Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

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Alunos: André Castro, Henrique Ferreira

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Verdadeiro Amor - Texto Narrativo concorrente concurso Ler & Aprender



Uma vez, no século XVII, no centro da cidade de Veneza, vivia um pequeno ladrão chamado Francesco Vitorino. Tinha cabelos enrolados cor de avelã, olhos tão reluzentes como esmeraldas e um tom de pele moreno torrado do sol.
Francesco dedicava-se ao roubo de pequenas coisas de grandes figuras importantes, detentoras dos mais belos e luxuosos palácios de Veneza da época. Embora fosse um pequeno ladrão, Francesco Vitorino, era capaz de escapar aos mais competentes carabineiros, que mantinham a segurança em Veneza. Muitos deles levavam uma vida de corrupção, roubavam, pilhavam, incendiavam e, nalgumas das vezes, executavam pessoas inocentes, para encobrir os seus crimes.
As pequenas coisas que Francesco “apreendia” davam-lhe uma boa vida. Uns dobrões de ouro aqui, umas joias valiosas acolá, etc.
Num campo, habitava uma bela donzela chamada Flora. Era a filha mais nova de um grande senhor influente em Veneza, Milão, entre outras grandes cidades. Flora fugira de casa aos quinze anos. Agora, com vinte e um anos, ela era uma das pintoras anónimas mais talentosas e procuradas de todo o centro da Europa. Flora, tinha um “capanga” que levava as obras para os centros de artes da Alemanha, França, Bretanha, etc.
Certo dia, farto de levar uma vida de crime, Francesco, decide iniciar a sua fuga de Veneza. Ainda ponderou ir para os países nórdicos, mas demoraria demasiado tempo a reconstruir a sua vida. Com todos os carabineiros de Veneza atrás de si, Francesco, roubou uma gôndola, com aspeto de estar abandonada, e pelos canais do rio Pó iniciou a sua viagem.
Terminou a sua jornada perto do lugar onde Flora habitava. A casa de Flora era a única no meio do enorme campo, junto de um bosque nos arredores de Veneza. Francesco pediu auxílio a Flora fingindo estar gravemente doente, planeando saquear-lhe a casa, assim que ela confiasse nele:
- Abrigai-me na vossa humilde casa! - suplicou Francesco, num tom quase de gemido.
Flora tinha os olhos azuis a brilhar como as estrelas, pele de pérola e cabelo liso de ouro.
- Entrai. - respondeu ela fazendo um pequeno sorriso.
No início, Francesco apenas comia e dormia. Mas com o passar do tempo, começou a ajudar na quinta: tratava dos cavalos, dava de comer às galinhas e aos porcos, reconstruía o telhado, pintava a casa, e de vez em quando ia à vila comprar comida e outras utilidades.
Certo dia, quando Francesco foi comprar cevada e café a uma taberna encontrou um grupo de carabineiros.
Era suposto ser só um turno de vigia calmo, mas quando o Francesco se apercebeu de que eles suspeitavam de algo, regressou à quinta. Fez curvas e contra curvas para o caso de estar a ser seguido.
Assim que chegou à quinta correu para casa, onde estava Flora, a preparar o jantar.
- Que se passa? - perguntou ela curiosa ao ver o estado de nervosismo de Francesco - Estais-me a deixar preocupada!
Francesco contou o seu passado a Flora. Implorou-lhe que não o denunciasse e pediu-lhe perdão por a ter enganado. Contou-lhe a sua história e o porquê da sua vida de assaltante:
- Fiquei órfão aos nove anos quando a taberna de meus pais foi assaltada e onde eles foram mortos. Mais tarde no cortejo fúnebre descobri que um político, ou lá como ele se intitulava, mandara o saque. Apenas porque pagaram um dobrão de ouro a menos, depois de vinte anos sem uma única falha. Afinal estou apenas a fazer justiça por minhas próprias mãos!
- Flora, comovida com a história de Francesco, prometeu não o denunciar. Também emocionado, Francesco beijou Flora.
E assim passaram os anos. Francesco e Flora tiveram quatro filhos. O filho mais velho, de 9 anos, é Luigi. A segunda filha, de 5 anos, é Giovanna. Os gémeos, os mais novos, de 3 anos, são a Anouk e o Donatello. Vivem todos ainda na mesma velha quinta, onde Francesco pedira pousada a Flora.
Francesco arranjou a cavalariça e começou a fazer corridas de cavalos, ganhando enormes fortunas. Flora pintava de vez em quando mas agora dedicava-se mais à sua família.
Ainda hoje alguns dos mais famosos quadros do mundo, com nomes de outros artistas, foram produzidos por Flora.
Ema Fadiga, 8º Ano
Género Narrativo - 3º Ciclo

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