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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A aventura


     Num dia chuvoso, eu e a minha tripulação andávamos a viajar de barco pelos mares de África para levarmos alguns alimentos e vestes para a Noruega, quando do nada avistámos um navio enorme, um pouco velho, já com algumas aberturas laterais, e com uma enorme e rota bandeira, com uma caveira da cor do carvão. Tudo isto nos levou a crer que seria um navio pirata!  
     A tripulação era um grupo de cerca de vinte homens velhos e novos, vestidos com trapos velhos, todos esburacados e alguns até tinham palas nos olhos e no rosto estavam cheios de cicatrizes de guerras. Não eram nada mesmo parecidos com a minha tripulação! Entretanto, fizeram-se de convidados, entraram no nosso barco dizendo:
    -Olá! Então, há quanto tempo?!
    Parecia até que nos conhecíamos.
    Momentos depois, durante a noite, o Óscar, um dos homens da nossa tripulação, ouviu um barulho muito esquisito, vindo da cave onde estavam as encomendas.
    Desconfiámos! Como era óbvio, tínhamos sido enganados!
    Começou, então, uma perseguição, pois eles estavam a carregar do nosso barco para o deles as mercadorias. Passado uma hora, já estava tudo resolvido, pois com a coragem dos meus homens ganhámos a luta que nem deveria ter começado. E continuámos a viagem rumo à Noruega.
    Os piratas, quanto a eles, nunca mais os vimos.
Francisca Cordeiro, n.º 9, 7.º F

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A lenda do mar longínquo

Era uma vez, numa aldeia junto ao mar, um rapaz que tinha dois irmãos. Ele era o mais velho de todos, por isso todas as semanas acompanhava o seu pai que era pescador.
 Certo dia, foram pescar para bem longe da aldeia onde viviam e, nessa noite, houve uma grande tempestade. O barco foi levado pelas correntes e pelo vento para um mar muito longínquo. Foram assim parar a uma ilha no meio do mar. O barco estava destruído, mas o pai e o irmão estavam bem.

Entretanto, passaram-se muitos dias sem se saber notícias. A família, por sua vez, desesperava pela perda, porque a partir daquele momento não tinham quem sustentasse a família. Por sorte, um barco comerciante passou muito perto da ilha e acabou por recolher o pescador e o seu filho. Os dois tiveram que aproveitar a oportunidade de salvamento que o dono do barco lhes ofereceu. Mas o barco tinha uma rota muito diferente da direção da sua aldeia, e os dois acabaram por fazer uma longa viagem a trabalhar para o capitão do barco.
Passados alguns anos, o filho, sem desistir do desejo de voltar a casa e reencontrar a sua família, juntou em segredo todo o dinheiro que conseguiu, comprou um barco e, com o pretexto de levar o pai a pescar, viajou de volta à sua aldeia.


Moral da história: Nunca se deve perder a esperança, porque o mar traz de volta tudo o que leva.

Simão Nuno Teigas Cruz, n.º 21, 7.º F


terça-feira, 1 de agosto de 2017

As mais pequenas coisas da vida



Certo dia, uma rapariga estava sentada num banco de um bonito jardim e, de repente, viu uma mendiga, sendo uma senhora já de idade, sem dinheiro, sem calçado, sem comida. A senhora, por sua vez, estava a dar comida que apanhava do chão aos pássaros. Na verdade, estes eram a sua companhia, o seu bem-estar.
    A rapariga olhava para a senhora fixamente, pois tinha um ar que nunca tinha visto numa mendiga, uma vez que tinha um ar feliz.
    De seguida, a jovem voltou para casa e pensou durante horas:
- Por que razão será que aquela figura se sentia tão feliz?
  No dia seguinte, à mesma hora, sentou-se no mesmo banco, à espera que a mendiga aparecesse. Eis, então, que ela apareceu e se sentou precisamente no banco da frente a dar comida aos pássaros. Entretanto, a rapariga ganhou coragem, aproximou-se dela e perguntou-lhe:
- Desculpe-me, minha senhora, mas gostaria de saber porque é que se sente tão feliz, se é mendiga, e não tem nada na vida?
- Claro que tenho! Tenho tudo o que preciso, a melhor companhia. – respondeu ela, olhando à sua volta.
A partir desse dia, a rapariga criou um livro sobre a necessidade de as pessoas darem valor às pequenas coisas da vida que, muitas das vezes, acabam por ser uma verdadeira companhia do ser humano.
Ana Hernandez, 7.º F