje, dia 8 de Dezembro é feriado. Este é o dia da Nossa Senhora da Conceição. A Imaculada Conceição foi declarada Padroeira do Reino de Portugal por el-rei D. João IV.
Decorria o ano de 1646 quando el-rei D. João IV declarou, nas Cortes celebradas em Lisboa, a Virgem Nossa Senhora da Conceição como a padroeira do Reino de Portugal. Este Rei prometeu à Virgem, em seu nome e em nome dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro.
Vamos dar a conhecer duas curiosidades sobre este dia:
El-rei D. João IV ordenou que os estudantes na Universidade de Coimbra jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus, antes de tomarem algum grau.
Este foi, durante muito tempo, o Dia da Mãe.

Adriana Matos e Sofia Pedrosa, O Ciclista

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

UM SONHO TORNADO EM REALIDADE

A história que tenho para vos contar diz respeito a uma menina chamada Cátia, com doze anos, que era invejada por todos por ser uma menina com um sorriso maravilhoso, que brilhava como uma constelação no meio de um céu imenso.
Cátia era uma menina com um espírito positivo, alegre, inteligente, com os olhos cor de esmeralda e um cabelo louro como raios de sol a reflectirem nas águas cristalinas do mar.
Certo dia, ao esperar pela sua mãe, que a ia sempre buscar à escola, foi atropelada, sofrendo assim um traumatismo craniano e várias costelas da coluna fracturadas. Quando tomou consciência do que realmente se tinha passado, a jovem ficou bastante assustada. Contudo, graças à sua força de vontade, a sua recuperação foi imediata, mas muita coisa mudou. Cátia ficou numa cadeira de rodas e, como é hábito, muitas pessoas da sociedade consideraram-na como um ser humano deficiente.
A sua adaptação a esta nova realidade estava a ser muito lenta, pois ela bem que tentava integrar-se mas, muitas das vezes, era ignorada e até mesmo alvo de chacota, até que preferiu mudar do seu estabelecimento de ensino para uma associação destinada para pessoas com deficiências, porque aí ela teria a certeza de que todos a considerariam uma pessoa “normal”. E assim foi, Cátia mudou-se para uma associação de ajuda a pessoas com dificuldades motoras. Com esta mudança, ela sentia-se feliz, já que estava num ambiente em que todos eram vistos de igual forma, mas, ao mesmo tempo, sentia-se triste por saber como se sentiam todas as outras pessoas com o mesmo problema, bem como por saber e conhecer a sociedade em que vivia, pelas injustiças que cometia.
Tempos depois, Cátia mudou de casa para a terra vizinha, tendo assim vizinhos novos. O seu vizinho da direita era viúvo e tinha um filho um pouco mais velho do que ela. Por um lado, agradava-lhe a ideia de ter um vizinho da idade dela, porque assim poderia conversar com ele mas, por outro lado, pensava que poderia ser mais uma pessoa a gozar com o seu problema.
O tempo foi passando e eles foram-se conhecendo. Cátia tinha achado Ricardo um rapaz encantador, pois ele compreendia-a, ajudava-a e principalmente, defendia-a, quando via que alguém a estava a olhar de maneira diferente. A sua amizade com Ricardo tinha evoluído bastante e ela já não sentia apenas uma amizade banal, mas sim um sentimento estranho que para ela era novo e não sabia explicar. Talvez Ricardo fosse para ela o único e o melhor amigo, que já alguma vez tivera ou algo mais, quem sabe!
Ricardo também não a considerava indiferente, até que chegou a altura certa para o admitir e assim foi. Continuaram bons amigos, durante os primeiros tempos e mais tarde, uma partilha de sentimentos gerou um namoro que durou anos. Decidiram depois viver juntos e Cátia confessou-lhe o seu maior sonho que era ter uma clínica veterinária. A ideia agradou a Ricardo, que lhe prometeu que iria lutar juntamente com ela para que tal desejo se realizasse, mostrando-lhe assim um sorriso de esperança.
À medida que os meses foram passando, ambos foram fazendo investimentos e enfrentando algumas contrariedades, alçando assim aos poucos e poucos um espaço para a clínica e mais tarde, todas as suas funcionalidades. O sonho de Cátia estava assim concretizado e para ela a vida já tinha atingido a sua plenitude. Tinha uma pessoa especial ao seu lado que a ajudava, a clínica que tanto desejou e uma sociedade que aprendeu a respeitá-la e a admirá-la por ver o seu esforço em alcançar objectivos, enquanto muitos não tinham coragem para o fazer e fisicamente eram ditas normais.
Desta longa luta, podemos retirar algumas conclusões principalmente que, independentemente de termos dificuldades motoras ou não, somos iguais a todos os outros. Todos temos sonhos que queremos concretizar, mas para tal tem de haver respeito, vontade e perseverança.

Beatriz Cruz, nº 2, 9º F

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ser “diferente”

Os dias para mim
São uma aterradora aventura.
Para mim, a vida
Não poderia ser mais dura.

Saio à rua, temendo
Ser vencida pela solidão,
Sentimento que dói
E que fere o meu coração.

“Diferente” é o que me chamam,
E orgulho-me de o ser!
Pois sou uma batalhadora,
Uma eterna lutadora…

Daniela Félix, nº 4 – 9º F

domingo, 5 de dezembro de 2010

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Será que todos sabem
Quão grande é o sofrimento
E quão grande é o desejo de ir mais além?

Quantas vezes olham para nós de lado
E até nos desprezam com desdém?!

Sinto-me abandonado
Pelo Mundo
Que diz ser solidário.
Será que sou assim tão diferente?
Será que sou deficiente?

Sou diferente, sim e daí?
Sou um ser humano como vocês.
E se pensarem bem
Ninguém é igual a ninguém.

Noémi Loureiro, nº 16 e Teresa Rocha, nº 17 – 9º F

sábado, 4 de dezembro de 2010

UM GESTO CÍVICO FAZ TODA A DIFERENÇA…

Para todos os que são deficientes é preciso força para lutar, coragem para vencer, mas, por incrível que pareça, é desses que ninguém se apercebe, de quem tantas vezes se esquecem. Contudo, é desses que partem exemplos de vitórias diárias. É incrível que os que parecem mais limitados são os que dão mais provas de que são sempre capazes de ultrapassar barreiras. Enquanto os que são perfeitos, lindos, saudáveis, são preguiçosos, queixosos, mimados e nunca se contentam com o que são e querem sempre mais e melhor.
Infelizmente, os que são deficientes sofrem muito com os comentários maldosos dos outros, com o olhar de desprezo, as críticas. Sofrem, ficam magoados e ficam ansiosos só de pensar que vão ter que passar tudo de novo no dia seguinte.
Nas nossas escolas, passaram a integrar meninos deficientes, mas esqueceram-se de que os outros que rodeiam esses meninos especiais são muitas vezes cruéis e não sabem lidar com estas situações. Então, fazem como estão habituados a fazer: riem e afastam-se. Os tais meninos especiais acabam por ficar sozinhos nos intervalos mas, por mais incrível que pareça, têm muita coragem, porque conseguem reagir, lutar e vencer. E mostrar que, apesar de serem diferentes, têm uma força especial que vem não sei de onde, mas que os ajuda a crescer e a quebrar todas as barreiras, mostrando aos que os rodeiam porque são especiais porque, apesar de serem diferentes, conseguem fazer mais coisas do que os outros meninos pensam. Talvez seja esse o seu segredo, para que cada dia seja uma vitória a que só eles sabem dar valor.
O meu texto é baseado num jovem que está numa cadeira de rodas que, durante o intervalo, vê os outros rapazes a jogar à bola, que é gozado diariamente pelos colegas. De facto, é pena que se preocupem tanto com a educação sexual nas escolas, mas que se tenham esquecido da educação cívica, esta sim, é uma disciplina que faz falta, não só nas escolas como na sociedade.

Mário Redondo, 9º F, nº 14

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

3 de Dezembro de 2010

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, instituído em 1998 pelas Nações Unidas, visa a promoção de uma maior compreensão dos aspectos referentes à deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas pessoas.
A Escola assume um papel preponderante na educação dos meninos e jovens e, consequentemente, na sua mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar das Pessoas com Deficiência.
Hoje iniciamos a publicação de alguns dos belíssimos trabalhos produzidos, em prol deste Dia pelos alunos da nossa escola, na disciplina de Língua Portuguesa.


Graça Matos, O Ciclista

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1º de Dezembro de 1640

A revolta do 1º de Dezembro de 1640 e a Guerra da Restauração
Hoje, dia 1 de Dezembro é feriado. Neste dia comemora-se a Restauração da Independência.
A Restauração da Independência é o nome dado à revolta que se iniciou neste dia 1 de Dezembro, mas de 1640, em que o Reino de Portugal declarou independência em relação ao domínio espanhol por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.
O Ciclista fez uma pesquisa, no nosso livro de História do ano passado, e “copiou” o que ele nos dizia sobre esta data:
"Perante os encargos a que o governo de Espanha obrigava o país, generalizou-se o descontentamento. Um grupo de nobres organizou, em Lisboa, uma conspiração para restaurar a independência de Portugal.
A ocasião era oportuna. A Espanha estava enfraquecida devido às guerras em que se envolvera com outros países europeus e às revoltas internas.
Nascia o 1º de Dezembro de 1640, quando os conspiradores invadiram o Palácio da governadora espanhola – a duquesa de Mântua -, e proclamaram a restauração da independência plena de Portugal.
Reuniram-se, então, Cortes em Lisboa, onde o Duque de Bragança, foi aclamado rei de Portugal, com o título de D. João IV".



Adriana Matos e Sofia Pedrosa, O Ciclista

terça-feira, 30 de novembro de 2010

I Feira do Livro

Olá Ciclistas!
Sabiam que a nossa Biblioteca, as outras Bibliotecas Escolares do concelho e a Câmara Municipal de Anadia promovem a Feira Municipal do Livro?
Com início no dia 1 de Dezembro, e durante 12 dias, o Centro Cultural de Anadia recebe a I Feira do Livro. Nesta feira vão estar presentes os escritores Nuno Guedes, Richard Zimler, Carlos Campos, Maria Helena Pires e João Manuel Ribeiro que também vão dar autógrafos.
Esta Feira pretende proporcionar a todos a possibilidade de adquirirem livros a preços mais apetecíveis. A Feira Municipal do Livro terá muitos livros a 1€, 3€ e 5€ e muitos outros com um desconto de, pelo menos, 20%.
A 1 de Dezembro, pelas 15h30, no Centro Cultural de Anadia vai decorrer um Workshop "A arte de Contar histórias para pais", dinamizado por Clara Haddad. Quem quiser participar pode fazer a sua inscrição por correio electrónico geral@bm-anadia.pt, por telefone 231 519 090, ou pessoalmente no Balcão de Atendimento da Biblioteca Municipal.
Os alunos da nossa escola vão durante as aulas visitar a feira. Podem nessa altura adquirir alguns livros para as férias…
Ao longo destes dias vai haver muita animação.
No dia 7 de Dezembro, pelas 21 horas, podem assistir a um concerto de flauta e órgão dado pela nossa turma (o 7º B3) e pelo 9º G.
Aproveitem esta oportunidade e visitem a I Feira Municipal do Livro!


Adriana Matos e Sofia Pedrosa, O Ciclista

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ESCRAVOS DA SAUDADE…

A saudade. Este é o mais amplo e belo dos sentimentos humanos. Tal como o amor, a saudade também nos faz ferver de felicidade, quando pensamos nessa tal pessoa e no dia em que a voltaremos a ver. Porém, tal como o ódio, a saudade também nos cega o coração e a mente, fazendo-nos mergulhar numa eterna dança de tristeza e de dor.
A saudade de algo que nunca tivemos na realidade faz-nos levantar da cama, faz-nos lutar, faz o mundo girar. Somos assim escravos da saudade e da sua eterna solidão.
Ter saudade do que nunca tivemos é eternamente esperar em silêncio para que a dor do coração se apague. A saudade também resulta da dor em relação à morte humana por quem nunca voltaremos a ver, ou por quem nunca vimos. Por outro lado, a saudade de quem sempre espera e mesmo que nunca o alcance, permanecerá naquele lugar a lembrar-se do que nunca teve.
A saudade… a saudade… é a solidão do coração, é a espera do amor, da paz e quiçá da guerra. Na verdade, se o mundo gira, fá-lo em tributo da saudade.
E tu, de quem sentes saudade?

João Pedro Santos, nº 11, 9º E

domingo, 28 de novembro de 2010

O VENDEDOR DE HISTÓRIAS

Era uma vez um velho vendedor de sapatos, que tinha cinco filhos e nove netos. Era um homem doce e sensível, que já tinha aprendido muito com a vida.
Os seus netos adoravam estar com ele, pois ele tinha tempo e disposição para estar com eles. Mesmo que todos estivessem ao pé dele, ele tinha tempo para todos os netos. Por exemplo: quando entrava numa festa de família, só se sentava a partir do momento em que tivesse cumprimentado todas as pessoas, tal era o carinho e o respeito que ele tinha pelos seus familiares.
Era um homem a quem a vida lhe ensinara muita coisa, mas ele não a deixou ficar mal. Engraçado também é que ele sabia trabalhar melhor no computador do que qualquer neto e do que qualquer filho. Este vendedor de sapatos era um exemplo que todos os seus netos e filhos queriam seguir.
Apesar de ser um grande homem, era muito pobre, pois tinha poucos clientes e isto, porque tinham construído um centro comercial com uma grande loja de calçado ao lado da sua oficina. Então, ele a certa altura teve que se retirar do seu ramo de negócio e para não se sentir inútil, pôs-se a pensar que teria que ter uma actividade diferente. Sendo assim, pensou, pensou e pensou, até que teve uma ideia genial e muito criativa: iria ser vendedor de histórias. Depois de ter pensado nisto, teve que formar a ideia e raciocinar como é que a poderia fazer funcionar. E então pensou que poderia escrever uma história nova todos os dias e contá-la a toda a gente que a quisesse ouvir. Esta ideia era considerada um autêntico disparate, quer pelos seus netos, quer pelos filhos pois achavam que ninguém estaria disponível para o ouvir. Mas ele confiava nas pessoas da sua vila e tinha toda a razão, porque foi recebido por todos de braços abertos. E, a partir daquele dia, as crianças passaram a dar mais importância à leitura.
O antigo vendedor de sapatos estava mesmo feliz porque conseguiu concretizar o seu sonho.

Joel Martins Rodrigues, nº 12, 9º E

sábado, 27 de novembro de 2010

Gil Vicente

Hoje publicamos dois textos que têm a ver com a estrutura do "Auto da Barca do Inferno", a complexa alegoria dramática de Gil Vicente, mas com figuras da actualidade. Por isso, têm um formato do texto diferente: com diálogo e a presença constante do Diabo e do Anjo.
Vamos apreciar o trabalho de duas das nossas alunas…

Graça Matos, O Ciclista



A PASSAGEM DE TOINO CARTEIRA NO MUNDO DO ALÉM…

Toino Carteira, com um microfone na mão e um grande casaco de cabedal, chegando à barca do Arrais Infernal, diz:
Toino – Hou da barca?! Houlá! Hou! Para onde é o destino?
Diabo – Para o céu ardente.
Toino- Céu ardente quer dizer Inferno?! Huumm, acho que me enganei na barca.
Diabo – Olhe que não. E neste momento nem os seus sonhos de menino o safam das brasas infernais.
Toino – O que está você para aí a dizer?! Vou realmente até à outra barca que aqui não se aprende nada.
Entretanto, à medida que se vai aproximando da barca do Anjo, vai cantarolando o que lhe vai na cabeça: “E hoje a cantar em cada canção…”
Toino - Hou da barcaaaaaa! Podeis levar-me convosco?
Anjo – Que quereis?
Toino – Quero um lugar na vossa barca confortável.
Anjo – Na minha barca?! Olha-me outro sem vergonha na cara!
Toino – Desculpe?! Não estou a entender.
Anjo – Não é desculpe, não! Vós andastes descaradamente a trocar a vossa pobre mulher Ternanda pela Popota e ainda arranjastes uma namorada para o vosso filho Michel. Sabeis bem de quem vos falo, a Leopoldina.
Toino – Ó meu senhor, deveis estar profundamente enganado. Eu não troquei a minha querida mulher, a minha chuchu, muito menos pela Popota. Eu sou um profissional que não misturo trabalho com a vida pessoal.
Anjo – Ó meu filho, não me deis mais trabalho. Voltai à barca do Diabo e entrai, entrai nela e não digais mais nada.
Toino – Tem mesmo que ser?
Diabo – Sim, minha rica alma! Voltai para aqui e entrai e juntos iremos a caminho das chamas infernais.
Toino – Está bem! O que hei-de eu fazer? Tal como digo: “É a vida que eu escolhi” Mas que mal é que eu fiz?
Diabo – Entrai, entrai, que cá nos entenderemos.
E Toino Carteira lá teve de entrar.

Beatriz Cruz, 9º F, nº 2
A PASSAGEM DE TRISTIANO REINALDO
Hoje, soube-se a notícia de que Tristiano Reinaldo se dirigiu ao Mundo do Além, por ter sofrido um acidente de carro. Entretanto, quando chega ao cais, leva consigo uma bola de futebol e um harém de raparigas bonitas à sua volta.
Tristiano R. – Hou da barca! Hou da barca! Não me ouvis?
Diabo- Ó amigo, há quanto tempo espero por si!
Tristiano R. – Para onde vai esta barca?
Diabo – Para a ilha da moda.
Tristiano R. – Essas palavras até me soam bem, mas para onde vai esta barca?
Diabo – Para o Inferno, meu senhor.
Tristiano R. – Ah! Mas eu aí não entro. Por acaso, não há por aí outra barca para a minha senhoria e para as minhas meninas?
Diabo – Chega de cerimónias! Entra, entra, pois tu pertences-me! E olha que, no interior da barca, está à tua espera um banco muito confortável. Aliás, é de pele ardente feito especialmente para ti.
Tristiano R. – Diacho do Diabo que está teimoso! Ainda por cima até já me trata por tu.
Tristiano Ronaldo, ignorando as palavras do Diabo, afasta-se da barca e dirige-se para a barca do anjo, gritando:
Tristiano R. – Hou da barca!
Anjo – Sim, que desejas?
Tristiano R. – Saber qual o destino desta barca.
Anjo – Aqui, não há espaço para a tua senhoria, nem para os teus pecados.
Tristiano R. – Não sabe quem sou eu, pois não?!
Anjo – Sei, sim. És mais um pecador e dos mais presunçosos que conheço. Um homem podre de rico que desprezou os mais pequenos. Só quiseste saber da tua fama e das mulheres que estavam sempre ao teu redor.
Tristiano R. – Isso não é bem verdade, eu sempre ajudei a minha família e sempre gostei muito de crianças.
Anjo – Gostaste, porque eram elas que te davam a fama. Quantas vezes lhes davas o teu autógrafo só para ficares bem na fotografia?!
Tristiano R. – Não era bem assim e em relação às mulheres, elas é que se atiravam a mim.
Anjo – Pois, e as mulheres a quem tu te juntaste e logo a seguir te separaste?! Coitadas, o quanto elas sofreram! Sendo assim, tu não tinhas nem nunca tiveste uma vida digna do Paraíso.
Tristiano R. – Ok! Como queira.
Tristiano Reinaldo, triste e desiludido, volta a dirigir-se à barca do arrais infernal e quando este o avista, diz alegremente:
Diabo – ‘Tás a ver, acabam todos por comer nas minhas mãos. Hihihihihi…. Quem dá de comer merece sempre o pedaço final.
Tristiano R. – Que venha a prancha. Já vi que o meu destino está traçado. Foi traçado por mim, então assim seja.
Diabo – Deixa-te lá de lamechices e entra, nesta barca. Hihihihihi........
E a festa continua.

Maria José, nº 13, 9º F

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Inquérito - O Ciclista

A finalidade deste inquérito é a melhoria da qualidade do jornal e do blogue do “O Ciclista”. Este é um inquérito anónimo.
Se pretende colaborar e preencher o inquérito, por favor aceda ao endereço do inquérito (clique sobre a palavra inquérito). No final têm de clicar em Enviar para validar o inquérito.
Agradecemos a colaboração,


Adriana Matos, Carlota Oliveira e Sofia Matos, O Ciclista

O SONHO

Um dia sonhei,
Um dia parei,
Um dia reflecti,
Um dia te encontrei.
Sonhei para poder pensar.
Parei para ao pé de ti estar.
Reflecti quando te ouvi cantar,
E encontrei a tua áurea a brilhar.

Meu anjo da guarda eras,
E deslumbrante radiavas
Tanta beleza em teu olhar,
Para simplesmente me cativar.
Um sonho é uma viagem
Que contigo quero ter,
Para o meu sonho não ser
Mais do que uma miragem…

Daniela Félix, 9º F

DEIXEM-ME VIVER!

A vida é um conjunto de emoções. Sem sofrimento, ódio, alegria e amor, a vida não existe de maneira nenhuma.
Nós temos que cometer erros, loucuras ou às vezes, até pecar, para aprendermos o que devemos ou não fazer.
Sendo assim, não me digam o que devo ou não fazer, não me proíbam de cometer loucuras, deixem-me sofrer, deixem-me divertir, deixem-me imaginar um mundo, onde eu possa ser feliz, onde possa viver na ilusão.
No mundo real, nem tudo é um mar de rosas. A vida não é fácil, por isso mesmo é que não podemos deixar que seja só a vida a pregar-nos partidas, nós também lhe temos que pregar!
Cometer loucuras é saudável, experimentar coisas boas ou menos boas é uma matéria que vamos conhecendo e reconhecendo se devemos repetir ou não. Por isso, se eu quiser conhecer os erros ou viver no mundo da ilusão, não me digam nada, prefiro aventurar-me e arrepender-me do que não me aventurar e ficar para sempre a questionar-me: “Se eu tivesse arriscado, será que me iria arrepender ou não?!”
Tenho que viver cada segundo da minha vida, porque cada segundo é menos um segundo da nossa vida, por isso só peço mais uma vez: deixem-me ser feliz! Deixem-me viver!

Daniela Almeida, 9º E

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amor impossível

Na aula de Língua Portuguesa, a professora, Dra. Ana Isabel Costa, pediu para escrevermos um texto sobre um amor impossível, a propósito da obra que estamos a ler no âmbito do Plano Nacional de Leitura : “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma história de amor”. Estes são dois desses textos da nossa turma, o 8º D.

Eu e a Jennifer Lopez

Se eu a conhecesse, não sei.
Se a visse, sei lá.
É bonita decerto
Se tenho de ir a Hollywood “é para já”!
Esta é uma história fantástica, entre um jovem e uma figura pública (Jennifer Lopez) e, claro, o jovem sou eu (João Ferreira). Procurei inspiração junto à D.Inês.
Um certo dia, estava eu a ver televisão, e não é que me aparece um anúncio da estreia do filme “Anaconda” ?! Foi amor à primeira vista, iam-me caindo os olhos com aquela beleza de pessoa. Queria ir à Internet mas…o meu pai não tinha pago a conta, Parecia obra do diabo, logo naquele momento mais feliz da minha vida.
Entretanto, um colega meu, o Daniel Bucher, tocou-me à campainha e perguntou-me se eu queria ir brincar mas naquele momento eu estava destroçado. Ele perguntou-me o que tinha, contei-lhe e ele apoiou-me. Deixou-me ir ao PC dele e descobrimos que, naquele preciso momento, ela estava num festival de cinema. Fiz-me forte: corri para casa, arrumei as roupas na minha mala de viagem às bolinhas laranja, até já tinha comprado o meu bilhete de avião…mas tive azar, a minha mãe deu-me duas solhas bem assentes e pôs-me de castigo. Entretanto já tinha Internet e descobri o email dela. Adicionei-a no MSN e começámos a falar. Inventei uma personagem fictícia e disse-lhe o que sentia por ela. Bem, traduzindo em palavras de jovem, “deu-me uma tampa”. No dia a seguir, voltámos a falar e ela perguntou se poderíamos ficar amigos, e assim ficámos.
Cortes, cortes, cortes
Deu-me um pontapé no rabo
Só por eu ser mais novo,
E ela ter um namorado.

João Miguel Lopes Ferreira, nº 12, 8º D

A água e o fogo

O amor é mesmo difícil de se compreender. Como é que a água pode gostar do fogo, uma vez que o fogo odeia a água pois é ela que faz com que ele desapareça?
A água ia muitas vezes ter com o fogo mas nunca se aproximava demasiado, pois não queria que ele desaparecesse. O fogo começou a gostar da companhia da água e, com o passar do tempo, começou a apaixonar-se. Mas como poderia haver uma relação amorosa se os dois não se podiam tocar? Será que poderiam ficar juntos?
Normalmente, quando o amor é verdadeiro, consegue-se enfrentar tudo e todos mas desta vez não sei não… Como poderão eles tocarem-se sem a água apagar o fogo?
Depois de um mês de namoro tentaram tocar-se. O que será que aconteceu?
Não sei bem explicar o que aconteceu, só sei que quando se tocaram, parecia magia pois a água não apagou o fogo. Os dois namorados, ao verem que estava tudo bem, ficaram tão felizes que nunca mais se largaram.
Afinal, não há amores impossíveis.

Ana Isabel Martins, nº 1, 8º D

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Fidalgo

A Professora de Língua Portuguesa, Dra. Sara Castela, lança o mote e os alunos aderem desta maneira...
Apresentamos o filme realizado pelo aluno Kevin Neves, do 9º F.

O Fidalgo
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Graça Matos, O Ciclista

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Trabalhos de Língua Portuguesa - Provérbios

No âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, alguns alunos do 7º Ano, das turmas A1 e B3, da nossa Escola fizeram trabalhos sobre os Provérbios alusivos a esta época do ano.
Apreciem os belíssimos trabalhos!





Adriana Matos, Sofia Pedrosa e Carlota Oliveira, O Ciclista

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um dia bem passado com Gil Vicente

Hoje pela manhã, tudo parecia normal. Outro dia de aulas igual a tantos outros. Já na escola, mais propriamente no corredor da sala 4, esperávamos pela nossa professora de Língua Portuguesa ao soar do segundo toque. Já na sala, a professora anuncia uma visita, ao mesmo tempo que o diz, ouve-se bater à porta e espreita um senhor de uma certa idade com um ar tímido. Ao olhar para a professora, sorriu e entrou com convicção.
- Bom dia, meus estimados e amigáveis jovens. O meu nome é Gil Vicente e é com o maior dos prazeres que me encontro aqui com vocês.
Ao ouvirmos tais palavras, ficámos boquiabertos com tamanha surpresa. Eis, então, que se seguiram várias questões e a primeira fui eu quem a fez:
- Diga-nos lá como era a sua vida na sua época, Gil Vicente.
- Bem! – disse ele – por todo o lado que olhava, via alguma coisa errada, pessoas que não ligavam nenhuma à religião e apenas se faziam passar por bons cristãos, para dar “boa figura”; maridos e mulheres a traírem-se e muitas outras situações… Sendo assim, eu reflectia muito sobre esses assuntos e até ganhei inspiração para uma peça que provavelmente já ouviste falar: o “Auto da Barca do Inferno”.
- Sim! É a peça que estamos agora a estudar nas nossas aulas de Língua Portuguesa. – informaram alguns alunos em coro.
- Ah! Já andaram a falar de mim. Então, em que ano é que eu nasci? – perguntou ele.
- Provavelmente entre 1460 e 1470 e em Guimarães.
- Pois foi, meninos, não há grandes certezas mas foi em 1502 – e antes de continuar foi logo interrompido por um dos alunos.
-Que publicou a sua primeira peça: o “Monólogo do Vaqueiro” também conhecido por “Auto da Visitação” e para comemorar o nascimento do futuro rei D. João III.
- É verdade. Já estão bem informados. E certamente já sabem que fui eu próprio a representar a peça no papel de Vaqueiro. De facto, eu para além de dramaturgo, também fui actor, músico e organizador de espectáculos. E isso é que eram festas!
- Sim, nós sabemos. Já agora, ao criar o “Auto da Barca do Inferno, publicado em 1517, teve em mente vários objectivos, não foi?
- Sim. Eu quis denunciar os vários vícios e pecados cometidos pela sociedade do meu tempo, ao mesmo tempo que provocava o riso e transmitia uma moral, um ensinamento a quem assistia às minhas peças.
Entretanto, à medida que este diálogo ia decorrendo, os alunos estavam fascinados. E noventa minutos de aula passaram a correr, mas Gil Vicente fez questão de responder a todas as nossas perguntas e com um sorriso nos lábios.
Foi, de facto, um dia incrível e depois deste dia, passei a admirar ainda mais este Homem, merecedor do título “Pai do Teatro Literário Português”.

Teresa Rocha e Kevin Neves, 9ºF