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terça-feira, 29 de agosto de 2017

A viagem ao Planeta da Música



O Ciclista endereça os parabéns à aluna Inês Alves Neves, pelo 1.º lugar alcançado no género narrativo neste concurso, Ler e Aprender.
A viagem ao Planeta da Música
Era uma vez um menino chamado Ricardo. Ele era alto, loiro e estava vestido com uma camisola azul e umas calças de ganga, estava calçado com umas sapatilhas pretas e brancas e trazia uma mala castanha. Era Natal e Ricardo tinha de ajudar os avós para construir a árvore de Natal. Então foi ao sótão e viu um tubo e, como era curioso, debruçou-se tanto que caiu dentro dele. Começou a escorregar a grande velocidade, deu curvas, deslizou em parafuso, deu umas quantas cambalhotas, escorregou de frente, de cabeça e de costas. Aquele tubo parecia não ter fim.
De repente saiu disparado do tubo e foi cair num terreno de relva fofa. Ainda meio atordoado com tantas voltas, Ricardo nem reparou nas três personagens estranhas que estavam à sua frente.
- Então, amigo? Queres que te traga uma almofada para dormires um bocado? - disseram os três a rir.
Ricardo, assustado, deu um pinote para trás e gritou:
_ Não me façam mal! Eu não sei onde estou, mas venho em paz!
_ Calma, miúdo! _ adiantou o mais gordinho.
- Eu digo-te onde estás. Estás no Planeta da Música e podes ficar tranquilo, porque aqui somos todos pacíficos. - rematou com um ar muito amistoso e simpático. -  O meu nome é Dó, uma nota ao teu dispor.
- E eu sou o Mi!  - apresentou-se a personagem ao lado com uma voz fininha. - Vamos levar-te a conhecer todos os cantos do nosso planeta.
- E eu sou o Sol! - falou por fim a terceira personagem. - Quando nos juntamos é sempre uma grande alegria. Ninguém consegue ficar triste quando estamos por perto.
Ainda com algum receio, Ricardo achou que se devia apresentar:
_ O meu nome é Ricardo, eu vivo na aldeia com …
Não o deixaram terminar, puxando-o pelo braço
- Então anda daí conhecer o Planeta da Música, Ricardo.
Seguiram aos saltos por uma estrada com cinco riscas. Pelo caminho, brincaram, dançaram e foram animando todos os que por ali passavam. Estavam mesmo contentes.
Pararam em frente a um grande palácio com um estilo muito clássico, todo pintado de branco e com janelas pretas.
- Queremos que conheças o D. Piano. Ele é uma figura muito importante e muito respeitada.
Eles foram recebidos por um mordomo que os guiou por um grande corredor, passando por salas todas doiradas até chegarem a um grande salão. Lá estava um grande piano muito elegante e solene. À sua volta estavam outros mais pequenos. Muito educado, o D. Piano apresentou a sua família.
- Muito prazer, Ricardo! Tenho gosto que tenhas vindo visitar o nosso planeta. Apresento-te o meu filho mais velho, o Piano de Meia Cauda, o mais novo, Infante Pianinho e o meu pai, D. Cravo.
Estiveram um bom bocado a conversar com o Ricardo sobre o Planeta da Música e sobre uma festa que iriam preparar. Era uma família encantadora.
- Vamos aproveitar e vamos ao Solar das Cordas, é mesmo aqui ao lado.
A porta do solar era muito bonita. Juntaram-se lá o Dó e o Mi. O Ricardo sentiu uma certa melancolia e saudade da aldeia. Ele não percebia porquê, mas sentia um aperto no coração e até deixou escapar uma lágrima.
O Violino, que era o mais atrevido e falador, apresentou-se:
- Do maior para o mais pequeno, apresento-te: O Contrabaixo, o Violoncelo, e a Viola, a minha irmã gémea, mais gordinha e com a voz mais grossa.
Contaram muitas histórias ao Ricardo. Ele estava a adorar ouvir, mas eram muito melancólicas e tristes.
E o Lá anunciou:
- Vamos ao pavilhão do rock.
O Ricardo é fã das bandas de rock e gostava de ouvi-las no seu mp3. Tropeçou num molho de cabos e levou um raspanete do Baixo elétrico.
Para descontrair, foram todos até ao café do Jazz. O Ricardo sentou-se com o Dó, o Mi, o Sol e o Si.  A eles juntaram-se o Saxofone e o Trombone.
Ali o ambiente era muito calmo. Conversaram satisfeitos e sabiam ouvir-se uns aos outros. Passavam tranquilamente de um para outro assunto.
Ricardo encontrou a Tenda da Batucada. Conheceu instrumentos de todos os cantos do mundo. Alguns faziam sons que pareciam a água da chuva, outros o piar dos pássaros e outros eram metálicos. As congas ensinaram o Ricardo a fazer ritmos e sons produzidos com o seu próprio corpo. Dançava e saltava e foi um desses saltinhos para trás que o fez desequilibrar e cair no tubo. Então saiu disparado e aconchegou-se no sofá, a ler o livro que o Pai Natal lhe tinha dado.
 Afinal tinha vivido a história daquele livro, no Planeta da Música.  
Inês Alves Neves, n.º 10, 6.º B
Escola Básica e Secundária de Anadia
Professora de Português - Maria Isabel de Noronha Góis

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