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quarta-feira, 8 de março de 2017

Memória do 1.º ano de ensino



Lembro-me bem quando comecei a minha carreira de professor (“stor” era como eles diziam). Comecei a dar aulas todo animado, mas…
Não era aquele conto de fadas com que eu sonhava, pelo contrário! Muito depressa comecei a entristecer e a ser mais rigoroso. O ponto foi quando os ouvi a gozarem com o meu nome no intervalo (Ercílio Póvoa, admito que não é um grande nome!). Os dias e os meses foram passando até que chegou o dia (o dia anterior da passagem do 4º para o 5º ano). Nesse dia fui comer a casa do meu irmão Horácio Mariz. Ele disse que não ia ser assim tão mau, mas eu não acreditei nele.
Mas no dia eles surpreenderam-me, preparam-me uma canção e uma carta com a fotografia de todos. Afinal isto não é assim tão mau!
Alexandre Marques, 8.º E

domingo, 5 de março de 2017

Memórias de mendiga



Quando era mendiga, sim, mendiga, pois agora sou "milionária"…
Lembro-me como se fosse ontem! Recordo as noites que passei em claro por causa da fome. Muitas vezes, à noite, ia aos restaurantes pedir comida que tantas vezes me foi negada por terem nojo de mim pela minha aparência. Sentia-me cada vez pior!
Uma vez, por acaso, apareceu uma carrinha de apoio aos mendigos onde davam comidas e roupas. E, a partir daí, sempre que aparecia esta tal carrinha, até os meus olhos sorriam com a pouca alegria que tinha dentro de mim. Quando algumas pessoas me davam dinheiro para poder saciar a minha fome, ia logo ao supermercado onde não me deixavam entrar com medo que roubasse algo.
Durante muito e muito tempo consegui poupar dinheiro e com este comprei comida, roupas e consegui arranjar um emprego numa loja numa vila muito pequena. A minha patroa ofereceu-me um lar onde pudesse morar e dinheiro para que me pudesse sustentar.
Agora sou "milionária", "milionária de felicidade".
Maria Jorge, n.º 14, 8.º E, Bianca Vieira, n.º 5, 8.º E

sábado, 4 de março de 2017

A atitude de uma criança



Quando eu era mendiga, dormia em frente a uma loja. Num dia de chuva, uma criança ia a passar na rua quando me viu. Eu estava à procura de comida no caixote do lixo e a criança parou e perguntou-me o que é que eu estava a fazer. Eu disse-lhe que estava à procura de algo para me alimentar. A criança, com pena de mim, pegou no dinheiro que trazia consigo e disse-me para eu ir comprar alguma coisa para comer. Os pais dessa criança, ao ver a atitude da sua filha convidaram-me para ir a sua casa lanchar e tomar banho. Nunca ninguém tinha feito isso por mim. Com uma simples atitude mudaram a minha vida!
Ana Rolo n.º 2, Beatriz Rosa n.º 3 , 8.º E