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domingo, 25 de agosto de 2013

Concorrente ao Género Narrativo - Um rapto misterioso



Parte I
- Mãe, tenho de sair, adeus!
- Onde vais Joana?
- Vou até à praia combinei com a Raquel no café dos pais dela, mas agora tenho mesmo de ir, estou atrasada! Não almoço em casa. - disse eu num tom apressado a acabar de apertar os ténis.
  Ia eu num passo acelarado quando fui contra algo. A minha carteira caiu no chão e aprecei-me  a apanhar tudo o que nela estava guardado. Quando olhei para a frente estava o rapaz mais giro de sempre. Parecia um sonho. Era moreno, alto e de olhos azuis.
  - Desculpa! - sussurrei eu envergonhada.
  - Não a culpa é minha ia tão apressado que nem reparei nesta linda menina. Estás magoada?
  - Não. Não é preciso preocupares-te.
  - Com tanta coisa nem me apresentei. O meu nome é Duarte. Ia agora para o bar da praia tenho de ir ter com uma pessoa.
  - Eu também estava a ir para lá vou ter com uma amiga. Podemos ir juntos. A propósito o meu nome é Joana.
  - Sim claro. Será uma honra acompanhar-te.
  Enquanto caminhávamos fomos falando.
  - Bem eu nunca te tinha visto por aqui. És novo? – perguntei eu ainda constrangida.
  - Não aliás não vou estar aqui muito tempo. Estou com uns familiares. Sou aluno na escola da marinha e em breve parto novamente para o mar alto.
  - Mar, eu adoro mar. Não gozes mas toda a minha vida eu quis ser capitã. Quando tinha 7 anos obriguei a minha mãe a comprar-me roupas de marinheiro e um leme. Usava sempre essas roupas. Até o chapéu e o lenço eu tinha. Só faltava a perna de pau. Toda a minha vida li poemas de Camões, biografias de navegadores.
  - Bem já posso dizer que temos coisas em comum. Eu fiz exatamente o mesmo com a minha mãe. Bem a minha prima está ali.
  - Mas essa é a amiga com quem eu vinha ter.
  Chegados os dois ao café “Doce do mar” foi a vez de Raquel falar.
  - Vejo que já se conheceram por isso despende-se apresentações. Joana espero que não te importes que o Duarte fique connosco mas ele é um familiar e não ia deixá-lo sozinho em casa.
  - Raquel chegas aqui à parte um bocadinho? - perguntei eu. Não sei o que se passava desde que tinha visto o Duarte ainda não tinha perdido a vergonha.
  - Nunca me tinhas contado que tinhas um primo assim.
  -Vá lá Joana não fales assim ele é família.
  -Eu sei, mas diz lá que se ele não fosse “família” te importavas se ele fosse teu namorado. Ele é giro e cavalheiro. Já há poucos assim.
  -Até tens razão. Mas cala-te e comporta-te.
  -Sim, senhora capitã. – disse eu a imitar o gesto militar.
  De seguida fomos as duas para a mesa. O Duarte já tinha pedido 3 coca-colas e três pizas pequenas.
  -Bem, como vocês estavam a conversar e eu não quis interromper já fiz o pedido. Espero que vocês gostem do que eu pedi.
  -Olhem o empregado já vem ali com os pedidos. Estou esfomeada. Hoje ainda só bebi um copo de leite á presa. - afirmou a Raquel enquanto esfregava a barriga.
  De repente tive uma estranha sensação. Sentia que naquele momento alguém nos estava a observar e toda a minha pele estava arrepiada. Este pressentimento não passou despercebido e a Raquel fez questão de perguntar-me o que se passava.
  - Não sentes algo de estranho. Parece que alguém nos está a observar. - olhei em volta e reparei que um senhor de aparência suja e de meia idade. Estava vestido com uma gabardina bege e um chapéu preto.
  - Joana, se tu preferires vamos para outro lado. Não quero que te sintas perturbada. Eu só vou avisar os meus pais lá dentro e já volto.
  Estava a ficar com arrepios e o Duarte pôs-me o braço dele sobre os meus ombros e sorriu dizendo:
  - Tem calma. Não se passa nada.
  Mesmo depois daquelas palavras não me sentia confortada. Mal a Raquel nós levantámo-nos para ir para casa dela. Ao andar na rua reparei que o estranho homem que estava no café estava a trás de nós. Quando entrámos no beco que dava para a casa da Raquel sentia uma forte pancada na cabeça e cai no chão desmaiada.
Lembro-me de acordar numa divisão e sentir-me a mexer. O Duarte estava ao meu lado com a Raquel a tentarem acordar-me. Senti uma enorme dor de cabeça e quando toquei nesta a minha mão encheu-se de sangue.
- Joana, estás bem. Pensava-mos que não ias acordar mais. Tu tinhas razão. O homem que estava no café segui-nos. A ti bateu-te com um bastão. Quando eu e o Duarte nos viramos o homem acertou-nos com um gás que nos fez adormecer. Já é de noite os nossos pais devem estar preocupados.

continua...

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