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terça-feira, 21 de maio de 2019

As aparências iludem


Num sábado igual a todos os outros, Filipa decidiu ir para o parque da sua aldeia, para onde costumava ir todos os fins de semana. Na verdade, Filipa sempre gostou muito daquele parque, pois foi nele que ainda criança vivera momentos marcantes tanto com a família como com os seus amigos.
Nessa tarde, ela encontrava-se sentada na sombra de um carvalho muito grande, a ouvir umas músicas que o seu melhor amigo lhe tinha recomendado no dia anterior. Naquele preciso momento, um rapaz aproximou-se dela. Mas, como sua primeira impressão, ele parecia ser um rapaz mal-humorado e antipático. Ambos olharam discretamente um para outro, sem dizer nada até que Filipa decidiu ir cumprimentá-lo. No entanto, ele ignorou o “olá” da jovem.
  Ela, então, decidiu ir-se embora, pois não tinha gostado da atitude daquele rapaz. Decidiu, naquele momento, ir por um caminho de terra batida e sombrio, onde existia uma ponte de madeira, a qual não era aconselhada passar, visto que a qualquer momento poderia cair. Ela, muito revoltada com o que se tinha passado, começou a subir a ponte. Entretanto, no local onde a Filipa se encontrava, partiu-se de repente uma das tábuas. Ela ficou, então, suspensa, sentindo-se segura apenas pelas tábuas que se encontravam ao seu lado. Aflita como estava, começou a gritar por ajuda. O rapaz, que ainda se encontrava no mesmo local, correu a ajudá-la, segurou-lhe nas mãos e puxou-a para cima. Ela, já a salvo, agradeceu-lhe pelo seu ato prestável e bondoso. Ele, por sua vez, sorriu e disse-lhe que, sempre que ela precisasse, era só gritar que ele iria rapidamente ao seu encontro para a auxiliar.
  Filipa, comovida com o gesto simpático do jovem, apercebeu-se assim que ela não o deveria ter julgado sem antes o conhecer, pois ele parecia ser um rapaz com sentimentos obscuros, quando, na verdade, era um rapaz bondoso, só não gostava era de interagir com desconhecidos.
Daniela Santos, n.º 9, 9.º F



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