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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Arco-íris

 

No fim do arco-íris

Um tesouro vais encontrar

E no fundo do baú

Um diamante vai estar.

Podes ver sete cores diferentes

A crescer num arco sem fim

Que está sempre a brilhar

Em volta do jardim.

Quando olhares bem para ele

Um unicórnio vai estar

A anunciar ao mundo

Que a pandemia vai acabar.

Beatriz Varandas de Mariz Fernandes, 4.º D | CETamengos

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Amigos

Amigos para a vida

Vida de rico

Rico ou pobre não importa

Importa que se tenha amigos

Amigos do coração

Coração Valente

Valente é quem apoia os amigos

Amigos que nos fazem companhia

Companhia é importante

Importante para viver

Viver os problemas

Problemas que se resolvem

Resolvem-se com os amigos

Amigos para sempre

Sempre connosco

Connosco acompanhados

Acompanhados como nunca

Nunca nos separaremos

Separaremos no dia da morte.

Jonathan Ferrera Gomes Batista, 4.º B | EB Vilarinho do Bairro

 

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

A Vida

O mundo é azul.

Azul é a felicidade.

Felicidade é a alegria.

Alegria é amor.

Amor é o que se sente pelas pessoas.

As pessoas são boas como o sol.

O sol é brilhante.

Brilhante é o dia.

Dia é o que passa rápido.

Rápida é a chita.

A chita é veloz.

Veloz é o menino.

O menino é bonito.

Bonito é o jarro.

O jarro é branco.

Branca é a neve.

Neve é a beleza natural.

Natural é a água.

A água é invisível.

Invisível é o gelo.

O gelo é frio.

Frio é a geada que atinge a relva de manhã.

De manhã é quando vamos para a escola.

A escola é onde aprendemos.

Aprendemos a escrever e a ler.

Ler é divertido e fantástico.

Fantástico como o mar.

O mar é grande.

Grande é a hera.

A hera é verde.

Verde são as folhas.

As folhas são perfeitas.

Perfeito é o mundo de uma criança.

Ser criança é ter sonhos sem fim.

Fim é o que nunca queremos que tenha o dia.

Dia é pular, saltar e ser feliz.

Feliz é o que sou.

Sou e quero que os outros sejam.

Sejam todos capazes de estender a mão.

E viver com o coração.

João Afonso Sucena e Costa, 4.º Ano | Centro Escolar de Tamengos

 

domingo, 15 de agosto de 2021

XII edição do concurso literário “Ler & Aprender”

O concurso Escolar Ler & Aprender 2021, promovido pela Biblioteca Municipal de Anadia teve, como habitualmente, a participação dos alunos do nosso Agrupamento, desde o 1.º ciclo ao ensino secundário. Em catorze prémios possíveis, nos diversos ciclos de ensino e nas três categorias a concurso, o AEA obteve dez primeiros lugares, num total de 11 alunos premiados. Contudo, o nosso jornal irá dar visibilidade a todos os textos escritos pelos nossos alunos e que foram a concurso, fazendo referência, como não poderia deixar de ser, aos vencedores.

A ordem de apresentação é por ciclo de ensino e por género, primeiro os textos do género lírico, seguidos do género narrativo e, por fim, os correspondentes à categoria Gustavo Campar. Iniciamos com o 1.º Ciclo e terminamos com o ensino secundário, não esquecendo o ensino de adultos. No fim de cada ciclo será publicado o vencedor.

O Ciclista expressa a todos os concorrentes os parabéns pelos textos escritos, muito particularmente aos vencedores, que a seguir discriminados.

Premiados no género Lírico:

Ø  “A Primavera”, de Francisco Rua, 2.º ciclo - Escola Básica de Vilarinho do Bairro.

Ø  “Morrer para viver!”, de Lídia Ruivo, Centro Qualifica - Escola Básica e Secundária de Anadia.

Premiados no género narrativo:

Ø  “A Discriminação”. de Raquel dos Santos, 1.º ciclo - EB1 de Vila Nova de Monsarros.

Ø  “Diário de Alice”, de Catarina Navega, 2.º ciclo - Escola Básica de Vilarinho do Bairro.

Ø  “Fragmentos de dor e amor”, de Nádia Bernardo, 2.º ciclo - Escola Básica e Secundária de Anadia

Ø  “Maria e os seus sonhos de criança”, de Ana Paula Costa, da educação de adultos - da Escola Básica e Secundária de Anadia.

Premiados no Contos Gustavo Campar:

Ø  “A menina que sonhava ser astronauta”, de Petra Martins, 1.º ciclo - EB1 de Moita.

Ø  “A magia dos livros”, de Jacinta Sebastião, 2.º ciclo - Escola Básica de Vilarinho do Bairro.

Ø   “A velha árvore sábia”, de Maria Lúcia Power, 3.º ciclo - Escola Básica e Secundária de Anadia

Ø  “O poder do mundo dos livros”, de Ana Bárbara Miranda e Bárbara Cerca, do ensino secundário - Escola Básica e Secundária de Anadia.

Graça Matos, O Ciclista

 

sábado, 14 de agosto de 2021

De rosas vivas a espinhos intensos

Nascem rosas e rosas vivas

A Natureza é cor presente

O olhar delicadamente apaixonante

Conquista os seus olhos intensamente

Mas subitamente este olhar parte

Com o adeus do seu amado

Assim a conquista da dor

Predomina no seu ser, agora, magoado

Nascem espinhos profundos

Das rosas já murchas

No olhar misterioso

A mágoa intensa predomina,

O negro vitorioso

Predominam os lençóis de água

Transbordam rios e rios

Afogado este olhar se torna

Ficando os olhos profundamente perdidos

Camila Branco Oliveira, n.º 3, 8.º B | Escola Básica Vilarinho do Bairro

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

“Aquela cativa”

de Luís Vaz de Camões (texto de apreciação crítica)

       O poema Aquela cativa” é uma trova do conceituado poeta Luís Vaz de Camões. Esta trova pertence à medida velha estando, por isso, inserida numa vertente tradicional.

       Trata-se de um poema que tem como tema central a representação da mulher amada, Bárbara. Ao longo da composição poética, o sujeito poético descreve a sua amada fisicamente. Esta tem um rosto singular, único (“Rosto singular”), olhos escuros (“Olhos…pretos”), cabelos pretos (“Pretos os cabelos”) e pele escura (“Pretidão de Amor; /Que a neve lhe jura/Que trocara a cor”).

       Eu apreciei bastante este poema sobretudo por três razões. Por um lado, Camões foge ao padrão de beleza física petrarquista, onde as mulheres tinham que ter cabelos loiros, pele clara e olhos claros, mostrando, assim, um carácter inovador. Por outro lado, é de louvar a autenticidade e a vivacidade, ao longo do poema, através do uso dos recursos expressivos e dos trocadilhos. O trocadilho (“Aquela cativa/Que me tem cativo”) é muito interessante, pois o sujeito poético faz um jogo de palavras entre a classe social de Bárbara, pois esta era uma escrava e o sentimento que este tem por ela, pois deixou-o completamente apaixonado, ou seja, “preso” no amor que este apresenta pela “cativa”. Por último, um outro aspeto de que gostei também foi o facto de o sujeito lírico hiperbolizar a beleza da amada, mesmo esta tendo uma beleza fora do comum.

       Em suma, este poema permite-nos conhecer melhor a qualidade e a originalidade de escrita deste célebre e exímio poeta português.

Ana Luísa Magalhães, n.º 1, 10.º E

 

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

As tecnologias nos dias de hoje

É mais do que justificável afirmar que a nossa geração é completamente dominada pelas novas tecnologias.

Na minha opinião, o uso de tecnologias é extremamente exagerado uma vez que muitas das pessoas que as possuem vivem completamente consumidas por estes aparelhos. Existem, no entanto, diversas vantagens que poderiam vir a contrariar a minha posição. Por exemplo, as novas tecnologias facilitam muito o nosso dia a dia, nomeadamente na procura e acessibilidade que temos relativamente à informação, muita da qual contribui para o nosso conhecimento do mundo e de situações da atualidade, de modo a manter-nos informados em relação ao que se passa à nossa volta. Por outro lado, são também excelentes meios de comunicação entre pessoas, amigos e familiares, que estão longe ou, por exemplo, no estado de pandemia que vivemos, as novas tecnologias tornaram-se a única forma de contacto com os mais próximos.

Contudo, apesar do que já mencionei, reconheço que existem desvantagens, entre as quais estão os riscos para a saúde, como a nível da coluna ou da visão. E se as novas tecnologias são um meio de aproximação de pessoas, elas são também um meio de afastamento. Tudo isto se verifica ao olharmos em torno de nós e repararmos que cada pessoa está no seu próprio mundo, o que começa a enfraquecer o contacto humano.

Em suma, acredito que as novas tecnologias podem representar um grande acréscimo na nossa vida quando usadas com moderação e responsabilidade. Caso contrário, limitam a nossa vida a um mundo criado na nossa mente, afastando-nos, assim, das pessoas. E até que ponto estaremos dispostos a condicionar o contacto humano?

Inês Silva, n.º 8, 11.º D

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Os Telemóveis e a sua influência no ser humano

Nos dias de hoje, deparamo-nos com o forte poder que os telemóveis exercem sobre o ser humano.

A submissão a que este nos submete é tão grande que, por vezes, uns segundos do nosso tempo em frente ao ecrã nos faz ficar horas sem darmos conta. Contudo, tanto existem pontos positivos como pontos negativos no que toca à utilização deste pequeno aparelho.

Efetivamente, seria hipócrita da minha parte dizer que os telemóveis não vieram revolucionar o mundo, deixando-nos mais ligados a tudo o que se passa à nossa volta e até mesmo a pessoas que, infelizmente, não conseguimos estar fisicamente. No entanto, é necessário existir um certo equilíbrio e distanciamento na forma como deixamos este aparelho influenciar a nossa vida. A verdade é que estes podem, sim, ter um impacto negativo no nosso quotidiano. Vejamos! A utilização descontrolada dos telemóveis pode levar-nos a ficar dependentes dos mesmos e a isolar-nos da sociedade e da vida real. Não é por acaso que estes simples aparelhos trouxeram, de certa forma, uma maior dificuldade de socialização e o aumento de determinadas doenças mentais.

Posto isto, é importante que cada um de nós aprenda a controlar o tempo que quer dispor nessa tecnologia e saiba distingui-la daquilo que efetivamente é a realidade. Acredita que, de forma responsável, conseguimos tirar proveito deste aparelho que veio revolucionar as nossas vidas.

 Marisol Rodrigues, n.º 14, 11.º D

  

terça-feira, 10 de agosto de 2021

As novas tecnologias

 

A sociedade da atualidade está em constante mudança, sendo o avanço das tecnologias uma das suas principais causas. No entanto, põe-se a seguinte questão: Serão estas novas tecnologias realmente benéficas?

Estou convicta de que as tecnologias modernas, apesar de apresentarem inúmeras vantagens, trazem consequências bastante significativas, por vezes, catastróficas e é por esta mesma razão que irei defender que as novas tecnologias não são tão benéficas quanto a maioria da população pensa. Contudo, é de salientar que efetivamente a tecnologia moderna traz bastantes benefícios principalmente a nível social e comunicativo, tornando possível a realização de certas tarefas de forma bastante simples, rápida e eficaz. Os telemóveis e as redes sociais são dois exemplos deste ambiente digital que facilita o nosso quotidiano, a comunicação entre pessoas, a difusão e recolha de informação, entre outros.

No entanto, creio que, apesar da existência de diversas vantagens, como as que indiquei, as consequências que lhes seguem são um problema de elevada importância e não devem ser desvalorizadas. Uma das consequências mais devastadoras é, na minha opinião, a ignorância da sociedade face à realidade. Viver numa sociedade mergulhada nas novas tecnologias, dependente das mesmas e, sobretudo, desligada das coisas que realmente importam é, de facto, um dos maiores problemas que a nossa sociedade de hoje em dia enfrenta, e, a meu ver, um dos mais difíceis de superar.  Este é, por isso mesmo, um tema que nos leva a refletir sobre as nossas atitudes, os nossos hábitos e, de certa forma, é um convite a uma mudança de comportamentos.

Em suma, é importante estarmos informados não só dos benefícios e das vantagens das novas tecnologias, mas também estarmos cientes das respetivas consequências e dos perigos que estas constituem.

Daniela Marques, n.º 6, 11.º C

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A partir da entrevista a José Carlos Pereira

A entrevista a José Carlos Pereira levou-nos a retirar uma verdadeira lição de vida. Vejamos!

O ator começou por referir as recaídas que sofreu como sendo um “círculo vicioso”, um “sistema de recompensa errado em curto-circuito no nosso cérebro”. As notícias da comunicação social sobre José Carlos Pereira foram preponderantes para a gestão emocional do ator, ao espezinhá-lo quando este já estava arrasado e chegou mesmo a querer desistir, “quis deixar tudo para trás, deu-me vontade de abandonar tudo, desaparecer daqui e desistir de mim próprio”.  ­

Apesar de tudo, levantou a cabeça, encarou as coisas de frente e reconstruiu -se, “foi como se tivesse voltado a aprender a andar ou como se andasse de muletas”. “Para termos força para nos levantarmos, temos que acreditar em nós”, então, foi necessário ignorar, abstrair-se de todas as desconfianças para que também fosse mais fácil enfrentar o processo de recuperação e dar a conhecer uma melhor versão de si mesmo. José Carlos Pereira revela ter alcançado a superação ao afirmar “Sou tão válido como qualquer outra pessoa”.

Pelo exposto, concluímos que, apesar dos problemas sejam eles de que natureza forem, podemos tirar deles lições de vida. Para o ator, a vivência desta fase funesta ensinou-o a encarar os problemas, a não baixar os braços e a não desistir.

Bárbara Cerca, n.º 3; Cristóvão Silva, n.º 8 e Jéssica Rosa, n.º 13, 11.º C

 


domingo, 8 de agosto de 2021

A partir da entrevista a José Carlos Pereira

Tendo assistido à entrevista feita ao ator e médico português José Carlos Pereira, ficámos a saber que, desde pequeno, teve interesse pela medicina devido ao seu pediatra que sempre viu como uma inspiração, mas teve dúvidas em conseguir alcançar esta profissão.

Aos doze anos começou a representar e, a partir daí, foi ganhando fama e gosto por esta área. Referiu que conseguia conciliar duas vidas completamente distintas, isto é, os estudos e a representação.  Devido à sua fama, começou a obter bastantes solicitações, as quais não queria negar. Por outro lado, mencionou que não tirava tempo para ele. Será já isto parte de um problema? Consideramos que aqui começa o grande problema… De facto, muitas das vezes, tentamos cumprir com tudo o que está à nossa volta e deixamos para trás o mais importante, a nossa saúde mental. Pensamos demasiado no que nos rodeia e acabamos por nos esquecermos de nós mesmos.

A falta de tempo para ele fez com que o pouco tempo que tinha, ao fim de semana, fosse para saídas à noite, nas quais começou a ingerir álcool e substâncias pesadas. Nesta altura não se apercebeu que a vida de festa era uma vida de “faz de conta” e que estava a viver uma felicidade ilusória. Só quando ganhou tempo para ele, é que pensou no que realmente estava a acontecer. Foi com a ajuda dos pais que conseguiu superar toda esta situação e assim saiu daquele ciclo vicioso, onde a recompensa era cometer o próprio erro. Na nossa opinião, é nesta idade que começamos a enfrentar este tipo de problemas e, muitas das vezes, confundimos a felicidade momentânea dada por certas substâncias e não nos apercebemos do impacto que têm no nosso dia a dia, nas nossas vidas.

Mais tarde, com a paternidade, começou a ser mais consciente e a reconhecer o verdadeiro valor dos pais. Mudou também a sua ideia em relação à maneira como vivia a vida e agora aproveita-a para estar com aqueles que mais ama.

Verificámos, assim, que foi com muita resiliência, esforço e ajuda que conseguiu ultrapassar toda esta situação e concluiu o curso de medicina aos quarenta anos, o que demostra que nunca é tarde para cumprir os nossos sonhos e sermos felizes.

Ana Rita Alves, n.º 1, Diana Gerardo, n.º 11, 11.º C

 

A entrevista a José Carlos Pereira levou-nos a retirar uma verdadeira lição de vida. Vejamos!

O ator começou por referir as recaídas que sofreu como sendo um “círculo vicioso”, um “sistema de recompensa errado em curto-circuito no nosso cérebro”. As notícias da comunicação social sobre José Carlos Pereira foram preponderantes para a gestão emocional do ator, ao espezinhá-lo quando este já estava arrasado e chegou mesmo a querer desistir, “quis deixar tudo para trás, deu-me vontade de abandonar tudo, desaparecer daqui e desistir de mim próprio”.  ­

Apesar de tudo, levantou a cabeça, encarou as coisas de frente e reconstruiu -se, “foi como se tivesse voltado a aprender a andar ou como se andasse de muletas”. “Para termos força para nos levantarmos, temos que acreditar em nós”, então, foi necessário ignorar, abstrair-se de todas as desconfianças para que também fosse mais fácil enfrentar o processo de recuperação e dar a conhecer uma melhor versão de si mesmo. José Carlos Pereira revela ter alcançado a superação ao afirmar “Sou tão válido como qualquer outra pessoa”.

Pelo exposto, concluímos que, apesar dos problemas sejam eles de que natureza forem, podemos tirar deles lições de vida. Para o ator, a vivência desta fase funesta ensinou-o a encarar os problemas, a não baixar os braços e a não desistir.

Bárbara Cerca, n.º 3; Cristóvão Silva, n.º 8 e Jéssica Rosa, n.º 13, 11.º C

 

sábado, 7 de agosto de 2021

A partir da entrevista a José Carlos Pereira

Numa das aulas de Cidadania e Desenvolvimento, a nossa Diretora de Turma sugeriu que víssemos, em diferido, uma entrevista que fora feita a José Carlos Pereira, um ator e médico português.

    Decidimos, assim, fazê-lo, o que nos levou a fazer uma breve reflexão que a seguir apresentamos.

“Não é as vezes que um homem cai, mas as vezes que se levanta”

À pergunta do entrevistador, Manuel Luís Goucha, “Quem és tu?”, o nosso entrevistado responde “Sou José Carlos Pereira”. Ora, para quem não tem um contexto da entrevista na sua totalidade, pode parecer uma resposta vaga ou até banal, mas para nós, ouvintes, sabemos e compreendemos todo o peso e responsabilidade que tais simples palavras carregam.

Não foi uma simples resposta preguiçosa ou mal pensada e, sim, um assumir da sua identidade e, mais importante, dos seus erros, acertos, história e trajetória.

Foi, efetivamente, o assumir, sem medos e vergonhas, o peso e a magnitude das ações que cometeu, que o levaram ao arrependimento e, mesmo assim, estar convicto da importância dessas ações para hoje ser quem ele é e de quem ele tanto se orgulha.

José Carlos Pereira torna-se, então, um exemplo vivo de perseverança a ser seguido. O ator foi contra todas as probabilidades que o condenavam a uma vida de julgamentos preconcebidos, uma vida de olhares alheios que se sentiam no direito de apontar e expor, em primeira mão, os seus erros e, no entanto, conseguiu vencer e ofuscar os mesmos olhares com o brilho do seu sucesso, como o mesmo diz “fiz das cinzas uma fénix”.

Para mim, Bárbara, em particular, esta entrevista tocou em aspetos que muito me ensinaram. Todos os que me conhecem sabem do meu sonho de criança em tornar-me médica, mas este meu sonho atualmente está dependente de fatores que se encontram, a maior parte deles, fora do meu controlo (oxalá estivessem ligados ao meu empenho e esforço!). O exemplo de vida deste senhor faz com que possa continuar a ambicionar e a ter esperanças que este sonho um dia seja a minha realidade, não importa que o venha a realizar aos vinte ou aos quarenta anos!

Para mim, Beatriz, apesar de ainda não saber bem em que me quero tornar profissionalmente, o exemplo de vida de José Carlos Pereira fez-me acreditar que, quando tomar essa decisão, não será tarde demais, e que não há momentos certos para sonhar, mas que devemos aproveitar todos os momentos para realizar os nossos sonhos!

  Por fim, podemos, então, tomar como exemplo a atitude de José Carlos Pereira para todas as áreas da nossa vida, colocando-nos à prova e procurando desafiar-nos e superar-nos, a fim de mostrarmos a nós mesmos que não há limites superiores aos nossos sonhos!

Bárbara Miranda n.º 2 e Beatriz Carvalho n.º 6, 11.º C

 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

O melhor e o pior da pandemia

No final do ano de 2019, o mundo inteiro ficou espantado quando se ouviram os primeiros burburinhos acerca da Covid-19. Os primeiros casos ativos confirmados surgiram na China e ninguém esperava que este mal batesse tão cedo à nossa porta. Meses depois, o que era uma realidade distante tornou-se na atual pandemia que nos atormenta há mais de um ano.

Um vírus, milhões de vezes menor do que nós, limitou as nossas vidas e fez-nos entender o quão efémeros e vulneráveis somos.

Como tudo na vida, esta pandemia trouxe consigo consequências. Consequências estas que podem ser observadas sob um olhar otimista, procurando as suas vantagens ou, então, num ponto de vista pessimista apontando os seus males.

Embora nos tenha distanciado daqueles que mais amamos, ensinou-nos a valorizar a importância dessas relações. Fomos diariamente bombardeados com números aterradores de mortos e infetados, o que nos fez refletir acerca do valor da vida. Assim, unimo-nos para uma causa maior: a procura de uma vacina para combater o vírus que nos fez “um bichinho da terra tão pequeno”, tal como outrora dissera Camões.

Psicologicamente afetou-nos o simples facto de não podermos estar ao ar livre. Uma ação antes tão banal e nos dias de hoje tão rara. Também nos lares se fez sentir esta solidão e a sensação de abandono por parte dos familiares.

Em tempos anteriores à nova realidade, queixávamo-nos da falta de tempo e, agora, com as novas medidas e o confinamento, passamos a ter mais tempo, mas continuamos a reclamar, pois não sabemos o que fazer com ele.

Há mais de um ano, ninguém valorizava a liberdade que tínhamos e isto deve-se ao facto de nunca nos terem privado dela. Foi-nos negado um dos direitos fundamentais da Humanidade: o direito de circular livremente quando e para onde queremos. Com este impedimento fomos forçados a confinar e milhões de trabalhadores viram-se obrigados a encerrar os seus negócios temporariamente.

Com as sucessivas renovações do estado de emergência, muitas empresas faliram, o que levou ao colapso da economia nacional e mundial e, consequentemente, uma inflação generalizada da moeda.

Ao nível ambiental, a prolongação das restrições contribuiu para uma diminuição drástica dos níveis de poluição na atmosfera, consciencializando-nos para a importância e urgência em preservar o nosso ambiente e mudar as nossas atitudes.

Há ainda a referir o facto de o ensino ter sido dificultado com as aulas não presenciais, pois estas demandam um maior empenho e trabalho quer da parte dos alunos quer da parte dos professores. Apesar de ser a única opção viável para dar continuidade à educação, evidenciou-se um cansaço acrescido para quem está um dia inteiro à frente de um ecrã. Esta medida agravou as desigualdades sociais na medida em que milhares de famílias não têm condições monetárias para assegurar o acesso ao ensino aos seus educandos.

Pelo exposto, concluímos, assim, que esta pandemia se revelou uma aprendizagem a nível pessoal e social para a toda a Humanidade.

Bárbara Miranda, n.º 2; Bárbara Pereira, n.º 5; Cristóvão Silva, n.º 8; Jéssica Rosa, n.º 15 | 11.º C


 

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Visita de estudo: Interpretar a Batalha do Bussaco

Na manhã de 25 de maio, a nossa turma do 8.º B, da Escola Básica de Vilarinho do Bairro, participou numa visita de estudo, para consolidar conceitos aprendidos na aula de História em relação às invasões napoleónicas. Assim, passámos a manhã na vila de Mortágua e a tarde na serra do Buçaco.

Em primeiro lugar, visitámos uma exposição de objetos e fardas utilizadas em 1810 na época das Invasões Francesas. De seguida visitámos o Centro de Interpretação “Mortágua na Batalha do Bussaco”. Em Mortágua fomos recebidos pela Dr.ª Mónica Pereira que, de forma detalhada, nos explicou alguns contornos da Batalha, as fardas e a história de alguns objetos em exposição.  Nós e as professoras Eunice São José, a nossa Diretora de Turma e Sandra Gomes, a nossa Professora de História, almoçamos no excelente parque urbano da vila e depois partimos para a Serra do Buçaco, onde visitámos o Moinho de Sula. Foi neste moinho que o General inglês Crawford, em 1810, estabeleceu o seu posto de comando durante a Batalha do Buçaco. O espaço onde o moinho se encontra é muito bonito e tem um miradouro que proporciona ótimas vistas panorâmicas. No Museu Militar fomos recebidos pelo Major Graça que, na capela de Nossa Senhora da Vitória e Almas, nos explicou pormenorizadamente os contornos da Batalha. Esta capela foi aproveitada pelos frades Carmelitas descalços para acolher um hospital de sangue, onde foram assistidos os feridos da batalha de ambos os exércitos.

No museu pudemos observar coleções de armas, uniformes, miniaturas e equipamentos utilizados na Batalha. De seguida, fizemos uma breve caminhada até ao monumento aos combatentes da Guerra Peninsular, um Obelisco situada no topo da montanha. 

Após um breve lanche regressámos à escola.

Foi uma excelente forma de ter uma sensação de normalidade depois do confinamento e de adquirir novos conhecimentos.

8.º B, EB Vilarinho do Bairro



terça-feira, 3 de agosto de 2021

“Destruam os muros, construam pontes”

 

Esta foi a frase modelo para o projeto da turma 9.º D que surgiu durante o ano letivo de 2019/2020, mas que devido à pandemia não foi possível concretizar.

A construção do Muro de Berlim (1961) teve como principal objetivo conter a fuga de milhares de pessoas, esta barreira de betão separou um país, uma cidade, famílias, culturas, e durante 28 anos foi símbolo da separação entre o mundo ocidental e o bloco de leste europeu.

Em novembro de 1989, a queda do Muro de Berlin, foi um acontecimento marcante que unificou as duas “Alemanhas” e as consequências a nível mundial foram enormes: a queda do bloco comunista do leste europeu e a unificação das duas “Alemanhas”.

Para comemorar este acontecimento, os alunos resolveram simular a destruição do muro, aliando frases emblemáticas apelando à destruição de muros, barreiras, que promovem a separação e apelando à construção de pontes, ligações, que dão origem à interceção e unificação entre todos.

Os alunos recolheram caixas, pintaram-nas e escreveram frases emblemáticas para comemorar a queda do muro de Berlim. Também editaram um vídeo apelando à “destruição de muros e à construção de pontes” em vários idiomas: português, inglês, alemão, francês, espanhol e italiano. E que bem falam os nossos meninos!!...

No dia 18 de junho, no pátio da nossa escola, foi erguida a grande barreira de cartão!! De um lado o ocidente, do outro o leste europeu, ao som dos Pink Floyd e “Another break in the Wall” a barreira foi destruída, os muros deixaram de existir. E sem barreiras os dois lados uniram-se.... Simulou-se a reunião entre culturas e gentes que são da mesma turma, da mesma escola, do mesmo concelho, do mesmo mundo...

Com esta atividade pretendeu-se promover a união entre pessoas de diferentes culturas, rejeitar a intolerância, a xenofobia, promover a educação e a igualdade do ser humano.

A aluna Maria Seco, do 9.º D, escreveu um poema que acompanhou a queda do muro:

Muro de Berlim

32 anos! o tempo passa a correr. Há cerca de 32 anos foi destruído o Muro de Berlim, o muro que dividiu o mundo.

Um muro que dividiu famílias.

Um muro que dividiu amigos.

Um muro que dividiu uma nação.

Um muro que dividiu a vida das pessoas.

Um muro que dividiu, literalmente, o mundo.

Não precisamos de saber a história tenebrosa do Muro, mas sim aquilo que o terminou:

Solidariedade, amor, liberdade, determinação, ajuda, família, segurança, tolerância, carinho, felicidade, diretos e obviamente o desejo de uma mudança.

O muro de Berlim, o mais conhecido, seria ele o único? Não.

Existem vários muros no mundo atual, sejam estes físicos ou sociais ou até mesmo psicológicos. Cabe-nos a nós, jovens e sociedade atual, mudar isto.

 

Está na altura de “Destruir Muros e Construir Pontes”.



 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Newsletter


O processo de Autoavaliação do Agrupamento de Escolas de Anadia permitiu-nos concluir que a Escola precisa de comunicar de forma mais eficaz com a comunidade. Os inquéritos revelaram que grande parte das pessoas não sabe/conhece o muito que fazemos.

Nesse sentido, no Plano de Melhoria  a Equipa de Autoavaliação propôs-se superar esta questão,  sugerindo a criação de uma newsletter que vá ao encontro das pessoas.

Assim nasce este projeto que hoje, com enorme satisfação, partilhamos consigo. Esta é a primeira! 

Partilhe a sua opinião e as equipadacomunicacao@aeanadia.pt

Para poder ler mais, clique sobre cada notícia.

http://bit.ly/AEA_newsJUL21   

Obrigada.

 

A Equipa da Comunicação

(Eunice, Catarina, Bruno, André, Ana Paula)”

 


domingo, 1 de agosto de 2021

Aguim “Leite é Boooom”!

Ao longo do ano letivo de 2020/2021, a Escola Básica de Aguim participou no programa pedagógico “Leite é Boooom”, promovido pela Mimosa. O programa, que visa promover a pedagogia alimentar, envolveu cerca de 500 escolas (62 500 alunos e 3 500 professores). Ao participar neste programa os alunos aprenderam, de forma divertida, a melhorar os seus lanches, conhecendo o “valor nutricional dos alimentos e os seus benefícios para o crescimento, energia e concentração”.

No Dia da Alimentação, foi criada uma receita (Queijadinhas de courgette e cenoura) que foi confecionada na escola. Esta atividade teve como objetivo salientar a importância de uma alimentação saudável, bem como o consumo de leite e vegetais.

Seguindo o mote lançado: “O Natal é Boooom quando é Saudável, Sustentável e Solidário”, a escola participou no Desafio de Natal, no âmbito do Programa referido. Foi construído um Calendário do Advento e nas mensagens de cada dia foram propostos/desenvolvidos valores de solidariedade (promovendo pequenas ações para com os outros), reutilização de materiais e alimentação saudável. Nesta atividade, foi estabelecida parceria com o Centro Social Nossa Senhora do Ó de Aguim. A EB1 de Aguim foi uma das três premiadas no passatempo, cujos resultados foram dados a conhecer na festa online “A Magia do Natal”.

Foi, também, dinamizado o Desafio Dia da Família, com envolvimento das famílias e que permitiu atribuir um cabaz de produtos a uma família com mais necessidade.

De desafio em desafio, a EB1 de Aguim chegou ao final participando no Bootcamp “Leite é Boooom”, no Dia da Criança e do Leite. Nesta sessão, o trabalho apresentado pela escola para o Desafio do Mural foi considerado o mais criativo a nível nacional. Como prémio, a escola recebeu, no dia 11 de junho, a visita do Copinho e do Copão, mascotes da Mimosa. Foi um dia muito divertido e cheio de animação.

Foi muito gratificante o envolvimento, ao longo do ano, de toda a comunidade escolar neste Programa Educativo, em prol de uma vida mais saudável.

Alunos da EB1 de Aguim