Endereço de correio eletrónico

ociclista@aeanadia.pt

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Mel

Esta não é uma história de um “Era uma vez…” ou uma história de fantasia. Esta é a história da vida de uma adolescente, história real e verdadeira. Tal como tudo, a adolescência tem os seus prós e contras e talvez haja pessoas que lhe achem uma piada de partir a rir, mas pode ser bastante dolorosa, ao contrário do que esses seres possam pensar. Será que é rir para não chorar? O certo e sabido é que são uns anos muito evolutivos e extremamente rápidos.

Vou-vos contar a história de uma rapariga chamada Melissa, mais conhecida por Mel pelos poucos que a conhecem. Uma rapariga baixa, gordinha, de uns incríveis olhos castanhos, com óculos que assentam perfeitamente no seu rosto suave, com um belo e longo cabelo claro que combinava com os seus lábios largos. Já a nível psicológico, … acho que já vão entender.

Mel tem os seus 15 anos, anos com muitos altos e baixos…. Sim, a adolescência pode ser incrível, mas pode também ser muito cruel. Apesar de ser uma rapariga de muito bom coração, doce tal e qual como o nome, são poucos os que conseguem ver isso.

Veste roupas largas, pois muitos são aqueles que julgam o seu corpo, que a maltratam por isso. Não é fácil viver com esse julgamento vindo de tudo o que é pessoa, com todos aqueles olhares de lado, todas aquelas piadas sem sentido, todos aqueles comentários desnecessários. Não, nada disto é necessário, mas as pessoas são influenciadas umas pelas outras e o mal espalha-se muito rapidamente. Então, o pensamento de Melissa é “Vou esconder este meu corpo que eu acho maravilhoso, mas que os outros não aceitam.”. Pois, ela achava o corpo maravilhoso, mas os que a rodeavam não e, apesar das opiniões dos outros serem só as suas opiniões, ela importava-se com elas, não sei bem porquê.

O seu pai tinha morrido quando ela tinha 11 anos. Lembrava-se dele todos os dias, e as saudades eram muitas…. Vivia com a mãe, que já não era a mesma desde o falecimento do seu marido. Como era só uma a trabalhar, o dinheiro não era muito e, então, Melissa fazia limpezas num pequeno mercado da sua rua. Era mais um motivo para ser alvo de crítica. “Olha a empregada da limpeza, a pobre da zona.” (era só um dos muito comentários que ouvia…)

Tudo isto é muito pesado e triste, mas ainda vai ficar pior. Mel veio a descobrir que tinha cancro do colo do útero. Teve que ser operada e fazer quimioterapia. Demorou algum tempo até voltar a estar apta a ir à escola. Quando voltou, foi um autêntico desastre. “Ai, ela agora está careca! Ahahah!” - um comentário que até a mim me dói e, felizmente, nunca passei por isso.

Tudo isto fez com que Mel sofresse muito. Não tinha amigos, era maltratada por todos, não tinha o seu pai, tinha uma doença grave, era alvo de julgamento… E o que devia doer mais é que todos estes sentimentos, esta tristeza, solidão, depressão e lágrimas estavam escondidos atrás de um sorriso, o sorriso mais falso de entre todos. Sofrer tudo isto sem ajuda de ninguém! Que linda que está a nossa sociedade, não?!

Esta história pode acabar de duas formas: pode acabar muito bem, onde a Mel consegue passar por cima de tudo e viver a vida que sempre sonhou ou, então, algo de muito mau pode estar prestes a acontecer... Mas este fim da história deixo para vocês.

Para todas as Melissas que possam estar desse lado tenho algo a dizer: vocês são fortes, muito mais do que pensam, não deixem que ninguém vos pare. Eu sei que é difícil e, possivelmente, às vezes, é necessária ajuda, mas não tenham medo de a pedir a alguém, mesmo que o mundo esteja prestes a cair.  Não desistam de vocês, por favor…

Leonor Almeida Ferreira, 9.º A | Escola Básica de Vilarinho do Bairro

 

 

 

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Um momento de nada

Estava tudo a acabar.

Tanto que nasceu e evoluiu, para tudo morrer, num único momento de indiferença para com o vasto Tempo. Este era o verdadeiro fim de tudo.

Ainda dois seres observavam, espantados pela vastidão, mais pequena do que nunca antes tinham olhado. Eles dirigiram-se um ao outro, e logo começaram a proferir as últimas palavras que alguma vez se ouviram:

- Olá? De onde vieste? - perguntou o primeiro ser.

- De algum lugar no cosmos - expressou o segundo - Mas já não me lembro onde isso fica.

- É aquilo? - inquiriu o ser Um, apontando para as frágeis luzes da escuridão - Eu vim de lá.

- Acho que sim, devo também ter aparecido lá. Eu acho que…nasci.

- Nasceste? - pronunciou Um.

- Sim, mas agora não importa. Nada nunca mais vai importar!

A miséria começou a apoderar-se do diálogo. Dois começou a chorar:

- Não quero que acabe, eu nunca cheguei a viver!

- Viver? - continuou-lhe Um - Isso é o quê?

- Não sabes o que é? Mas quem és tu? - Interrogou Dois

- Nem eu sei, e nunca se saberá. Só sei que somos o mesmo.

- O mesmo? - perguntou Dois - Mas como?!

Um ignorou-o. Esclareceu depois o que queria dizer.

- Estamos a morrer sabes? Aquelas luzes são as nossas forças a apagarem-se. Em breve nunca mais nos poderemos contemplar.

Dois estava preocupado com Um. Pensava que a sensação de nada o tinha enlouquecido.

- Porquê dizeres isso agora? Num momento em que tudo à nossa volta morre?

Dois foi outra vez ignorado.

- Não é lindo, mas ao mesmo tempo…triste?

- Lindo? - Dois já não aguentava - Eu nunca mais vou viver e tu dizes que vês algo lindo?!

- Estás a viver, pelo menos comigo. As luzes a darem espaço ao nada são algo que nós nunca imaginaríamos ver. Experienciar algo assim é de certeza viver.

Dois estava mais calmo, afinal Um não estava louco. Mas continuavam perguntas:

- Quem somos nós?

- Nós somos o que viveu tanto e agora está a ver-se a morrer. Passou tanto tempo que nem nos lembramos de onde viemos ou quando aparecemos. Só começámos a existir a certo ponto, mas já estava na altura de nos olharmos - respondeu Um.

Dois pensou nas palavras que ouvira, e de repente ela fizeram-no recordar.

- Foi agora - disse Dois.

- O quê?

- Foi agora que aparecemos, mas só para nos podermos ver a morrer.

Agora era Um que estava preocupado. Dois continuou:

- Tens razão, estamos a viver. O facto de estarmos a acabar fez-nos tomar consciência de que existíamos. É pena que tenha sido só agora, no final de tudo. Pensámos que éramos eternos, então não achámos necessário preocupar-nos com quem éramos nem com o que nos estava a acontecer nessa pequena eternidade. Que errados estávamos.

- Nós somos tudo? - finalmente perguntou Um. E então Dois disse:

- Eu acho que sim.

E ambos começaram a chorar. Agora não havia sofrimento, porque já sabiam o que eram.

- Acho que o fim está a chegar - disse Um.

- Sim…foi bom viver contigo.

- Foi bom vivermos juntos.

Agora já tudo tinha acabado. O Tempo já não era uma coisa, o mesmo com o Dois ou o Um, por isso não se sabe quanto durou o Nada.

Simplesmente…durou.

João Rui Flores Bastos, n.º 10, 8.º F | Escola Básica e Secundária de Anadia


terça-feira, 12 de outubro de 2021

Querido Diário

 19 de junho de 2018

Querido Diário,

Hoje fui passar o dia no shopping com a minha família! Já agora peço desculpa por não te ter levado comigo, mas, como recompensa, vou contar-te como foi!

Hoje de manhã acordei bem cedo, bem, quase nem dormi por causa do entusiasmo, mas isso não arruinou o meu dia. A minha sobrinha também mal dormiu pois seria a primeira vez a ir ao shopping.

Nós os dois divertimo-nos imenso lá, mas é melhor contar ponto por ponto. A primeira coisa que fizemos foi tomar o pequeno-almoço e foi muito bom, comemos ambos crepes com gelado e frutos silvestres, que delícia! Após o pequeno-almoço, fomos passear pelas lojas e ver o que havia até que passamos pela loja de animais, o meu sítio preferido no shopping. Obviamente, não me calei até a minha mãe me levar lá, havia várias divisões com diferentes espécies de animais, até escorpiões tinham! Eu implorei para que a minha mãe me comprasse um, mas ela negou e até que tinha razão, os espinhos deles assustam-me. Andámos mais um pouco até que uma caixa vazia me chamou a atenção. O curioso era que, mesmo parecendo vazia, tinha algo que se mexia e, quando reparei, era um porquinho da índia. O pelo dele era malhado e bastante peludo mas ele andava escondido por baixo da palha. Assim que me aproximei, ele escondeu-se dentro da toca e não sei porquê ele fez-me recordar de mim quando fazia uma toca para me esconder quando estava sozinho. Identifiquei-me tanto com ele que voltei a implorar à minha mãe outra vez e, surpreendentemente, ela aceitou e agora tenho um hamster de estimação! No resto do dia ele foi-se apegando a mim e eu a ele. Chamei-lhe “Bolinha”, pois ele é praticamente uma bola de pelos.  Tão fofo!

Espero que gostes do Bolinha o quanto gostas de mim,

O teu melhor amigo e o teu novo amigo,

Guilherme e Bolinha

Guilherme Mendes, n.º 8, 8.º E | EBSA



segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Bilhar

Esta é a história de duas pessoas: a Gemma e a Clara, que, tal e qual como o nome, são completamente diferentes uma da outra, mas isso já vão perceber.

 A Gemma é uma rapariga de 15 anos. Tem um bom estatuto social, devido ao poder económico herdado do seu pai, que era estilista da marca Ovolist, No entanto, a sua mãe era uma simples burguesa, rude e sonsa, e isso fazia com que a menina fosse convencida, se achasse superior e fosse muito mimada.

Já a Clara era uma rapariga de médio-baixo estatuto social, vivia com dificuldades juntamente com os seus pais, muito ligados ao campo. Ela era doce, meiga, honesta e uma menina de muito bom coração.

Elas andavam na mesma escola, mas a forma como eram tratadas era bastante diferente. Gemma tinha muitos “amigos” (que na verdade não eram amigos) e era super popular. Como tinha muito dinheiro era valorizada por isso.

Clara tinha poucos amigos (apesar do seu bom coração) e não era popular. Era insultada e maltratada constantemente e sofria muito por isso, devido à falta de dinheiro.

Numa quinta-feira, na aula de físico-química, a professora Rute decidiu informar os alunos de um trabalho de pares. Infelizmente, Clara e Gemma ficaram no mesmo grupo e, devido ao egoísmo e falta de senso de Gemma, a Clara acabou por fazer o trabalho sozinha. No dia da apresentação, como é óbvio, Gemma não sabia nada do que falar e, ridiculamente, os alunos e colegas culparam Clara do ocorrido. Sem culpa e transtornada, Clara saiu da aula, com lágrimas no canto do olho, sem entender, triste e sentindo-se injustamente culpabilizada.

Após este incidente, na escola, num lugar onde ninguém veria, Clara foi violentamente espancada pelos seus colegas.

Mais tarde, já adulta, Clara arranjou um emprego seguro como estilista e superou tudo o que lhe tinha acontecido na adolescência. Tinha casa, comida e uma vida que venerava.

 Gemma, por seu lado, não era muito diferente da adolescente que tinha sido, pois, em vez de ter sido ela a conseguir os seus feitos, foi o dinheiro dos pais que a salvou.

Podemos dizer que esta história parece ter um final feliz, Clara, evidentemente, seguiu o sistema e tem uma vida como todos os outros, onde existimos e não vivemos, pois somos controlados e manipulados, sendo ricos e pobres.

A vida é como um jogo particularmente o de bilhar e porquê? Bem, porque apesar de termos cor, números e até mesmo valores diferentes, somos todos bolas com o mesmo aspeto, o mesmo início e fim.

Beatriz Dias Ferreira, n.º 2, 9.º A, EBVB

 

         

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

A Esperança do Velho Parque

Algures entre searas, vastos vinhedos e frondosos arvoredos existe uma pequena, mas muito agradável vila de lazer, onde hotéis grandes e hotéis pequenos competem pelos serviços prestados aos viajantes e locais, que aproveitam a beleza da vila para explorar todos os seus recantos, principalmente um recanto muito singular e adorado por todos, o Velho Parque.

Esse parque orgulha-se da sua origem, quando há muito tempo, de todo o esforço e dedicação, de todas as sementes, árvores, arbustos, flores, lagos, brotou uma forte e envolvente raiz, a Raiz Mãe, que suporta o tão estimado parque.

Já muitos anos lá vão…

Devido a todo o carinho dado, ele e a sua Raiz Mãe mantinham-se saudáveis, as árvores tornaram-se tão altas que ofuscaram com a sua imponência os telhados mais altos da vila, as flores de todas as geometrias e cores criavam um conto mágico de uma misteriosa floresta a cada pessoa que fazia questão de se embrenhar nele, e uma panóplia de animais, gansos, patos e garças ocupavam as ourelas do lago, no qual, ditosamente, dançavam cardumes de belas carpas doiradas ao som dos raios de sol que se infiltravam pelas suas águas límpidas. Cada pássaro entoava a sua melodia, e na discordância, juntos, formavam uma airosa canção de boas vindas por entre borboletas que pairavam sobre as flores. Este era ele, o Velho Parque. Esta era a vida agitada do parque, belo e primoroso, e da sua Raiz Mãe, que todos os dias se esforçavam para proporcionar uma nova experiência a cada visitante, fosse ele grande, pequeno, novo ou mais idoso - às mentes mais pacíficas que vagarosamente percorriam os seus caminhos e pontes, às crianças que com toda a euforia corriam até à exaustão para serem as primeiras a alimentar os peixes. Assim era sempre, fosse um dia solarengo de verão, um dia chuvoso e frio de inverno, um dia de primavera ou até mesmo um dia de outono marcado pelas árvores despidas. Sentadas nos seus bancos as pessoas conversavam afavelmente ou riam vivamente, e o parque oferecia-lhes o seu amor e devoção.       

Porém, certo dia, algo aconteceu: ninguém viera ao parque. Um cheiro omnipresente a vazio vagueava pelo mesmo, não se ouviam as pessoas, havia apenas o murmúrio das árvores com o vento e o chilrear melancólico das aves.

Esta era uma experiência ímpar para o Velho Parque e para a sua Raiz Mãe! Era algo que nunca tinham vivenciado, e a Raiz começou a sentir algumas mazelas, a enfraquecer, e enfraquecer com o passar dos dias de solidão.

E o Velho Parque e a sua raiz suporte esperam, todos os dias, recordando-se da magia que sentiram toda a sua vida, nunca perdendo a esperança de que em breve as pessoas regressarão entrando pelos seus majestosos portões.

NÃO QUEREMOS QUE A RAIZ MÃE ESMOREÇA AO PONTO DE QUEBRAR E FAZER COM QUE TODA A MAGIA VERDE PRESENTE NO PARQUE ENTRISTEÇA, POR ISSO, TEMOS DE VOLTAR A UNIRMO-NOS, POIS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Anna Schevchenko, 9.º E | Escola Básica e Secundária de Anadia

 

 

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Alerta Tubarão

 

Finalmente chegámos!

Num dia lindo de verão e com o mar super calmo. A primeira coisa que fizemos foi tirar a roupa, pegar na prancha de surf e ir para o mar.

Mas espera lá, deves estar a perguntar quem somos nós e é por isso que te vou responder já, já a seguir.

Vim passar férias com cinco amigas minhas. A Beatriz Amaral que adora surfar, tal e qual como eu, a Beatriz Dias que adora aventurar-se e explorar coisas novas, a Leonor que veio para fazer uma competição comigo para ver quem come mais, a Mara que ama a praia e a Érica, que queria competir com a Beatriz Amaral no surf. Somos um grupo, mas mais que isso, somos como uma família.

Nesse mesmo dia, quando chegámos, depois de surfar, a Beatriz Amaral comentou que viu algo de estranho na água, algo parecido com um tubarão. Nós, obviamente, começámo-nos a rir e essa história foi esquecida, mas ela continuava a teimar nisso.

Dias mais tarde, fomos andar de barco e divertir-nos um pouco, o que não esperávamos era ter uma pequenita surpresa. Era um tubarão! Disse-lhes para não pararem de remar até chegarmos a algum sítio onde pudéssemos ficar, mas obviamente este não era o nosso dia de sorte! Avistamos uma ilha, mas estava repleta de cobras que, eram venenosas. Continuámos a remar, a remar, a remar, desesperadas, até que … vimos uma baleia e por incrível que pareça, estava a afastar o tubarão. De seguida, veio ter connosco e eu fiquei assustada, pois não sabia o que ela estava a pensar naquele exato momento, mas, pelo sim, pelo não, não demonstrei medo, para ela não pensar que era uma ameaça.

Parece que aquela foi a nossa salvação, a baleia pôs-se ao lado do barco para nos levar de volta à praia e foi isso que aconteceu. Chegamos bem, graças a ela. Até hoje ainda não tenho palavras para descrever aquele milagre.

Hoje em dia, nós as 6 somos voluntários numa associação, cujo nome é “Salva as baleias” e passamos lá a maior parte do nosso tempo.

Cristina Bandarra, 9.º A | Escola Básica de Vilarinho do Bairro

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Diário de Alice

 12 de fevereiro de 2020

Querido diário,

Neste fim-de-semana, a Carolina veio dormir a minha casa e fizemos vários jogos. O melhor deles todos foi a macaca! A Carolina caiu a meio do caminho e fartámo-nos de rir. Depois dos jogos, vimos um filme de comédia. Divertimo-nos com episódios do “Mrs Bean”, que são hilariantes.

Fomos dormir e no dia seguinte… foi a coisa mais divertida que fizemos na nossa vida toda! Jogamos um jogo de dança “super giro”. Jogamos online com vários concorrentes e… ganhámos!

Eu e a Carolina, de vez em quando, jogávamos esse jogo, mas nunca tínhamos ganho.

Oh! Parece que passados cinco minutos já era segunda-feira! Eu até comentei - “O que é bom passa depressa!”. A Carolina concordou, porque também tinha adorado estar comigo.

Na segunda-feira, toda a gente queria falar connosco por termos ganho o jogo mais famoso do mundo. Fomos o centro das atenções! Até soube bem…

22 de fevereiro de 2020

Querido diário,

Hoje foi o dia de anos da minha mãe, ela teve uma surpresa enorme, o meu irmão mais velho veio visitar-nos, toda a gente chorou de alegria, ele abraçou a mãe com uma força!...

Eu realmente adoro o meu irmão! Por muitas discussões que tenhamos, eu vou adorá-lo para sempre.

A minha mãe hoje faz 45 anos. Ela é alta, com cabelos longos castanhos e lisos e tem uns olhos que realçam ao sol.  É muito bondosa e altruísta…tem um coração mole como manteiga que toda a gente gostava de ter, adora brincar comigo e está sempre a meter-se connosco.

Eu adoro-a muito, é aquela mãe que deixa tudo para trás só para nos ver felizes. Por isso e muito mais, ofereci-lhe um diário…. Ela sempre disse que queria ter um. Ficou felicíssima!

De repente, apareceu uma carta debaixo da porta. Era do meu avô que percorria o mundo sem destino. A carta dizia:

“Olá, querida filha

Espero que neste dia tenhas tudo de bom. O meu presente para ti chegará em breve. Quero também dizer que estou no Hawai e está a ser muito divertido. Um dia irei visitar-vos, não falta muito. Por muito que goste de viajar, tenho muitas saudades de todos vós e, especialmente de ti.

Até lá, falaremos por cartas, como era antigamente.

Com muito carinho,

o teu pai”

A minha mãe ficou muito emocionada, claro. Este foi um dia muito especial para a nossa família.

1 de março de 2020

Querido diário,

Hoje está um dia quente e delicioso. O ar cheira a flores, os pássaros brincam e divertem-se a voar de uma árvore para a outra, o céu está azul como um mar calmo. Fui andar de bicicleta e, quando cheguei a casa, encontrei um envelope, que dizia:

“De: avô António

Para: a minha netinha Alice

Olá, minha querida, tudo bem? Espero que sim. Lembras-te de quando pediste para te dizer onde estava cada vez que mudasse de sítio?? Ora bem, aqui estou eu a dizer-te que mudei para o Japão! Arranjei uma grande amiga que também é portuguesa. Ela é alta e magra, tem cabelos castanhos, uns olhos tão brilhantes que parecem diamantes, a boca é meio arredondada e vermelha como as cerejas, …, mas, mais importante do que isso, ela é corajosa, aventureira, sincera e muito divertida! É a companheira ideal!

Só queria dizer-te que, depois, vou para Espanha e passo um mês em Portugal e também… que te adoro, querida netinha.”

Hummm?! Será que o meu avô arranjou uma namorada? Fico feliz por ele!

 

15 de março de 2020

Querido diário,

Que coisa terrível nos está a acontecer!…

Apareceu um vírus e pôs-nos de confinamento. Não posso estar com os meus amigos, não posso ir à escola, estar com o meu irmão e o meu querido avô teve de cancelar a viagem a Espanha, ou seja, já não nos vem visitar.

Estou muito triste! Eu e a Carolina queríamos tanto ir andar de bicicleta e não pudemos ir juntas, então fui eu sozinha! As ruas estavam desertas, nunca tinha visto as ruas tão vazias!

Espero que acabe depressa… Já nem sei o que hei de fazer, porque não posso sair de casa, não posso brincar com os meus amigos, a escola fechou e estou a ter aulas pela televisão (que são muito aborrecidas) … o que é que faço?

Acho que a única coisa que me ajuda a superar este “desafio” do vírus é escrever, escrever no meu diário…

Tenho a sensação que o mundo nunca mais vai ser o mesmo…

Catarina Dias Navega, 6.º B | Escola Básica de Vilarinho do Bairro

Parabéns, Catarina, pelo 1.º lugar alcançado!

 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Um dia fora do normal

 

Num dia de inverno, a Joana levantou-se, mesmo que não lhe apetecesse, tomou o pequeno-almoço, vestiu-se, lavou os dentes e fez a mochila, fez tudo o que faz quando vai para a escola. Depois de estar pronta para sair de casa, abriu a porta e sentiu a vento frio a congelar-lhe a cara, redonda e macia. Ela ficou uns minutos parada à porta, imaginando que era um boneco de neve, pequeno, andante e falante, já se imaginava numa aventura na montanha… até que a mãe exclamou:

- Não fiques aí especada a olhar para a rua, despacha-te, ainda vais chegar atrasada à escola!

E lá foi ela, retirando-se dos seus pensamentos, aventureiros.

Pelo caminho encontrou os seus amigos, a Mafalda e o Pedro, como era habitual. Como a Joana gostava muito de grandes aventuras, perguntou-lhes:

- Bom dia, meninos! E se fossemos brincar na neve?

- Bom dia, Joana! – respondeu-lhe a Mafalda, uma menina que não gostava de chegar tarde às aulas, pois achava que era muito importante – Temos hoje de apresentar o trabalho de Cidadania, não te esqueças, e ainda demoramos um pouco para chegar à escola!

- Vá lá! Só cinco minutinhos, prometo que depois vamos logo!

- Sim, Mafalda, não sejas desmancha-prazeres! – Concordou o Pedro.

- Está bem! Mas têm de me prometer que é só um bocadinho!

Lançaram bolas de neve, fizeram um boneco de neve, correram, gritaram, brincaram até se fartar. Mas, quando olharam para o relógio já era tarde demais. Os cinco minutos tinham-se tornado em duas horas, a Mafalda foi a correr para a escola, mas a Joana e o Pedro ficaram sentados na neve a olhar um para o outro. Pouco depois, passou o Sr. Joaquim, um senhor já de certa idade, que lhes falou:

- O que é que estão aqui a fazer?! No meu tempo ia-se à escola ou ficava-se a ajudar os pais! Hoje em dia é só vida boa!

Enquanto ele falava, veio um vendaval, e a carteira dele caiu no chão, abriu-se, e um papel com aspeto escurecido começou a voar. A Joana e o Pedro foram atrás dele e devolveram-no, ao mesmo tempo o Pedro reparou:

- Este papel deve ser muito importante, nota-se pelo aspeto que tem. O que é?

- É um enigma do meu avô materno, encontrei-o nas suas coisas, depois de ele ter falecido - respondeu o Sr. Joaquim.

- Só pode estar a brincar connosco! – retorquiu a Joana.

- Não, eu não sou nada bom com enigmas, e nunca o consegui decifrar.

- Podemos ver, por favor? – perguntou a Joana, muito curiosa.

Ela leu o enigma em voz alta, que era o seguinte:

 “As suas raízes são centenárias e suas ramificações igualitárias. É na diferença que reside a recompensa.”  

- É fácil! – afirmou o Pedro – Está em árvores com cem ou mais anos, com copas iguais e têm uma diferença!

- Como descobriste isso tudo agora?!

- Não sei, costumo ver coisas assim na televisão!

- Meninos, querem ajudar-me a procurar a tal árvore?

- Sim! – responderam os dois com muito entusiasmo.

 E lá foram eles com o Sr. Joaquim, à procura de árvores centenárias no quintal de sua casa, pois se aquela casa já estava na família há anos, onde mais podia estar?

No quintal havia realmente árvores antigas, mas sem semelhanças visíveis.

- Aqui não há nada! – desabafou, desiludida e frustrada, a Joana.

Dentro de casa, depois da desilusão, o Sr. Joaquim ofereceu-lhes um lanche, eles aceitaram e estiveram os três a conversar.

Quando foram para casa, o Pedro recordou:

- Joana, viste todos aqueles retratos antigos?

- Sim, alguns já estavam a ficar desbotados.

- Já fizeste o trabalho da árvore genealógica de inglês?

- Árvore genealógica, é isso! - lembrou-se a Joana - A árvore genealógica tem mais de cem anos, e pode haver pessoas gémeas, que têm uma diferença.

- Boa, vamos a casa do Sr. Joaquim, falar com ele! 

 O Sr. Joaquim ficou impressionado, e mostrou-lhes fotografias, nomes e contou-lhes os graus de parentesco, um pouco da sua árvore genealógica. Eles repararam que não havia gémeas, mas… numa geração, as senhoras tinham todas o nome Maria: era Maria Augusta, Ana Maria, Maria Selene, Maria Antonieta…, porém, havia uma que não, era a Ana Carolina.

- Não há nenhuma gémea! – observou o Pedro.

- Pois não, mas acho que não precisa de haver gémeas, podem somente ter todas o mesmo nome e uma ter uma diferença, também dá. Por isso pode estar em alguma coisa dela, ou num retrato de família – lembrou a Joana.  

- Aqui não tenho nada dela, mas vamos ao sótão ver se encontramos algo. Sigam-me! – sugeriu o Sr. Joaquim.

 No sótão, eles viram vários retratos. Decidiram começar pelos retratos onde só havia a Ana Carolina, olharam bem para eles e não viram nada, mas a Joana lembrou-se:

- Pode estar na parte de trás da moldura.

E lá estava escrito:

“Às 16 horas, no teu jardim, o sino verás, 3 passos para norte e a recompensa acharás.”

- O sino? Já o vemos daqui! - baralhou-se o Pedro.

- Sim, mas às dezasseis horas, provavelmente, vês a sombra do sino no chão. – Explicou-lhe a Joana.

Às dezasseis horas, estavam todos no jardim. Observaram a sombra do sino da igreja no chão, mas não sabiam para onde era o norte, pois tinham ficado tão animados por terem descoberto os enigmas que nem se lembraram disso! Então o Pedro pensou: o sol nasce a Este e põe-se a Oeste, portanto… e foi aí que lhes disse:

- Colocamos uma pedra na sombra do sino e quando o sol se puser já sabemos onde é o Oeste e o Este, depois é fácil descobrir o Norte e já agora, o Sul também.

- Boa, Pedro, não tinha pensado nisso! – declarou a Joana, entusiasmada.

Quando o sol se pôs, eles rapidamente acharam o sítio onde provavelmente estaria a recompensa, e começaram a procurá-la, escavando a terra. De lá saiu uma caixa, cheia de terra por cima.

- O que estará dentro da caixa? – Quiseram saber.

Era um anel do bisavô do Sr. Joaquim, ele queria oferecer aquele anel à Ana Carolina, mas, entretanto, ela apaixonou-se por outra pessoa e então ele enterrou-o. Entregou o enigma ao filho, para quando este fosse maior ele o descobrisse e assim, oferecer esse presente à sua amada.

O Sr. Joaquim estava muito feliz, por terem descoberto o anel, pois era muito bonito, e devia ser muito caro. O Sr. Joaquim agradeceu-lhes a ajuda, dando-lhes um bolo. Como já era muito tarde, e a Joana e o Pedro já deviam estar em casa, despediram-se do Sr. Joaquim e saíram a correr.

Chegaram a casa e os pais já estavam a começar a ficar preocupados, a mãe da Joana até já estava a vestir o casaco para ir à sua procura. A Joana não mentiu, disse à mãe que tinha faltado à escola para ir descobrir um enigma do Sr. Joaquim. A mãe castigou-a, por ter faltado às aulas, mas ao mesmo tempo deu-lhe um abraço, porque estava muito orgulhosa da filha.

 À noite, a Joana e o Pedro pensavam: “Um dia normal que se tornou numa coisa extraordinária. Valeu mesmo a pena faltar à apresentação do trabalho. Nem só na escola se aprende. Talvez a professora nos deixe apresentá-lo na próxima aula…”

Então, cansada, adormeceu para mais um dos seus sonhos repletos de aventuras, desafios e novas descobertas.

Matilde Pereira Saldanha, 6.º B | Escola Básica de Vilarinho do Bairro

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Finalmente… chegou a primavera!

Hoje acordei, abri a minha janela e senti que o mundo estava a mudar. O longo inverno, frio, gélido, triste, escuro e o período de introspeção tinham finalmente terminado e, devagarinho, a primavera, amena e cálida, espantava essa nostalgia e com os seus sopros, flores exóticas e perfumadas invadiam o meu quarto.

Da minha janela, vi o céu tão lindo de azul infinito e os raios de sol majestosos cintilavam, trazendo-me uma brisa incomparável, que me enchia os pulmões de um ar ameno, suave e sadio.

Contemplei que o pedacinho de terra na frente da minha casa estava agora a florescer com rosas, lírios e orquídeas que exalavam essências perfumadas, deixando um frescor na atmosfera e um perfume a jasmim para saudar a primavera.

A primavera traz magia aos pássaros. Observei, deliciado, o beija-flor, o pardal e a andorinha, felizes a gorjear músicas de paixão, nos fios e nas árvores verdes cobertas de folhas que dançavam ao som dessas músicas. Vi as abelhas a beijarem as flores, pois esta é a estação dos amores, à procura do pólen que estas oferecem, que tanto desejavam e o inverno privava.

Com a chegada da primavera, os tapetes de amores-perfeitos estendem-se pelos campos num verde de alface e de cor que contagia. É o tempo das andorinhas voarem airosas, das borboletas acariciarem as rosas, dos malmequeres estenderem os seus braços brancos para a abraçar.

A primavera é a estação que mais expressa a beleza da natureza, é a estação da esperança, do renascer, do recomeçar...

Vasco Costa Alegre Conceição, 6.º B | Escola Básica de Vilarinho do Bairro

sábado, 2 de outubro de 2021

Boas práticas!

 

A turma do Curso Profissional de Técnico de Desporto 2019-2021 – 12.º H, acompanhada do seu diretor de turma, pôs mãos à obra e, na primeira aula de cidadania e desenvolvimento, limparam todos os espaços da escola indicados no projeto.

Munidos de luvas descartáveis e sacos de lixo, mas acima de tudo, determinação e vontade, deixaram limpos os espaços interiores e exteriores em apenas 23 minutos.

Estamos a falar de uma turma de curso profissional, com uma carga horária muito superior aos seus colegas do ensino regular, que também fizerem exames nacionais do 11.º ano (com sucesso), a dar o mote ao projeto que deve ser de todos.

"Dar o exemplo não é a melhor forma de influenciar os outros. É a única."

Albert Schweitzer

Prof. Joaquim Rocha

 






sexta-feira, 1 de outubro de 2021

#Escola em Segurança

Dia Mundial do Sorriso

Dia 1 de outubro de 2021 é o Dia Mundial do Sorriso. Todavia, não é por ser dia 1 que este se celebra, mas porque é a primeira sexta feira do mês de outubro.

Criado em 1999, por Harvey Ball, artista de Massachusets. O famoso boneco amarelo do sorriso foi desenhado por ele e rapidamente tornou-se um ícone mundial.

Neste Dia e de modo a mantermos o sorriso de todos, partilhamos os cartazes sobre a “#Escola em Segurança” de modo a que todos possamos agir em conformidade e a manter-nos seguros.