Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Nas vésperas dos 70 anos da UNESCO – 1945




Celebremos o Património Mundial Português
Mosteiro de Santa Maria da Vitória
- Mosteiro da Batalha -

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também designado Mosteiro da Batalha resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória na batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385 contra os espanhóis, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.
As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção. Por demorar tanto tempo o Mosteiro apresenta vários estilos arquitetónicos, sendo predominante o gótico. No entanto apresenta já alguns aspetos do estilo manuelino. Vários acrescentos foram introduzidos ao projeto inicial, resultando num vasto mosteiro que apresenta como partes essenciais: uma igreja, dois claustros, dois panteões reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas.
D. João I doou-o à ordem de S. Domingos. Nele se encontram os túmulos de D. João I, D. Filipa de Lencastre e dos filhos de ambos, bem como os de D. Duarte e de D. Leonor.
O Mosteiro esteve na posse dos dominicanos até à extinção das ordens religiosas em 1834. Hoje está na dependência do IGESPAR, assumindo-se como um espaço cultural, turístico e devocional.
Monumento nacional, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.
 Sabe-se que o mosteiro não foi construído no local onde se deu a batalha, encontra-se num vale onde, a abundância de água, era um elemento fundamental para a vida dos religiosos dominicanos que o habitariam.
Ligado a este Mosteiro está a lenda da abóbada do Mosteiro, que deve ser recordada:
Estávamos em 6 de Janeiro de 1401, e o povo deslocava-se ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória, para assistir ao Auto de Celebração dos Reis que teria a presença de D. João I. O Mosteiro, nesta altura ainda não se encontrava concluído, e o seu autor era o arquiteto Afonso Domingues, cuja idade avançada e cegueira tinham levado o rei a afastá-lo da grande obra. A sua conclusão tinha passado para as mãos de um irlandês, o mestre Huguet, mas Afonso Domingues não se conformava com o facto de o rei lhe ter retirado a direção daquela obra de arte.
D. João I vinha desejoso de visitar a Casa do Capítulo do Mosteiro que o mestre Huguet tinha recentemente concluído, seguindo o traçado do projeto de Afonso Domingues à exceção da abóbada que cobria a dita sala. Na opinião do mestre irlandês, seria impossível concretizar a abóbada imaginada por Afonso Domingues por esta ser muito achatada e, sem consultar o mestre português, decidiu concluí-la de outra forma. Como D. João I tinha chegado atrasado, o Auto dos Reis celebrou-se na igreja, deixando a visita da Casa do Capítulo para o dia seguinte. E em boa hora o fez.
Estava no Capítulo o irlandês Huguet, elogiando a construção da sua abóbada face à do mestre português, quando reparou com horror nas fendas que se abriam na abóbada e que ameaçavam a sua queda. Huguet correu para igreja como um possesso, dizendo, que o mestre Afonso Domingues lhe tinha enfeitiçado o trabalho. Huguet caiu desmaiado ao mesmo tempo que um tremendo estrondo anunciava a queda da abóbada da contígua Casa do Capítulo, apenas 24 horas depois de ter sido concluída. El-Rei D. João I chamou então Afonso Domingues à sua presença e nomeou-o novamente mestre das obras do mosteiro, pondo o irlandês sob as suas ordens. A construção da abóbada foi então retomada, agora seguindo o seu primitivo traçado.
Chegou assim o grande dia em que foram retiradas as traves que sustentavam a abóbada. Apenas foi deixada no centro da sala uma pedra onde ficou sentado Afonso Domingues, que prometeu a Cristo que ali ficaria três dias sem comer e beber para provar qua a abóbada não cairia. A abóbada não caiu e o velho mestre ficou sentado naquela pedra cumprindo o voto que tinha feito a Cristo. Ao fim do terceiro dia, El-Rei recebeu a triste notícia de que o grande arquiteto português tinha morrido e antes dissera as seguintes palavras "A abóbada não caiu… a abóbada não cairá!". Da pedra sobre a qual Afonso Domingues acabou os seus dias foi esculpida uma escultura em sua memória, que foi colocada na Casa do Capítulo, honrando assim um dos maiores mestres arquitetos de todos os tempos.

Trabalho elaborado pelas alunas
Ana Lúcia Amaral (9ºE)
Ana Luísa Santos (9ºE)
Revisão da profª. Teresa C.

Sem comentários:

Enviar um comentário