Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dia Mundial da Neve

20 de janeiro de 2014


O pequeno floco de neve

Mais um dia, vejo o sol nascer e eu aqui na imensidão do oceano. Brinco deslizando preguiçosamente com as minhas irmãs e amigas, espraiando-me por entre corais e sentindo os peixes e as anémonas que nadam deliciando-se na limpidez da nossa frescura.
Gosto de deambular por entre os barcos dos humanos e ver os seus rostos queimados pelo sol e os seus cabelos esvoaçando ao vento. Ah! Como adoro sentir a braçada vigorosa dos que se aventuram e mergulham e nadam, ou fazem aquilo a que apelidam de surf.
Às vezes formo, com as minhas amigas, uma onda gigante e vou beijar suavemente a areia quente da praia, depois volto para longe da costa, onde me aventuro até aos fundos oceânicos, deixando-me depois deslizar lentamente para a sua superfície.
Mas, o que se passa?! O que é isto que estou a sentir?! Estou a afastar-me do mar… Estarei a voar?! Uau! Estou a sentir-me tão leve! Está tudo cada vez mais longe, mais alto, o oceano, a costa, as casas, as pessoas, tudo a ficar pequenino. Mas que bonito! Contudo, para onde estarei eu a ir?!
Ui! Terei eu batido em algo?
Uma gota, tal como eu ainda há pouco tempo … Mas agora encontro-me num sítio fofo e não tão agitado. Onde estou eu, afinal? E a fazer o quê?
- Estás numa nuvem. – respondeu-me a gota na qual eu tinha chocado. – Irás voltar lá baixo.
 Porém, depois desapareceu no meio das outras gotas e eu não pude fazer mais perguntas.
Sinto-me perdida. E já estou há muito tempo cá em cima, e cada vez chegam mais gotas e a nuvem com o vento viaja de lugar para lugar.
Ups! Está a ficar muito frio. Estou a sentir outra vez que estou a ficar tão estranha. Estou a deparar-me outra vez com transformações, mutações… estou novamente a ficar diferente…
De repente, como se algo me impelisse e sem que eu conseguisse evitar, começámos todas a cair e que frio que está! Voltei a voar e apesar do frio intenso, a paisagem era magnífica. O céu tinha um azul diferente do que eu me lembrava. Fui caindo, caindo, caindo tão suavemente, sem perceber muito bem o que me acontecera. Olhei, então, em volta de mim e vi o espetáculo que eu e as minhas irmãs e amigas fazíamos. Tínhamo-nos transformado em belíssimos flocos de neve.
Finalmente, decidi deixar-me cair sobre o branco tão puro e aliar-me às minhas colegas e ajudá-las a tecer o já imenso tapete de neve. Aqui só se vê crianças a brincarem com os seus cães e trenós, fazendo bonecos de neve. Adolescentes a fazer esqui. Que maravilha!
Afinal, todos os meus receios se dissiparam, pois nunca me senti tão realizada, feliz e confortável.

Adriana de Matos, O Ciclista


domingo, 20 de janeiro de 2013

Dia Mundial da Neve


Marina vivera toda a sua vida no Equador. Sua aparência era meiga e negra. Desde que se lembrava só via terra, areia e mesmo a água era rara.
Seus pais eram pessoas cultas. Eram os dois médicos e, sabendo que aquele não era um local saudável para a filha de ambos viver devido à falta de higiene e ao fácil contágio de doenças, decidiram emigrar. Mariana tinha SIDA o que fazia esta ter menos resistência que os outros, mesmos até a uma simples constipação.
O local para onde a família se ia mudar era seguro e sabiam que iriam ter um futuro melhor. Iriam para Portugal.
A ideia de se mudar não afetava muito a pequena Mariana. Sempre fora uma menina tímida e para ela era difícil ganhar amigos. Ao contrário dos pais não estava ansiosa por ver se as instalações da casa eram boas. Há um ano que andavam em sítios da internet à procura de um bom lugar para irem viver. A sua casa situava-se numa cidade designada Seia. A menina só sabia que era uma terra fria mas para isso nada melhor que usar roupinha quente.
Ao chegar ao avião os seus pais estavam a chorar. O seu pai dizia que era uma “coisa” no olho, mas a sua mãe admitia o choro. Na verdade para eles era difícil deixar a sua terra Natal mas tinham de pensar no futuro da filha e viver sem ela era um cenário assustador.
Era Janeiro e quando chegaram a menina viu pela pequena janela partículas brancas a cair do céu. O que seria aquilo? Era tão misterioso! Era algo de outro mundo. Rita, a mãe de Mariana, viu a filha a olhar fixamente para a janela. Perguntou-lhe o que se passava.
- Eu nunca vi nada assim. O que é isto mãe?
- Filha, isto é neve. Como está muito frio a água cai sob a forma de neve.
- É a coisa mais bonita que eu já vi em toda a minha vida. Parecem diamantes a cair do céu.
Mariana nunca mais esqueceu aquele dia. O dia onde sentiu algo diferente. Para algumas crianças ver neve pode ser uma coisa normalíssima mas para esta menina foi uma experiência de vida.

Margarida Costa Pereira, O Ciclista

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Neve em Portugal

Dada a situação geográfica de Portugal Continental, a queda de neve é um fenómeno que se regista, na grande maioria dos anos, apenas nas áreas de maior altitude.
A primeira queda de neve, deste ano, nas terras mais altas das regiões norte e centro do continente ocorreu entre os dias 15 e 16 do mês de janeiro. Assim, no dia 16 de janeiro os habitantes das serras do Gerês, Alvão, Marão, Montemuro e Estrela acordaram com um belo manto de neve.
A passagem de uma superfície frontal fria por estas regiões permitiu que este fenómeno se verificasse na madrugada do dia 15, devido a fenómenos convectivos no ar pós-frontal.
De modo a engrandecer este fenómeno, a Federação Internacional de Esqui (FIS) instituiu o Dia Mundial da Neve a 22 de janeiro que, pela primeira vez, se celebrou em estâncias de esqui de 39 países. A celebração deste dia pretende despertar as crianças para as modalidades desportivas de inverno.
O presidente da FIS, Gian-Franco Kasper, acredita que este será um dos mais importantes dias para a FIS: “Queremos lembrar que os desportos de inverno são para todos, e o facto de muitos países já aceitaram participar no evento é uma grande notícia. Esperamos que o entusiasmo incentive as crianças a irem, muitas das vezes pela primeira vez, à neve. Desejamos que o evento contribua para a criação de uma nova geração de fãs da neve.”
Este dia foi comemorado em Portugal, no palco natural da segunda serra mais alta do país, a Serra da Estrela, e permitiu a dez crianças, de uma instituição, o contacto com os desportos praticados na neve.

A Equipa d´O Ciclista

N.B. Imagem retirada do "Jornal da Tarde, RTP".