Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

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sábado, 24 de agosto de 2013

Concorrente ao Género Narrativo - O barco desaparecido

Há alguns dias, um rapaz com doze, treze anos, chamado João, estava sentado numa pedra, saliente em relação às outras todas, daquele longo paredão. Estar ali sentado a olhar para o horizonte, transmitia-lhe uma sensação de calma, tranquilidade interior e um relaxamento da mente que o confortava. Enquanto olhava para o horizonte vendo barcos a chegar e a partir lembrou-se da história dos marinheiros que tinham desaparecido no barco de nome “Caravela”.
Este barco tinha sido inaugurado com a famosa festa do queijo, do presunto e do vinho, dois anos antes. O rapaz estava tão envolvido nos seus pensamentos que nem reparou que o seu amigo Daniel chegara e se sentara perto dele. Só deu pela presença do amigo quando levou com os salpicos de uma onda que mais pareciam uma chuva de água salgada. O sucedido provocou nele uma ação imediata: levantar-se.
Quando viu o amigo, sorriu e cumprimentou-o com o seu cumprimento secreto de grandes amigos. Depois disto, contou-lhe o que estava a pensar e o amigo recordou-se da história que contaram quando os marinheiros desapareceram. O mito ficou, pois nunca ninguém soube o que na verdade se passara.
Conta-se que no dia em que o barco “Caravela” foi inaugurado, no café onde se celebrava a festa, alguém caiu e não mais se levantou, facto que, na terra dos rapazes, significa morrer. Muitas e variadas pessoas olharam, observaram e investigaram o corpo do homem morto e, no final, chegaram à mesma conclusão: o homem tinha morrido sem causa aparente. Uns diziam que tinha sido um espírito maligno que causara a sua morte, pois não queria que aquele barco de lá saísse. Outros diziam que tinha morrido de ataque cardíaco, porque tinha os olhos fechados. No entanto, esta teoria foi criticada, visto que que ele poderia estar a dormir. Havia ainda aqueles que diziam que ele tinha morrido por causa da quantidade de álcool que tinha ingerido. De qualquer maneira nunca se soube e também nunca se saberá!
Retornando de novo à história do desaparecimento. Conta-se que os barcos só devem partir para o mar num dia de sol. Esta situação era quase uma regra naquela altura, mas não foi o que aconteceu com aquele barco. No dia da partida, o céu estava bastante nublado, houve até quem afirmasse que terá sido o dia mais nublado que alguma vez tinham visto! Mas, mesmo assim, o barco partiu.
Nas primeiras semanas, todos mandaram cartas através dos pombos-correios que cada um possuía. Mas, na sétima semana depois da partida, nunca mais ninguém soube deles. Até aos dias de hoje não deram sinal de vida e já la vão vários meses desde que a última pessoa falou deles. Como ninguém soube o que se passou, criaram-se mitos cuja verdade não se conhece, pois nada nem ninguém voltou daquela maldita viagem.
Muitas mulheres consideraram-se viúvas, mesmo não sabendo se os maridos estariam mortos ou vivos. A maioria delas não continha as lágrimas quando alguém se referia ao barco, por isso disseram que todas as pessoas que falassem ou apenas pensassem no barco desaparecido seriam seguidas e torturadas até à morte pelos espíritos daqueles que perderam (ou não) as vidas naquela viagem.
Nos dias de hoje, com a existência de satélites e detetores de grande capacidade nunca se encontrou qualquer vestígio do barco!
Depois da história que Daniel contou, os dois refletiram sobre como é que uma estrutura com aquelas dimensões poderia desaparecer “enquanto o diabo esfrega um olho”.
Seja como for, tudo indica que ninguém vai saber o que realmente se passou naquela época com aquele barco “Caravela”.

Beatriz Agante de Almeida, nº 7,7º E

Escola Básica nº 2 de Anadia

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