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domingo, 21 de junho de 2015

“Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente



Numa das aulas de Português, aos alunos do nono ano, turma E, foi-lhes colocada a seguinte questão: o “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente manter-se-á atual nos nossos dias?
Eis, então, três textos que O Ciclista decidiu divulgar-vos, a fim de mostrar o ponto de vista das discentes que refletiram sobre a proposta de escrita apresentada.
Sara Castela, Professora Português / O Ciclista


 Já passaram cinco séculos, mas a obra " Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, um grande dramaturgo português, continua a ser representada nas salas de teatro, levando o espetador a "cair para o lado" de tanto riso e continua a ser estudada pelos alunos de muitas  escolas portuguesas, num ambiente de sala de aula aprazível.
 O que será, então, que faz com que esta obra, escrita no ano de 1517, se mantenha atual nos dias de hoje? 
 Na minha opinião, a intemporalidade desta obra deve-se, em primeiro lugar, ao facto de que o julgamento das almas humanas não nos é desconhecido, ou seja, muitos de nós ainda acreditam na existência do Paraíso bem como do Inferno, já que ninguém sabe o que acontece às almas humanas após a morte. Em segundo lugar, nos dias de hoje, continua a haver pessoas que são pecadoras. Creio assim que muitos dos pecados cometidos pelas personagens-tipo da peça continuam a ser cometidos na atualidade e que, de facto, essas mesmas pessoas acham que mesmo assim merecem alguma recompensa após à morte. No caso do auto, as personagens-tipo achavam convictamente que mereciam o Paraíso, apesar da vida pecaminosa que tinham levado na terra.
Para finalizar, não posso deixar de fazer referência aos vários tipos de cómico que, do meu ponto de vista, dão vida à obra para além de transmitirem uma moral. Ora, nos nossos dias, temos vários humoristas que, para fazerem as suas críticas, também recorrem à ironia e ao cómico e assim vão pondo a descoberto os erros cometidos por muitas figuras da sociedade portuguesa.
Em síntese, o texto dramático de Gil Vicente, o "Auto da Barca do Inferno", teve imenso sucesso no tempo em que foi criada, continua a tê-lo nos dias de hoje e, decerto, continuará a tê-lo nos próximos anos.
Anastasiya Grachova, nº 4, 9º E
Nota:
Imagem da Internet. 

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