Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Professoras: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante, Matilde Santos e Sofia Pedrosa

Alunos: Daniel Almeida, Henrique Ferreira, João Rocha e Tomás Antunes

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

sábado, 15 de junho de 2013

“O tesouro ainda lá está, na Mata de Roquelanes” - O reencontro do tesouro


Após a análise do conto “O Tesouro” do nosso célebre escritor Eça de Queirós, foi pedido aos alunos do oitavo ano, turma F, que imaginassem a continuação do conto com novas personagens, na medida em que este termina com a expressão: “O tesouro ainda lá está, na Mata de Roquelanes”.
“O Ciclista” irá assim dar-vos a conhecer um pouco o resultado desta proposta de escrita.

Sara Castela, Professora de Língua Portuguesa e O Ciclista


O reencontro do tesouro

Passou já algum tempo depois da história dos três irmãos, Rui, Guanes e Rostabal, com um final doloroso e secreto, pelo facto de ninguém saber o que se passara com eles e com o tesouro, por não ter sido esta história divulgada.
Sendo assim, aqui vos deixo com uma pequena história criada por mim, partindo da célebre frase: “O tesouro ainda lá está, na mata de Roquelanes.”
Certo dia, três rapazes amigos, o Filipe, o Álvaro e o António, jogavam à bola num terreno de terra batida, que tinha sido desflorestado há pouco tempo, perto da mata de Roquelanes. Durante a jogada, a bola foi parar perto de umas rochas. Filipe, como corajoso que era, decidiu ir buscá-la, mas tropeçou e caiu. Os amigos vieram-no logo socorrer e ao tentar ver onde ele tinha tropeçado, repararam num grande cofre de ferro entre duas rochas. Os três amigos ficaram radiantes, ao verem aquela quantidade de ouro à sua frente e, por segundos, começaram a imaginar o que poderiam fazer com tudo aquilo, mas voltaram à realidade e só queriam tirá-lo daquele lugar para o levarem.
O António gabava-se ser o mais forte e se conseguisse tirar dali o tesouro, ele ficaria com a maior parte em relação aos outros. Então, ele tentou mil maneiras mas o cofre, na verdade, era muito pesado e grande. Filipe, por sua vez, só se preocupara em levar toda a sua parte nos seus grandes bolsos do casaco, das calças, onde coubesse, sem se preocupar com o que poderia acontecer a seguir, até que os amigos o avisaram de que aquela não era a melhor maneira de levar consigo o tesouro, pois poderiam assaltá-lo. Álvaro era o mais alto dos três e o mais velho. Ele aproximou-se do tesouro, tapou o cofre e propôs que fossem cada um para sua casa avisar os pais de que tinham encontrado um cofre e que precisavam de ajuda para o retirar de entre as rochas. Os jovens aceitaram a proposta, mas esqueceram-se que normalmente o Álvaro fazia sempre más escolhas em todas as situações e que nunca pensava antes de agir, apesar de eles todos o estarem a fazer naquele momento. Então, foram cada um para sua casa como o proposto e contaram aos pais. Eles não acreditaram, porque não era algo comum de encontrar e visto que tinham sido crianças a fazê-lo, o habitual era poderem estar na brincadeira. Como tal, para provarem que não estavam a brincar, os filhos disseram-lhes para irem com eles no dia seguinte à mata de Roquelanes, onde tinham encontrado o cofre.
Ora, no dia seguinte, lá foram eles e era realmente verdade o que os três jovens diziam, para espanto dos pais.
A emoção era tanta que começaram a espalhar a notícia e, sendo assim, já andava de boca em boca: “ O Filipe, o António e o Álvaro encontraram um tesouro!”. Então, iam surgindo propostas de pessoas a oferecerem-se para ajudar a retirar o tesouro da mata, e a cada pessoa que quisesse ajudar os três amigos ofereciam 10 dobrões de ouro. Com essa oferta, as pessoas ficavam ainda mais interessadas em ajudar. Porém, passavam-se dias e dias, e o tesouro continuava no mesmo sítio. A única coisa que se mexia era o ouro a desaparecer aos poucos e os três jovenzinhos não conseguiam guardar nem esconder o tesouro, estando ele no mesmo sítio, onde já muita gente o tinha visto.
A cada dia que passava, uma terça parte do cofre desaparecia. Os jovens estavam preocupados, porque não estavam a conseguir segurar todo aquele dinheiro dentro do cofre. Até que chegou um dia em que eles repararam que dentro do cofre só estavam 20 dobrões de ouro. Ficaram pois angustiadíssimos. Como era possível o ouro ter desaparecido tão depressa?!
No fundo do cofre de ferro, estava escrito algo ilegível, acompanhado por uma gravura antiga. Intrigados, retiraram o restante ouro e limparam o fundo do cofre e leram a seguinte frase: “ O mais importante é o interior". Eles assim perceberam que o mais importante era o que estava dentro do cofre e não o exterior, e não havia interesse nenhum em retirar o cofre do sítio, porque é sempre no interior que está a riqueza. Neste caso, o interior do ser humano que deverá saber cultivar a honestidade. Também se aperceberam que antes de agir deveriam ter sido mais prudentes e pensado melhor no que deveriam ter feito.

Sofia Ferreira, nº 23, 8º F

Sem comentários:

Enviar um comentário