Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

“História sem Palavras”


Nas aulas de Português de 9º ano, já no presente ano letivo, os alunos leram e analisaram duas crónicas de dois célebres cronistas portugueses: Maria Judite de Carvalho (infelizmente já falecida) e António Lobo Antunes.
Com a crónica de Maria Judite de Carvalho, intitulada “História sem Palavras”, os discentes constataram que o alvo de crítica subjacente ao texto é a modernidade, o progresso tecnológico que veio alterar as antigas formas de comunicação entre as pessoas. António Lobo Antunes, por sua vez, para criar a sua crónica, baseou-se na existência dos semáforos, pelos quais sente uma grande aversão, fazendo assim referência aos problemas quotidianos por eles causados.
Sendo a crónica um texto que se refere a factos do quotidiano, apresentando a perspetiva crítica do cronista face ao assunto tratado, foi assim pedido aos alunos do 9º A e C da Escola Básica nº 2 de Vilarinho e do 9º E da Escola Básica e Secundária de Anadia que partissem dum acontecimento do dia a dia e criassem a sua crónica. Houve alunos, porém, que optaram pela criação de um texto de opinião.
São, então, alguns desses textos que O Ciclista decidiu publicar a partir de hoje.
Sara Castela, O Ciclista
A comun

icação entre os adolescentes
Hoje em dia os adolescentes só escrevem mensagens tanto no telemóvel, como em redes sociais. E o mais preocupante é que, para além disso, a maioria deles não escreve as palavras corretas, na medida em que utilizam abreviaturas. É mais simples, mas menos correto, na minha opinião.
Adotam assim este tipo de escrita não só para poupar tempo, mas também por ser uma “linguagem em código”, isto é, procuram não escrever a palavra completa, e sim algumas das suas letras, para os pais ou algum adulto responsável não entenderem partes ou palavras das suas mensagens, pensando então que eles, os adultos, não irão perceber o que está a ser escrito porque é uma linguagem, a seu ver, “avançada”.
Falava da escrita, mas as conversas feitas pessoalmente não são melhores. Vejamos! Os adolescentes utilizam alcunhas muito impróprias. Não é como noutros tempos em que uma alcunha correspondia a um diminutivo ou a algo do género do nome. Agora são alcunhas completamente paralelas ao nome do colega ou amigo, mas num tom depreciativo. Por outro lado, também existem os palavrões ou asneiras, que são palavras que mostram alguma falta de respeito e de maneiras. São pois inadequadas numa conversa, e tornam uma pessoa mais agressiva e rude.
Ah! Que saudades que eu tenho do tempo em que se escreviam cartas, numa linguagem correta e afetiva e das conversas estabelecidas entre as pessoas dando primazia à clareza, à correção e à boa educação.

Marta Ferreira, nº 17, 9º E

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