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domingo, 15 de setembro de 2013

O amor




O amor


O amor é um sentimento estranho,
Estranho mas bom.
Bom, tendo altos e baixos
Altos e baixos, que fortalecem o amor.

O amor é assim,
Flores de jasmim,
Sorri para mim
Estando sempre junto a mim.

Amor verdadeiro,
Amor sincero,
Que reside no meu coração,
Sendo vivido com grande paixão!
Carina Santiago, 8º H
Sofia Casimiro, 8º H

Joel Almeida, 8º H

sábado, 14 de setembro de 2013

Inauguração Centro Escolar de Paredes do Bairro



A criação de um novo Centro Escolar no nosso concelho é mais uma realidade. A sua construção vem colmatar a necessidade das crianças não apenas de Paredes do Bairro, mas das áreas vizinhas, que ao irem frequentar este Centro irão ver melhoradas as suas condições de acesso à escolaridade.
No próximo dia 15, pelas 17 horas e 30 minutos, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Anadia convida todos os munícipes a assistirem à cerimónia de inauguração deste Centro Escolar de Paredes do Bairro. No final da cerimónia realizar-se-á um lanche convívio.


Graça Matos, Equipa d’ O Ciclista 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O teu nome


Num dia te abracei
Estavas no meu coração
Lembro-me da primeira vez que te beijei
És e serás sempre a minha paixão.

Fui à praia
Escrevi o teu nome na areia
O mar apagou-o
Escrevi o teu nome no meu coração
E lá para sempre ficou!

Cláudio Filipe, nº 7, 8º H

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Amizade



A Amizade…


Amizade é ter um amigo…
Amigo verdadeiro
Amigo fiel
Amigo como o mundo inteiro.

Como uma flor que brota
E depois se fecha
Para que nunca percamos
A amizade que ele deixa.

E quando o chamamos
Lá vem ele, sorrindo
O amor de amigo
O que sinto por ele
Por ele luto,
Por ele vivo
Por ser um verdadeiro amigo.


Ana Cruz, nº 1, 8º H

Carina Martinho, nº 5, 8º H

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Informação – Início das aulas

O calendário de início das aulas encontra-se, como habitualmente, na página do Agrupamento. Contudo, convém sempre que o nosso clube transmita essa informação para aqueles que nos visitam e que gostam de procurar no nosso blogue o que pretendem. Portanto, satisfazemos a vontade de todos.
Deixo para todos um “pensamento” de Charles Chaplin:
Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do Homem foram conquistadas do que parecia impossível.”
Bom regresso e bem-vindos também àqueles que o fazem pela primeira vez.




Graça Matos, Equipa d’ O Ciclista 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As cores

A partir de hoje, publicamos alguns dos trabalhos realizados em Português pelos alunos do Curso de Educação e Formação (CEF), do 8º H. A nossa equipa de jovens jornalistas passou os textos manuscritos pelos colegas e, aproveitando as suas imagens, tentou escrever novamente por cima delas. Contudo, nem sempre a visibilidade é a desejada. Deste modo, solicitaram-me a colocação dos textos de modo a que os nossos leitores os possam ler melhor. 
Graça Matos


As cores
Hoje usamos o vermelho
Como símbolo de perigo.
Presta bem atenção,
Ouve bem o que eu te digo!

Sete cores tem o arco-íris
Sendo duas delas a exceção.
De tão magnífico que ele é
Até parece uma ilusão.

Verde simboliza a esperança
E o branco simboliza a paz.
E eu, professora, quero que se lembre de mim
Como um bom rapaz.

Germano, nº 11, 8º C

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Afinal, de que cor são os sentimentos?

O amor


Vermelho é a cor do amor,
Que dá vida
A qualquer flor
Que fica rejuvenescida.

Vermelho é a cor do amor,
Cor que dá alegria,
Cor que faz calor
Para que o Sol sorria.

Vermelho de morango puro
Vindo de um morangueiro duro,
Com doce sabor
Tal como o amor.


Guilherme Costa, nº 12, 8º C

domingo, 8 de setembro de 2013

Afinal, de que cor são os sentimentos?

De que cor são as tuas emoções?

De que cor é o medo?
Preto como um mistério não desvendado.

De que cor é a vingança?
Vermelha como uma rosa com espinhos.

De que cor é a ambição?
Amarela como o sol do meio-dia.

De que cor é a maldade?
Cinzenta como um pássaro já sem vida.

De que cor é a paz?
Branca como uma pomba no alto céu.

De que cor é o desejo?
Lilás como uma flor dedicada.

De que cor é a dor?
Transparente como uma lágrima derramada.


Sofia Ferreira, nº 23, 8º F

sábado, 7 de setembro de 2013

Afinal, de que cor são os sentimentos?

Sentimento sem Cor

Os sentimentos, para mim,
Não têm cor,
Mas vou começar
Por vos falar do amor!

Pode ser branco, azul ou vermelho
Mas acaba por ser um espelho.

Amor é como o mar
Tão pacífico e tão turbulento,
Tão louco e apaixonado
Que nos leva para o outro lado.

Amor, amor, amor
Traz-nos muitas alegrias,
Mas, no final, só nos traz dor.


Beatriz Santos, nº 4, 8º C

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Notícia de última hora - Comunicado

É com muito pesar que comunicamos, a toda a comunidade educativa, o falecimento do nosso professor e amigo António Miranda, professor de Educação Visual.
A simpatia, cordialidade e amizade com que sempre nos brindou deixa em todos, colegas, alunos, funcionários e mesmo pais que com ele privaram, uma infinita tristeza.
Para ele o nosso eterno Adeus.
Graça Matos, O Ciclista



Comunica-se, a todos os interessados, que o funeral do Professor António Miranda se realiza amanhã, dia 7 de Setembro pelas 10 horas, em S. Caetano.

Afinal, de que cor são os sentimentos?

O carinho

De que cor é o carinho?
Azul do céu.
Azul do mar.
Azul do meu olhar.


Mariana Rodrigues, nº 15, 8º C


Nota:

Lembramos todos Os Ciclistas que as publicações que ora fazemos, correspondem a trabalhos dos alunos produzidos durante o ano letivo anterior (2012/2013).
Graça Matos

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Afinal, de que cor são os sentimentos?


Esta foi a questão colocada aos alunos do 8º C e 8º F, numa das aulas de Português e alguns deles quiseram presentear-nos com os seus pequenos poemas.

Sara Castela, Professora de Língua Portuguesa / O Ciclista



Vamos aproveitar os momentos…

Hoje, decidi falar de sentimentos
Tão abstratos, tão difíceis de explicar…

Sabes, por acaso, de que cor é a esperança?
Verde como um campo gritando “vida”, em plena primavera.

E a paz?
Branca como uma pequena pomba sobrevoando o céu azul.

E por acaso imaginas a cor do amor?
O amor?! Esse é vermelho vibrante como sangue derramado.

E a felicidade de que cor é?
Amarela, retratando um sol brilhante irradiando o nosso dia!


E a tristeza?
Preta como um corvo reservado e solitário.

E a amizade?
A amizade é o arco-íris mais belo que embeleza o céu.

E agora que já conhecemos melhor alguns sentimentos,
Vamos preocupar-nos em vivermos os mais belos,
Aproveitando melhor os nossos momentos.

Margarida Carlota Lagoa, 8º F

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sofia de Matos Pedrosa Vencedora 1º Prémio Género Narrativo - 3º Ciclo - conclusão

 Uma viagem por um paraíso aquático

Parte II

- Sim. Os meus pais ofereceram-me um este ano.
- Sendo assim, veste-o e vem que eu levo-te a sítios aos quais nunca ninguém foi.
- Mas, mas… os meus pais… a minha irmã?!
- Eles estão todos a descansar, não estão? Nem vão dar pela tua falta. Vem!
Rapidamente subi ao meu quarto, vesti o meu fato de mergulho e… lá estava eu pronta!
Entrei no mar, como o meu professor de mergulho me tinha ensinado, embora com a ajuda do mar tivesse sido mais fácil e, de repente, vi-me num lugar indescritível.
As cores, a beleza. Enfim, era o paraíso!
As formas das rochas, as algas que pareciam ser agitadas pelo vento e não pelas águas, os peixes multicolores que nadavam à minha volta pareciam feitos de papel colorido. Também vi barcos antigos naufragados, alguns provavelmente portugueses e até espanhóis, cheios de eventuais tesouros por descobrir. Havia algas de cores como nunca vira. Havia peixes palhaço que me fizeram lembrar o Nemo. Mais à frente os corais. Como podia haver corais nas nossas águas?! Vi o sorriso que o Mar me fez e vi que ele me tinha transportado para bem longe da minha praia. Mas não, eu não estava assustada. Sabia que podia confiar nele. Pela primeira vez estava junto daqueles magníficos animais, que me faziam lembrar plantas coloridas que sabia estarem a ser destruídas pela incompetência e ganância do Homem, pela sua avidez em criar apenas a seu bel-prazer e esquecer-se da natureza. Da bela natureza que é de todos. Mas aqueles corais, que o Mar me mostrava, estavam intactos, lindos, extraordinariamente belos.
Vi as ostras, que por encanto se abriram e mostraram as suas belas pérolas. Quase caí na tentação quando, com a devida autorização do Mar, toquei numa e a fechei na minha mão pronta para a levar comigo para a oferecer à minha mãe. Porém, voltei a colocá-la na concha e vi o sorriso maroto do Mar que parecia ter lido o meu pensamento.
A minha viagem de sonho continuou, viajei pelos sete mares, vi o rift, vales profundos, passei junto de ilhas submersas, falhas, eu sei lá! Um mundo que eu jamais imaginei.
Vi baleias, que pareciam arranha-céus, tubarões que me fizeram estremecer de pavor, vi orcas com os seus belos vestidos negros e brancos, vi tantos e belos animais que jamais pensava existirem e, finalmente, tive o meu tempo de sonho, pois apareceram os golfinhos. Nesse preciso momento, atiraram-me ao ar, dançaram comigo, brincaram, nadei com eles, empurraram-me, chapinhámos. Foi tão mas tão divertido que nunca imaginei que alguém alguma vez pudesse ser assim tão feliz.
Mas, estava na hora de voltar. Os meus pais e a minha irmã deviam estar em cuidados. Nem sei quanto tempo tinha passado. Ia ouvir das boas! Isso é que ia!
- Sofia? - chamou-me o Mar.
- Sim! - respondi eu - Eu sei, temos de voltar! Por favor, ajuda-me, tenho de voltar muito rápido!
- Voltar para onde?
- O quê?!
- O quê pergunto eu! - exclamou a minha mãe junto a mim. - Vá lá, acorda, para irmos para a praia.
Olhei em redor e vi que estava na varanda da nossa casa. Afinal, claro como podia o mar falar comigo e levar-me numa viagem magnífica pelos sete mares, ainda para mais num tão curto espaço de tempo?! Só mesmo em sonhos!
Mas tinha valido a pena. Até sentia o sabor do sal no meu corpo! E tinha aprendido tantas coisas que não sabia até ao momento e isso é que eu não conseguia explicar.
Levantei-me a custo e lá fui deambulando até à praia.
Quando chegámos, a minha mãe chamou-me e apontou para o meu fato de mergulho e indagou:
- O que é que ele está a fazer ali, Sofia? Por que não o levaste de manhã?
Eu fiquei sem palavras. O que era aquilo? Como era possível? Corri para ele e constatei que estava ainda molhado. Eu tinha-o levado de manhã, não tinha? Pousei-o e corri até ao mar. O Mar fez deslizar uma pequena onda até aos meus pés e eu só soube dizer:
 - Obrigada!
Pareceu-me ouvi-lo sussurrar: “Sê feliz!” Mas não tive a certeza.
Voltei a correr para junto da minha mãe e peguei no meu fato, com a certeza de que o meu futuro estava traçado e que o meu amor pelo mar era uma realidade que jamais acabaria e que o meu sonho poderia ter sido apenas isso: um sonho mas que eu o iria tornar numa realidade!

Sofia de Matos Pedrosa, nº 27, 9º Ano, Turma C




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sofia de Matos Pedrosa Vencedora 1º Prémio Género Narrativo - 3º Ciclo


Parte I

Uma viagem por um paraíso aquático
Lembro desde sempre o meu fascínio pela tua imensidão e grandiosidade. Sim, falo de ti. Às vezes, pareces-me azul, quando as tuas águas estão mais calmas, serenas e pareces convidar-nos a entrar e a partilhar contigo horas de puro deleite. Outras, verde. Nesses momentos, sinto um arrepio na espinha e parece-me que esse mar que tanto adoro está furioso com alguma coisa, com alguém. Mas, por muito que sejas mau, também nesse momento gostaria de poder explorar-te, de entrar em ti e conhecer-te, de saber porque estás assim. Sei que não me farias mal, pois eu não te quero mal. Apenas queria ir conhecer-te. Outras e, nessas sim, és mesmo assustador… és negro, espumas e provavelmente, mesmo que eu quisesse, não me deixarias entrar. Expulsar-me-ias, batendo-me com as tuas fortes vagas, fazendo com que o meu frágil corpo não aguentasse as tuas investidas de touro enraivecido.
Sim! Tu tens muitas facetas.
E eu, provavelmente, sou uma tola, pois adoro todas elas. Todas elas me fascinam!
O rugir das tuas vagas durante o tenebroso inverno, a tua lassidão no esplendoroso e quente estio. Sim! Tu fascinas-me.
Chamo-me Sofia. Vivo em Anadia. Teoricamente vivo no litoral. Mas, na realidade, sinto-me tão distante de ti! E como eu gostaria de te ver todos os dias assim como de te poder tocar, sentir com os meus dedos, mesmo quando estás frio, mesmo quando espumas e a tua fúria é imensa.
Quando era pequenina, íamos muitas vezes passear até junto de ti. Eram dias tão felizes! Porém, agora, as responsabilidades são outras. Há sempre tanto para estudar e nem sempre temos tempo. Portanto, as nossas visitas são adiadas.
É por isso que adoro o verão, quando estamos de férias.
No entanto, todos aqueles dias em que acordo naquelas manhãs sonolentas e em que os meus pais me tentam arrancar dos meus lençóis quentinhos e aconchegantes, dizendo-me que já chega, que já são horas, “mas horas para quê?” pergunta-me o meu subconsciente, fico um pouco aborrecida e daí que eu pense: “Deixa-te estar!”. Mas, claro que depois prefiro acatar as suas ordens, em vez de escutar as sábias palavras dos meus pais. De seguida, quando me apercebo que estou atrasada, que afinal é para te ir ver, tal é a minha alegria que abro de rompão a doçura do vale que me protegeu durante mais uma noite repousante e corro para a minha casa de banho, onde um revigorante banho me dá a força necessária para o sermão que eu sei que estou prestes a escutar.
No momento em que desço para, finalmente, tomar o pequeno-almoço e partirmos para junto de ti, já todos me aguardam com aquela expressão: “És sempre tu! És sempre a mesma.” E, por vezes, sou e tenho a consciência de que nem sempre consigo mudar!
Mas a minha ansiedade depressa faz esquecer o meu atraso e o meu pensamento voa até ti. Até ao mais profundo do teu ser.
Imagino o meu futuro cuidando de ti, dos teus seres.
E, neste meu deambular pelo meu futuro, quase nem me apercebo que chego junto a ti.
A minha irmã já corre pisando a tua areia, enquanto os meus pais tentam encontrar um bom espaço para colocar os necessários apetrechos para nos protegerem dos raios solares.
São férias mas eles, preocupados como são, não descuram da nossa saúde.
Tiro a escassa roupa que cobre o meu fato de banho ejuntamente com a minha mãe, de quem eu herdei este gosto pela água, e da minha irmã, estou prestes a deixar que me acaricies os pés, primeiro suavemente e depois de um modo mais intenso, deixando-os completamente submersos pela areia que depositaste sobre eles.
Apenas um olhar da minha mãe foi suficiente para perceber e então corremos as três para, após um impecável mergulho, rasgarmos a tua onda perfeita e virmos depois à tona e nadarmos ao sabor dos teus caprichos. Todos os dias de verão gostamos de fazer este mesmo ritual.
Ficamos a nadar durante um tempo infinito até sentirmos que a fome é superior ao gosto de estar contigo e termos de satisfazer as nossas necessidades.
O almoço é feito à base de peixe grelhado e saladas. Logo a seguir, e depois de um breve passeio, regressamos a casa. Contudo, eu gosto de ir para a varanda da nossa casa que é suficientemente alta e dela posso contemplar-te e falar contigo, pelo menos no meu pensamento…
- Sabes?! Eu quero estudar os organismos que vivem em ecossistemas de água salgada, como por exemplo os que habitam no teu meio e das relações entre eles e com o ambiente, que és tu, o mar.
E eis que te ouço afirmar:
- Mas, tu sabes que eu sou muito extenso e por isso, na tua vida tão minúscula não me vais conseguir estudar todo, nem a mim nem aos seres vivos que em mim habitam.
Entre risos, acabo por te dizer:
– Claro que não, Mar! Nem é essa a minha intenção. Eu sei que os oceanos cobrem mais de 71% da superfície da Terra e, assim como o ambiente terrestre é muito diverso, o ambiente aquático também o é. É por isso que tens muitas formas de vida e elas são muito diferentes. Desde os seres microscópicos, como o plâncton, incluindo o fitoplâncton, que é muito importante, como tu bem sabes para a produção primária no teu ambiente marinho e outros animais de maior dimensão, como são os cretáceos, como é o caso das baleias gigantes, ou os golfinhos que são os que eu mais adoro e que pertencem à família Delphinidae.
- Infelizmente, há a outra parte. Há os Homens que poluem as minhas águas. Eu sei que o meu grande volume de água, a minha agitação e composição física e química foram usados como despejo de imensos esgotos urbanos e industriais.
- Sim, mas atualmente já há campanhas a decorrerem e as pessoas, o público em geral já está muito mais atento a esses pormenores e garanto-te que a despoluição está em curso.
- Mas também a minha grande riqueza em peixes, que levou o Homem a explorar-me e que criou um enorme desequilíbrio na minha fauna?!
- Sim, também sei disso. E sei que foi difícil de evitar. Mas sei que também há campanhas de monitorização constante dos ecossistemas marinhos, feitos pela ecologia marinha. Por exemplo, a biologia marinha também está a utilizar ramos da ciência aplicada, como a aquacultura de peixes, mariscos e algas, componentes importantes para a nossa dieta alimentar. E isso vai salvaguardar mais as tuas espécies.
- Talvez seja uma solução. Vamos aguardar para ver. Mas sabes, Sofia, pelo que vejo, já não precisas de vir estudar-me. Tu já sabes muito sobre mim.
- Quem me dera, Mar! Contudo, tu bem sabes que isto não é nada. Quero que saibas que eu, em 2010, tive uma prenda maravilhosa dos meus pais. Fui interagir com os golfinhos. Eles deram-nos algumas explicações sobre a vida marinha e sobre a família Delphinidae. Eu senti-me como se nada soubesse. Ah! Como gostaria de ser como eles! Gostaria assim de poder trabalhar com os golfinhos, estar com eles, nadar com eles, bem como visitar e conhecer as tuas profundezas. Para isso, sei que tenho de estudar muito, que ainda tenho um longo percurso a trilhar, mas sei que tenho vontade para o fazer e que vou conseguir.
- Claro que sim! Então, porque não começas já? Tens um fato de mergulhadora?


Continua...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Joana Pereira Moniz - Menção Honrosa Género Narrativa Ensino Secundário - conclusão

Umas férias e um mistério - conclusão

Parte II

Ficámos a discutir ideias até o brilho do luar entrar na tenda. Então, fizemos uma fogueira e ao som melodioso da guitarra do Mateus dançámos e cantámos até o sono nos invadir a alma.
  Acordámos, cansados, mas felizes, já o sol ia alto. No que restava daquela manhã, demos um passeio pelo rio e recordámos alguns dos momentos do nosso primeiro ano do secundário.
  Durante a tarde, voltámos à praia. Jogámos à bola e às raquetes e, quando íamos refrescar-nos um pouco nas águas cálidas do mar, eis que algo tinha dado à costa mesmo à nossa frente. Era uma garrafa…
  A Ana ficou enervadíssima, pois ainda no dia anterior tínhamos procedido à limpeza do mar e do areal. No entanto, o Mateus, com a sua perspicácia e espírito de aventura, observou que a garrafa continha algo aprisionado no seu interior. Fez deslizar a rolha de cortiça e, sob a abóbada das nossas três cabeças, lá estava um pedaço de papel envolto numa fita de seda vermelha. Peguei no fragmento como se valesse ouro e, com a voz marcada pelo espanto e pelo entusiasmo, li:
              “Muitos mistérios o mar guarda
              Alguns difíceis de entender
              Mas se o teu coração ouvires
              O horizonte poderás ver”                           ATURG
  Ficámos boquiabertos, espelhando os nossos rostos uma surpresa imensa. Até que a Ana inquiriu:
  -Quem terá escrito isto? Assinou como ATURG!?
  Ao que o Mateus respondeu:
  -ATURG!? ... É GRUTA! Está escrito ao contrário! É isso! Um dos mistérios do mundo está numa gruta!
  Corri a abraçá-lo de entusiasmo e então, caminhámos pela costa à procura de uma gruta. Encontrámos uma onde os pescadores guardavam as redes, mas nada mais que isso.
  Ao final da tarde, sentei-me na areia e o Mateus sentou-se perto de mim. Em virtude do frio, ele tirou o casaco e aconchegou-me com ele. Deitei a cabeça no seu ombro e a sensação de conforto e proteção era enorme. Estava dispersa a ouvir as ondas a dar à costa e o canto das gaivotas, quando, ao apurar a audição verifiquei que num certo local da costa as ondas batiam menos intensamente…devia existir uma reentrância nas rochas! Corri imediatamente para lá, com o Mateus e a Ana no meu encalço.
  De facto, existia lá uma gruta. À partida, era uma gruta normal, mas quando me virei e vislumbrei o horizonte e o pôr-do-sol como nunca assim vira, percebi que aquela era a que procurávamos. Seguimos para o seu interior e encontrámos um pequeno lago, no qual o sol incidia pelas fissuras da gruta. Ficámos fascinados com a sua água pura e serena e, ao tocarmos na mesma, algo emergiu à superfície… Era um pequeno baú de madeira… A Ana tirou o baú da água e, quando todos lhe tocámos para sentir a magia da madeira envelhecida, este abriu-se melodiosamente. Dele irradiava o brilho dourado de três búzios do mar. Cada um de nós pegou num, e com eles ouvimos o sussurro do oceano … Guardámo-los como amuletos e, desde então, percebemos que a amizade e o amor são o maior mistério da humanidade.
  Envolvemo-nos num longo abraço e, tendo o céu como limite, deitámo-nos na areia a ver as estrelas do firmamento… Ao meu lado estava o Mateus. Olhou-me nos olhos, deu-me a mão e assim ficámos até ao raiar da manhã…

Joana Pereira Moniz, 10º A, nº 12

Escola Básica e Secundária de Anadia

domingo, 1 de setembro de 2013

Joana Pereira Moniz - Menção Honrosa Género Narrativa Ensino Secundário

Parte I

Umas férias e um mistério

Acordei numa manhã de verão alegre e perfumada, com o sol irradiando pela abertura da tenda para me sussurrar que um novo dia tinha nascido, dia esse que seria o primeiro dia das férias no parque de campismo na foz do Guadiana, a escassos quilómetros da praia.
Pelo canto do olho, observei que a Ana, a minha melhor amiga, continuava no seu sono profundo. Saí da tenda e, envolto no brilho resplandecente daquela manhã estava o Mateus, sentado num tronco de árvore, a preparar o nosso pequeno-almoço.
-Bom dia! – saudou-me ele com uma alegria notória na face.
-Bom dia! – retorqui eu.
Conheci o Mateus na primavera, quando comecei a frequentar o grupo de teatro da minha terra e achava-o perfeito. Escusado será dizer que fiquei radiante quando, no primeiro dia de aulas do 10º ano, o vi entrar na minha sala de aula com a sua alegria natural e a expressão misteriosa nos seus olhos. Todos os dias de manhã passávamos sorrateiramente um pelo outro a entrar para as salas e saudávamo-nos apenas por sorrisos. Nas aulas, encontrava-o muitas vezes a olhar para mim, mas, devido à timidez, nunca tínhamos mantido uma conversa fluente. Até que no dia dos seus anos eu ganhei coragem e desejei-lhe um feliz aniversário. No fim das aulas desse dia, ele convidou-me para comer um gelado. Fomos a pé até ao café do senhor José e, saboreando o gelado, prosseguimos até ao parque onde passeámos entre as árvores envoltas em mistério. Conversámos sobre as aulas daquela manhã, vimos os patos e demos comer aos peixes do lago. Até que o pôr-do-sol chegou e com ele o seu brilho, que nos envolveu numa nuvem de ternura indescritível. Enquanto eu admirava a beleza do astro-rei, Mateus propôs-me que passássemos as próximas férias juntos. Aceitei o convite e agora ali estávamos nós (eu, ele e a Ana).
Depois do meu banho matinal sentia-me especialmente feliz naquelas que eram as minhas primeiras férias num parque de campismo. Acordei a Ana e juntos tomámos o pequeno-almoço com a bênção de um sol luminoso e árvores verdejantes.
Nesse dia combinámos ir à praia, visto termos aderido a uma campanha de limpeza do mar “Um mar limpo para um planeta azul”. Enfim, encontrámos muitos objetos a poluírem o mar: garrafas vazias, redes de pesca rasgadas, pedaços de toalhas de praia, …

No decurso desse dia, percebemos o significado de trabalho conjunto e a importância de preservar o oceano. Ao final do dia, já no aconchego da nossa tenda, relembrámos as aulas de Ciências Naturais, nas quais tínhamos falado das marés negras e da destruição que estas causam ao nível da fauna e da flora, destruição essa que em alguns casos era irreversível. Recordámos também algumas fotografias do Greenpeace que vimos na palestra de sensibilização, que nos marcaram a todos pela realidade da poluição dos oceanos que as mesmas transmitiam.

Continua ...