Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante e Matilde Santos

Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

segunda-feira, 17 de junho de 2013

“O tesouro ainda lá está, na Mata de Roquelanes” - O tesouro da mata de Roquelanes


O tesouro da mata de Roquelanes


  Passado algumas semanas, dois amigos de Rui aperceberam-se que ele e os irmãos já não apareciam há algum tempo. Então esses dois amigos, o Pedro que era baixo, com bigode preto e tão ambicioso como o Rui do conto de Eça de Queirós e o outro chamado João que era gordo, arrogante e com muito mau aspeto, foram à procura do seu amigo e dos irmãos. Percorreram Medranhos todo até que se lembraram de que os três irmãos costumavam ir à mata de Roquelanes, à procura de tortulhos, e decidiram ir lá procurar os três irmãos. Quando estavam a dirigir-se à mata de Roquelandes depararam-se com a égua de Rui e fizeram uma busca ao local, até que encontraram Rui já morto, no chão e, ao lado, uma garrafa de vinho. Pela cor da sua face, via-se que Rui já estava morto há algum tempo. Um pouco mais à frente, encontraram o cadáver dos outros dois irmãos mortos por uma facada. Pedro e João puseram a hipótese de alguém os ter matado, mas como parecia que Rui não tinha sido morto à luta, ficaram mais preocupados. Tentaram ver se havia algum vestígio de um combate dos mouros contra eles, mas não encontraram nada. Até que olharam mais uma vez para o cadáver de Rui e viram algo a reluzir no seu bolso. Os dois amigos aproximaram-se e um deles meteu a mão no bolso e tirou três chaves. Ficaram intrigados, pois não sabiam para que seriam as chaves e foram tentar descobrir outras pistas sobre a morte trágica dos irmãos, quando de repente se depararam com um baú que estava no meio de uma rocha escavada. Ficaram os dois radiantes ao ver tal coisa e foram rapidamente até junto dele. Abriram-no com muito cuidado e ânsia, deparando-se com milhares de dobrões de ouro. Imaginaram de imediato o que teria acontecido com os três irmãos, sendo provavelmente a causa da morte a ambição e a desconfiança por parte dos três.
   Os dois amigos pensaram o que iriam fazer com tanto dinheiro e, ao contrário dos irmãos, entre Pedro e João não havia qualquer desconfiança, cada um pegou num bolso cheio de dobrões e levou-o para Medranhos, deixando o resto do tesouro no mesmo sítio.
  No dia seguinte, quando João foi ver se o tesouro se encontrava no mesmo lugar, descobriu que o lugar estava vazio. Procurou por muito tempo nas redondezas e nada encontrou! Dirigiu-se, então, a casa de Pedro para lhe contar o que se passara, mas esse não se encontrava lá. Já muito cansado e desiludido, foi ao café beber algo e o empregado perguntou:
  -Está tudo bem contigo?
  - Não se passa nada! Só quero saber se por acaso alguém viu o Pedro?
  O empregado rapidamente disse:
 - Ele partiu para muito longe, já há algum tempo.
  João, muito aborrecido, dirigiu-se a casa, ficando assim danado com Pedro pela atitude tão inesperada e desagradável que o amigo teve para com ele, querendo ficar com todo o tesouro para si e sua família.
  Afinal, a ambição falou mais alto que a amizade.


Manuel Garruço, nº 15, 8º F

Sem comentários:

Enviar um comentário