
A partir desse dia, enquanto os raios de sol penetravam nas profundas
águas do mar, lá estava ele cantando como um verdadeiro som de piano, para
desespero dos outros peixes, tais como a velha raia, os sorridentes pargos, as
vizinhas potas e os lindos golfinhos que julgavam que só eles sabiam cantar.
Até a maior, a rainha dos mares, a grande baleia, desesperava. Só mesmo os
lindos corais o aplaudiam. Os seus pais também o encorajavam dizendo “Filho, a
esperança é a última a morrer… Luta pelo teu sonho!”.
Até que um dia, uma orca que fazia a travessia com a sua cria, ouviu ao
longe o som da sua voz. Gostou muito da forma como o polvo cantarolava, pois também
a sua cria já tentava cantar. A orca falou com a sua cria Nandy, para saber se
ela queria cantar com o pequeno Ruby. Nandy ficou logo entusiasmada com a ideia.
Desceram os dois bem lá no fundo do mar e seguiram o som. O pequeno Ruby ao ver
tais visitantes, de tão grande tamanho, ficou assustado mas não tardou a
perguntar:

O pequeno Ruby abriu muito os olhos e pensou “será que estou a sonhar?”
e insistiu:.
– Vocês estão a gozar comigo ou a falar a sério?
– Isto é um assunto muito sério! Podemos já programar um ensaio.
– Então vamos lá tentar… acho que nós ainda vamos ser famosos. Estou tão
feliz!
E foi assim que começou um dueto de sucesso “Ruby e Nandy”. Ainda hoje as
suas belas vozes entoam por todos os mares.
Débora Maria Oliveira Silva, n.º 4, 5º E
Escola Básica nº 2 de Anadia
Sem comentários:
Enviar um comentário