Alguma vez se interrogaram sobre a importância de
ter um pai?
Normalmente, todas as atenções são dadas à mãe. É a
mãe que faz as tarefas domésticas, que em alguns casos passa mais tempo com os
filhos, que passa a ferro, limpa, arruma e ainda trabalha no seu emprego
normal. Como tal, por vezes, a importância do pai é desvalorizada por causa da
sua ausência constante por estar a trabalhar, pelo facto de por vezes os pais
serem mais frios, não tão racionais em algumas situações como as mães. O meu
caso é exatamente assim.
O meu pai poucas horas
está em casa, sem mentir, chego a vê-lo uma hora por dia. Assim que eu saio de
manhã, ele dorme depois de um dia de cansaço e, quando eu me vou deitar, ele já
não está. Porém, luta pela minha vida, pela vida da minha mãe, por uma vida
melhor para mim. Luta, pois, de forma a garantir que eu tenha tudo o que é necessário
na vida para ser feliz. Dá-me assim as bases monetárias para uma formação
sólida. E sabem o que eu, adolescente irracional como sou por vezes, faço?
Ignoro todo o esforço do meu pai, digo que estou bem sem ele, que estou cansada
de o ouvir dizer sempre as mesmas palavras: “ Não queiras ser como eu na vida,
filha! Estuda para teres uma vida melhor que a minha”.

O que seria
eu, hoje, sem o meu pai? Resposta simples e bastante equacional: Ninguém! Não
saberia nada da vida, não teria uma personalidade como tenho, não saberia que é,
de facto, necessário um grande esforço para atingir os nossos sonhos, não
saberia andar de bicicleta, nem cozinhar.
Tenho muito orgulho no meu pai, na pessoa que ele
é, e nos objetivos que se esforça por alcançar todos os dias.
Isto é para ti, Pai:
Feliz Dia do Pai!
Ana
Patrícia
Ana Patrícia Fernandes,
O Ciclista
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