Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Alunas: Adriana Matos, Ana Neta, Beatriz Agante e Matilde Santos

Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Concorrente ao Género Narrativo - Um rapto misterioso - conclusão!

Parte II
- Por favor Raquel fala mais baixo tenho a cabeça a explodir e sinto que não vou aguentar muito mais.
- Desculpa. Temos de te arranjar algo para parar a hemorragia. Duarte procura ai algum retalho de tecido.
Depois de o Duarte me cobrir a cabeça gentilmente apareceu um homem. Era mesmo que nos tinha perseguido e nos tinha apanhado.
- Espero que as meninas e o menino não enjoem com o movimento do barco. Porque vão estar aqui mais algum tempinho seus marotos. Já liguei aos papás, se eles fizerem o que eu mando amanhã já vão embora. – o homem podia estar a falar de uma coisa que podia ser bom para ele, mas sentia que tinha um olhar triste nos olhos um olhar de solidão.
- Porque nos fez isto? Você vai apodrecer na prisão sabe. Os meus pais têm contactos e facilmente o metem lá dentro.
- Primeiro vai lá com calma rapazinho. Segundo era para perguntar se a amiguinha está melhor da lesão na cabeça. Eu não queria bater com tanta força.
- Sim, eu estou melhor. - estava receosa pois não sabia as intenções do homem.
- Bem para passarmos o tempo vamos fazer um jogo. Cada um escreve num papel o que acham que são as minhas intenções. Eu aqui para vocês sou o pirata mau mas na verdade posso ser outra coisa qualquer sem ser rude.
Em cada pedaço de papel de caderno rasgado estava uma intenção:
Duarte - “Quer nomear-se capitão e esta é a sua maneira de o fazer”
Eu - “Quer arranjar mais capangas e pagar-lhes com o dinheiro dos nossos pais”
Raquel – “Não é ninguém na vida e quer vingar-se nos bem sucedidos”
Homem – “Quero comprar um dente de ouro para não ser gozado pelos outros piratas.”
  Íamos trocando os bilhetes e todos ficámos estupefactos. Como era possível.
  - Desculpem lá mas toda a minha vida toda a gente gozou comigo. Estar sozinho no mar era a única coisa que me fazia feliz. Peço desculpa por vos ter magoado mas eu precisava de dinheiro que vocês têm para a minha vida se tornar melhor.
  - A sério que você nos raptou para ficar com o dinheiro do resgate. Não era mais fácil pedir dinheiro ao banco ir ao facebook procurar a página de algum dentista que o pudesse ajudar. – eu adoro a Raquel mas sem dúvida que ela por vezes é insensível.
  - Bem se você nos ir embora nós fazemos um acordo com os nossos pais, damos-lhe o dinheiro e não fazemos queixa na polícia.
  - Obrigada.
  Depois saímos do barco e fomos diretos ao hospital. O Duarte trouxe-me ao colo pois perdi os sentidos a meio do caminho. Quando acordei estava numa cama de hospital com o Duarte ao meu lado a dar-me a mão.
  - A Raquel? – Perguntei eu atordoada.
  - Ela foi para casa tomar um banho e descansar. Os teus pais estão a caminho. O médico disse que estás bem mas precisas de descansar. Não tens nenhum tipo de traumatismo.
  - Mas tu. Ainda não foste a casa descansar, deves estar de rastos.
 - Eu nunca seria capaz de te deixar aqui sozinha. As princesas precisam dos criados para se sentirem bem.
  - Tu não és meu criado és mais que isso, muito mais significas muito para mim.
  - Tu também. A verdade é que sinto que és mais que uma simples amiga. Gostaria que déssemos o próximo passo.
  - Eu também. – naquele momento o Duarte esticou-se e beijou-se todo o corpo tremeu e senti que algo brilhava dentro de mim. Algo de seu nome amor.
  Ficámos a olhar um para o outro. Quando os meus pais chegaram o Duarte foi-se embora. O Duarte á porta mandou-me um beijo.
  Bem depois de tudo explicámos aos nossos pais. Dissemos que tínhamos ido dormir a casa de uma amiga e que eu tinha caído e batido com a cabeça. A verdade é que o pirata mentiu-nos e ainda não tinha ligado aos nossos pais quando nos falou. Depois de muitas lavagens de carros angariámos o dinheiro para o homem.
  Depois desta aventura eu e o Duarte estamos a partilhar o resto do verão lado a lado como namorados. Bem à possibilidades ele se mudar para o meu liceu para ficarmos juntos. Por enquanto está tudo bem e isso é que interessa.
 
Margarida Costa Pereira, nº 13, 8º B
Escola Básica nº 2 de Anadia
Concurso Ler & Aprender

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