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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Entrevista feita no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza


Entrevista a duas das senhoras professoras do grupo de trabalho que organizou a atividade, dra. Teresa Paula e dra. Sara Castela
Somos do Clube de Jornalismo, O Ciclista, e gostaríamos que nos respondesse a algumas questões.
1.      Como surgiu a ideia de celebrarem esta data?
A ideia de celebrar esta data contextualiza-se na pertinência da situação económica frágil em que se encontra uma parte significativa da população portuguesa e porque se trata de um dia internacional, que já foi estabelecido pelas Nações Unidas e que merece alguma relevância.
2.      Como considera que foi a adesão dos alunos?
A adesão dos alunos foi boa, na medida em que houve bastante adesão quer na realização de trabalhos para a atividade, quer na entrega de produtos alimentares. Por outro lado, os discentes, que não participaram diretamente na atividade, tiveram a possibilidade de serem confrontados com a importância desta data através das mensagens criadas pelos colegas.
3.      Qual a mensagem gostaria de deixar, neste dia, para publicarmos no nosso jornal?
Gostaríamos de deixar uma mensagem de esperança e incentivo para aqueles que estão mais fragilizados economicamente e o ideal seria que os mais favorecidos perpetuassem o espírito de partilha, de entreajuda e de solidariedade ao longo de todo o ano.

Obrigada em nome d´O Ciclista



Adriana Matos e Sofia Matos, O Ciclista

domingo, 6 de novembro de 2011

Que pesadelo!


No dia 11 de setembro, eu e o meu gato estávamos em Nova Iorque, quando infelizmente assistimos ao desastre das torres gémeas. Estávamos numa casa a cerca de 30 metros das torres.                                                                                                      
Na manhã desse dia, soprava um vento ameno, quando se ouviram dois aviões, que provavelmente tinham pessoas no seu interior a embaterem contra as torres gémeas. Era tanto fumo, pessoas a gritar e a pedirem ajuda, algumas até se atiravam do cimo das torres. Era tudo horrível. Foi então que eu disse ao meu gato:
– Meu Deus, o que está a acontecer é terrível! É um desastre! Estamos em perigo!
O meu gato estava tão assustado que só miava:
 – Miau, miau…                                                                                    
Foi então que resolvi fechar tudo, as portas, as janelas. Porém, segundos depois, ouvi aquele: Pum! Eram as duas torres a caírem. De repente, ouvi a minha mãe dizer:
– Levanta-te, são horas de acordar e porque é que estás agarrada ao gato?
– Eu estava a dormir?! – perguntei eu, um pouco estremunhada.
– Sim! - informou a mãe, estranhando a pergunta.
– Nem acreditas no sonho que tive. Parecia tudo tão real!
– Está bem, mais tarde contas! Mas agora levanta-te, porque são horas de ires para a escola.
Cumprindo a ordem da minha mãe, eu levantei-me logo e dirigi-me ao meu gato, que ainda dormia profundamente e pensei para comigo: Como é possível ter tido este pesadelo?!

Lénia da Silva, nº 19, 7º F

sábado, 5 de novembro de 2011

Outubro, Mês Internacional da Biblioteca Escolar


Outubro foi o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Este ano o lema foi «Biblioteca Escolar. Saber. Um Poder para a Vida».
O programa de comemorações da Escola Básica nº 2 de Anadia foi do agradado de todos e, por isso, um sucesso.
Vamos relembrar o que a nossa bibliotecária, em conjunto com toda a sua equipa, dinamizou:
1.     Ao longo do mês
a.     Para os alunos do 5º Ano decorreram ações de Formação subordinadas ao tema “Utilizadores da BE”.
b.     Formação sobre “Consultar um Dicionário”, para as turmas que manifestaram essa necessidade
c.      Leitura de Pais/EE para as turmas cujos Pais revelaram esse desejo.
2.     De 3 a 29 os alunos do 3º Ciclo deslocaram-se à Biblioteca Municipal de Anadia para apreciarem a Exposição sobre a República.
3.     Dia 17, a BE, associou-se à comemoração do Dia Mundial da Alimentação com um concurso de marcadores de livros em articulação com a BMA.
4.     A 24, Dia da Biblioteca Escolar
a.     Foram feitas leituras múltiplas pela Dra. Ivone Saraiva, Professora Bibliotecária, nas Salas de Aula, com distribuição de marcadores comemorativos
b.     Realizou-se uma Ação de Formação para alunos, Pais/EE e outros sobre o Papel da BE na Atualidade pela Coordenadora Interconcelhia das BE, Dra. Isabel Nina.
5.     De 27 a 28 Exposição. Os alunos do 6º Ano deslocaram-se à BMA, para visitarem o “Champimóvel”.
6.     A 31, em articulação com as Línguas e EVT, os alunos comemoraram o Halloween.


A Equipa d´O Ciclista

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Champimóvel


Fruto de uma parceria, entre a Câmara Municipal de Anadia  e a Fundação Champalimaud, esteve patente na Biblioteca Municipal de Anadia, entre os dias 26 e 31 de outubro, a exposição “Champimóvel”.
Os nossos alunos, do 6º e do 9º, deslocaram-se à BMA, uns a pé outros com transporte a cargo da CMA a fim de viajarem para o mundo do "Champi”. Mas, durante o fim de semana, muitos outros visitaram esta exposição.
O nosso sincero agradecimento à BMA e à CMA.

O “Champimóvel” é uma exposição itinerante, da Fundação Champalimaud.
Esta é uma experiência tri-dimensional, interativa e móvel com base num filme que “transporta tecnologia de ponta cientifica-médica para o coração e a mente das crianças dos 9 aos 14 anos. Os estudantes imergem no funcionamento do corpo humano ao nível microscópico. A descoberta dos temas científicos subjacentes é feita de forma natural e agradável”.
O fim desta é levar os jovens a testemunhar os problemas mais relevantes e mais contemporâneos na ciência médica tais como as células estaminais, nanotecnologias, DNA e a terapia genética. Leva-os a viajarem até ao fígado, ao pâncreas, a perceberem como as células funcionam, quais os novos mecanismos para tratamento de doenças, etc.. Esta pretende essencialmente estimular o gosto pela ciência e pela investigação científica.
É uma fantástica aventura, em que o "Champi”, o guia, leva os pequenos exploradores nesta espetacular e inédita viagem pelo corpo humano.



A nossa equipa também esteve lá e promete, já amanhã, fazer a apresentação de fotos colhidas no local.

A Equipa d´O Ciclista



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia dos Fiéis Defuntos


Hoje republicamos a "notícia" dada há um ano.

A Equipa d´O Ciclista


O dia dos fiéis defuntos celebra-se a 2 de Novembro.
Neste dia, as pessoas dirigem-se ao cemitério para cuidar das sepulturas dos familiares que já faleceram. As campas são enfeitadas com flores.
Tradicionalmente eram os crisântemos, flores da época, que eram mais utilizados nestes arranjos.
Actualmente há uma maior variedade de flores que são utilizadas para venerar os entes queridos.
Muitas pessoas, porque na véspera é feriado nacional, aproveitam o dia e a disponibilidade para enfeitarem o cemitério.

Adriana Matos e Sofia Pedrosa, O Ciclista

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de Todos os Santos


O Dia de Todos os Santos, celebrado a 1 de Novembro, foi criado em honra todos os santos e mártires. A tradição de celebrar o Dia de Todos os Santos tem origem na composição do calendário litúrgico.

Esta tradição inicia-se com a celebração de orações, missas e vigílias nas datas de aniversário e junto aos locais de morte dos cristãos martirizados. Mais tarde, nesses lugares e em honra desses mártires, foram edificadas igrejas e basílicas.
Perdem-se no tempo os ritos dos "bolos dos Santos" e as "castanhas e água-pé". Neste dia, logo pela manhã, juntavam-se grupos de crianças que, de porta em porta, pediam os "santinhos", os "bolinhos" ou os "santórios".
O nosso Agrupamento, à semelhança do que tem feito em anos anteriores, revive os Santórios promovendo uma atividade, da responsabilidade do GIC* (Grupo de intervenção Comunitária). Esta atividade prevê, para além de recriar a tradição dos Santórios, já um tanto esquecida e que outrora teve grande expressão na Bairrada, o convívio entre todos os elementos da comunidade escolar, a angariação de fundos para apoiar, ao longo do ano, alunos carenciados e, deste modo, permitir a perceção do sentido da solidariedade que a própria tradição encerra.
A colaboração de todos é, assim, fundamental. Caso possa e queira participar envie pelo seu educando, no dia 2 de Novembro, produtos da época (nozes, castanhas, dióspiros, figos, marmelos, etc.) que tenha em casa, para partilhar. Não necessitam de comprar nada, enviem apenas do que tem!
Estes produtos são expostos, durante a manhã, no polivalente e quem quiser pode adquiri-los a preços simbólicos revertendo o lucro para o GIC. Todos estão convidados a participar!
Os alunos devem levar os produtos para a sala de aula onde alguém passará a recolhê-los.
Se quiser visitar-nos nesse dia será um prazer tê-lo connosco.

*    GIC – grupo constituído por professores e com a colaboração preciosa de pessoas das várias áreas da comunidade educativa, que procura estar atento e ajudar a minorar alguns problemas económicos dos nossos alunos bem como a despertar para o saber ser solidário, saber ser interventivo, saber estar atento ao mundo que nos rodeia, entre outros objetivos. Além da distribuição de roupa, calçado e outros bens, participa e promove campanhas de solidariedade. Precisa e agradece a participação de todos quantos queiram colaborar.

Obrigado a todos pela colaboração!

Adriana Matos e Sofia Pedrosa, O Ciclista

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia Mundial da Poupança


31 de outubro

Desde muito cedo que Duarte se habituara a poupar. Os seus pais eram pessoas pobres que viviam do seu, mal pago, trabalho. Apesar de escassa e sem grandes manjares, a comida nunca faltou na mesa da sua casa.
Martim, filho de antigos aristocratas, quando em Portugal ainda reinava a monarquia, habituara-se a uma vida regalada e a gastos frequentemente desnecessários. As festas e banquetes dados pelos seus pais eram o seu dia a dia.
A escola frequentada pelos dois não foi a mesma. Duarte sempre andou na escola da pequena vila. Já Martim estava no melhor colégio.
Conheceram-se na faculdade de Medicina e, logo no primeiro momento em que se conheceram, uma grande e verdadeira amizade os uniu, apesar das diferenças sociais que os separavam.
Duarte estudava com o dinheiro da bolsa que lhe tinha sido atribuída e era um aluno aplicado. Martim gostava de farras e as noites perdidas levavam-no a quase nunca pôr os pés nas aulas. Duarte bem o tentava convencer a mudar o seu estilo de vida, a poupar, mas nada o demovia do seu viver desenfreado.
Assim, enquanto Duarte terminou o curso no tempo normal e conseguiu estágio e depois emprego num importante hospital, Martim nunca conseguiu completar o primeiro ano.
Os pais, que entretanto faleceram drasticamente, deixaram-no com aquilo que se podia dizer um bom pé-de-meia. Mas Martim, por sua vez, vivia dos seus rendimentos, gastava tudo sem pensar e nada fazia para manter ou acrescentar esse património. Por isso, um dia, viu-se subitamente na miséria. Estava sozinho no mundo e não sabia o que fazer.
 Certa tarde, sentado no banco de um belo jardim, pensava como tinha desperdiçado a sua juventude. O que faria agora? O que realmente sabia fazer? Como iria arranjar trabalho? Não sabia fazer nada. Quem lhe dera voltar atrás e recomeçar. Certamente, iria tirar o curso e ficar como o Duarte. Recordou-se assim dos velhos tempos com o amigo, dos seus conselhos e do total desprezo pela mania de poupança do amigo. De repente, sentiu uma mão sobre o seu ombro e viu-o, era Duarte, o seu melhor amigo. Martim abraçou-o emocionado.
Após terem colocado alguma da conversa em dia, Martim perguntou-lhe se no hospital onde trabalhava haveria um lugar para ele, pois precisava urgentemente de trabalhar.
Duarte sentiu-se mal. Haver até havia, mas não era trabalho para ele. Vendo-o hesitar, Martim disse-lhe:
 - Nestes dias, tenho aprendido muito. Reconheço que nunca respeitei o trabalho de ninguém, trabalhar era até uma palavra que não constava do meu dicionário. Sinto que há lá qualquer coisita. Diz-me, há, não há?
De facto, dias depois, Martim concorreu e, com uma pequena ajuda de Duarte, conseguiu o emprego de maqueiro das 18 às 24 horas, todos os dias. Com este horário e o dinheiro que ganhava, conseguiu acabar o curso.
Hoje, Duarte e Martim estão juntos na clínica, a “DuaMar” e tudo isto só foi possível com o seu trabalho e, claro, com uma grande poupança por parte dos dois amigos.

Sofia Matos, nº21, 8º C / O Ciclista

domingo, 30 de outubro de 2011

Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama


30 de outubro de 2011

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Embora seja mais frequente nas mulheres, também pode desenvolver-se nos homens.
A Equipa d´O Ciclista pretende alertar para este problema e, como tal, apresenta um trabalho retirado do sítio: www.laco.pt.



A Equipa d´ O Ciclista

sábado, 29 de outubro de 2011

Dia das Bruxas


Vamos comemorar o Halloween?

EB nº 2 de Vilarinho do Bairro
Celebration Hallowe’en 
Atividades:
  • Haunted Wall  (Parede Mal-Assombrada) | Alunos do 5º e 6º Anos
Na Biblioteca Escolar vai estar uma “parede” para tu decorares com imagens e frases alusivas ao Hallowe’en. Podes desenhar as imagens, copiá-las da Internet ou recortá-las de revistas que já tenham sido lidas. A seguir, vais colar o teu trabalho na parede que se encontra à entrada da Biblioteca. Mãos à obra!!!!!
Concursos 
 Alunos do 5º e 6º Anos  (ver regulamento)
Trabalho artístico: decoração de um chapéu com temos alusivos ao Hallowe’en;
Trabalho escrito: produção de um texto relacionado com o trabalho artístico.
Desfile de Chapéus: dia 31 de outubro | Hat Parade 

A entrega dos trabalhos deverá ser feita até ao dia 28 de outubro
Dinamizadores: Biblioteca Escolar e Disciplina de Língua Inglesa.


A Equipa d´ O Ciclista

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia Mundial da Terceira Idade


28 de outubro

Infelizmente, nos dias de hoje, existem muitas pessoas que pensam que os idosos, como já têm uma certa idade, não conseguem fazer nada, mas enganam-se. Essas pessoas, que muitas das vezes são tratadas por “velhos”, acabam por ter muito mais vida, energia e dinamismo do que muitos de nós, que somos jovens e temos uma vida pela frente.
Ser idoso, no meu ver, não significa ter um rol de complicações na vida, para mim significa muito mais do que isso. Ser idoso é como voltar a ser jovem de novo. E de facto, a partir de uma certa idade, muitas dessas pessoas voltam novamente a viver a vida, não de uma forma mais lenta como muita gente pensa mas sim com toda a garra e vivacidade, praticando exercício, participando numa série de desportos, que a maioria de nós, jovens, não faz. Se pensarmos bem, muitos jovens optam por ficar no sofá a ver televisão ou a jogar no computador.
Como jovem que sou tenho a plena consciência de que, na maioria das vezes, as pessoas mais velhas são desprezadas, ignoradas e humilhadas. Mas porquê? Elas já foram como nós, já viveram a sua vida quase na totalidade. Não merecem essa indiferença! E já pensaram que um dia terão essa idade? E não gostariam que as pessoas vos vissem da mesma forma, pois não?!
Então, está na altura certa para mudarmos as nossas atitudes e respeitarmos com dignidade todos aqueles que estão marcados pela sua “velha” idade.                                                

"Os idosos são crianças inocentes da sua velha idade."

Ana Patrícia Fernandes, nº 27, 8º C / O Ciclista

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Diversão e aflição


Certo dia, eu e o meu cão Max fomos dar uma volta a um campo muito bonito, onde costumávamos ir passear. Como estava muito sol, fui sentar-me debaixo de uma laranjeira alta, frondosa e carregada de laranjas. Momentos depois, vi o Roberto e a Mafalda a passear e fui chamá-los para passarmos o resto do dia juntos.
Durante a tarde, jogámos às apanhadas, e o Max, astuto como é, apanhava-nos quase sempre. Como não podia deixar de ser, andámos também a apanhar laranjas e a comê-las. Quando começou a ficar mais calor, aproximámo-nos de um riacho que ia dar a uma cascata. A nossa primeira reação foi molharmos os pés e de seguida, divertimo-nos a chapinar na água. Entretanto, a corrente começou a ficar cada vez mais forte. Decidimos que tínhamos de ir embora, porque estava a ficar perigoso e também muito tarde. Porém ouvimos um cão a ladrar e quando olhámos para trás, era o Max que estava preso a uma pedra. Tentámos tirá-lo. Eu e a Mafalda puxámos pelas pernas e o Roberto arredou as pedras e com muita força, felizmente conseguimos tirá-lo.
Já fora de água, respirámos de alívio e ficámos muito contentes pelo facto do meu cão Max não ter sido levado pela corrente. Mas, para ficarmos mais descansados, dirigimo-nos logo ao veterinário que nos disse que ele tinha partido uma perna. Durante algum tempo, ele teve de descansar. Mas felizmente recuperou muito bem, e desde esse dia nunca mais nos aproximámos da cascata.



Sofia Ferreira, nº 28, 7º F

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O casarão assombrado


Numa noite escura de verão, eu e um amigo apercebemo-nos que estávamos perdidos numa floresta tenebrosa e arrepiante. Entretanto, andámos pela floresta algumas horas, quando demos de cara com uma casa que estava abandonada e em mau estado.
Eu e o meu colega olhámos um para o outro e estivemos a discutir para saber se devíamos lá a passar a noite ou não. E, após uma pequena reflexão, decidimos pernoitar dentro da casa. No momento em que entrámos, ficámos surpreendidos ao vermos um conjunto de quadros esquisitos. Parecia até que os olhos das imagens se mexiam. No entanto, também havia caveiras à volta da lareira. Tentámos manter a calma. De seguida, dirigimo-nos aos quartos, e ficámos surpresos ao ver que as camas estavam feitas. Então, cada um escolheu a sua, mas a porta estava meia estragada e quando estávamos para dormir, ouvimos barulhos que nos fizeram arrepiar a espinha. Com coragem, fomos tentar ver qual seria a origem de tais ruídos e verificámos que afinal eram só ratos. Com algum receio, voltámos paras as nossas camas e acabámos por adormecer.
 No dia seguinte, acordámos cedo para aproveitar a luz do dia a fim de procurarmos o caminho de volta para casa e abandonar de vez o casarão assombrado. E “Ala que se faz tarde!”, fugimos dali a sete pés, não fôssemos nós ficar ali para sempre!

David Martins, nº 6, 8º D

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um dia de verão especial


Neste verão, durante as férias, fui a uma praia do Norte espetacular. As águas do mar eram cristalinas, não fazia ondas e estava um dia magnífico.
Eu, nesse dia, fui para a praia com umas amigas e acabei por encontrar umas colegas minhas da escola que vieram ter connosco. Quando elas vieram ao nosso encontro, fomos dar uma volta à beira-mar e como tínhamos ido para a praia com a intenção de nos divertirmos, fomos logo para o mar para nadar e brincar um pouco na água. No momento, em que já estávamos exaustas, fomos para as toalhas para apanharmos uns banhinhos de sol, pois o sol convidava a tal. Tivemos ainda tempo para falarmos sobre os nossos projetos futuros. Entretanto, conversa aqui, conversa acolá, começou a escurecer e então, fomos embora e despedimo-nos umas das outras, exclamando em coro:
- Que dia espetacular!
E de facto este dia para mim foi muito especial, porque pude ver novamente as minhas colegas de escola que já não via desde o final do ano letivo.  

Rute, 8º C

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dia Nacional da Cultura Cientifica.


24 de outubro

São várias as efemérides que se celebram a 24 de outubro. Gostaríamos de dissertar sobre todas elas: Dia da Organização das Nações Unidas, Dia Europeu da Justiça Civil, Dia Mundial da informação sobre o Desenvolvimento e Dia Nacional da Cultura Cientifica. Mas, é acerca desta última, que publicamos um belo texto redigido por uma das nossas alunas do clube.


A Cultura Científica

Enquanto bebericava o café, peguei no jornal que acabou por atrair a minha atenção. Nessa tarde, na minha pequena cidade, tinha lugar uma conferência sobre o cancro. Pelos vistos, alguém tinha feito uma descoberta sensacional. Entretanto, ao ler o jornal, viajei até aos meus tempos de professora.
Era o primeiro dia de aulas. Para muitos, o primeiro dia de escola!
O sol brilhava e nós, assim como os alunos, ansiávamos pela descoberta. Descoberta de como seríamos todos. A gritaria voltava a encher os recreios.
Finalmente, tinha chegado a hora de nos dirigirmos às salas. Eu estava outra vez com uma turma de 1º ano. A ansiedade, o medo, a angústia e a esperança espelhavam-se nos olhitos das crianças que aguardavam agarrados às pernas dos seus pais.
Com o sorriso, que involuntariamente me seguia, pedi aos meninos que se sentassem e aos pais que permanecessem por detrás dos seus filhos. Depois de conversarmos um pouco sobre a escola, os livros e materiais, que já todos tinham comprado, pedi aos pais que me entregassem os seus meninos e prometi-lhes que, durante os quatro anos que se seguiam, faria tudo para os ajudar a construir um bom futuro.
Recordo duas daquelas vinte crianças que me rodeavam e que desde logo me chamaram a atenção pelo olhar tão diferente, mas tão singular que possuíam.
Marta tinha os olhos mais doces que alguma vez vira. O seu olhar denotava firmeza e determinação.
Diogo tinha uns olhos nublados pela dor, que, mais tarde vim a saber, refletiam a perda do irmão gémeo. Mas, por detrás desse sofrimento, notava uma força incomum e um espírito lutador.
Logo nos primeiros dias notei que Diogo se afastava dos colegas, refugiando-se sozinho num canto do recreio. Um menino que se magoava, outro a quem puxavam os cabelos, impedia-me de ir falar com ele. Mas, nesse dia, nada me havia de conter. Sem hesitar, dirigi-me a ele. Porém, alguém se antecipou. Marta tinha-se aproximado dele e segurando as suas mãos, falava ternamente com Diogo. Olhei-os encantada, pois pela primeira vez vi aflorar um sorriso aos seus lábios.
Marta e Diogo, a partir daquele momento, tornaram-se amigos inseparáveis e toda a turma os adorava.
Um dia, quando explicava a importância da ciência, Diogo disse-me que não acreditava nela, porque de nada valera para o irmão. E eu respondi:
 - Sabem, a Ciência está para a vida como o fermento para o pão! A massa para fazer o pão precisa de fermento para crescer e a ciência é igual, também temos de usar fermento para a fazer desenvolver. Um dia, decerto, vão compreender-me melhor.
O resto da aula, Diogo e Marta permaneceram silenciosos. E o mais curioso é que a partir daquele dia, Diogo não voltou a fazer comentários. Contudo, em conjunto com a Marta, questionava tudo com uma grande ânsia de aprender.
Ao longo desses quatro anos, vi-os aprender, questionar, enfim, crescer.
Momentos depois, voltei a concentrar-me no café que jazia frio na chávena e apercebi-me que hoje, passados cerca de trinta anos, e de ter ensinado milhares de meninos, muitos deles excelentes alunos até, jamais eram idênticos àqueles dois. Na verdade, relembro os alunos que tive e com alguma tristeza, as aulas que nunca mais darei, mas a idade não perdoa e sinto-me cansada.
O jornal permanecia nas minhas mãos e voltei à notícia que me fizera relembrar o meu passado. De seguida, lembrei-me que me tinham enviado um convite para essa conferência. Decidi, então, nesse mesmo instante, que iria.
Entretanto a sessão já tinha começado, quando entrei na sala de conferências do centro cultural. Nesse momento, um dos conferencistas discursava sobre a tal descoberta que ele e uma colega tinham feito. Como não tinha assistido à apresentação, desconhecia o nome de tão ilustres cientistas.
De repente, não percebi bem o que se estava a passar, mas os olhares das pessoas dirigiram-se para a fila onde eu me encontrava. O conferencista e uma das suas outras colegas, que estava na mesa, desceram do palco e dirigiram-se para o lugar onde me acabara de sentar. Ele, pegando nas minhas mãos, disse-me:
 – Obrigado, senhora professora Maria.
Olhei primeiro para ele e depois para ela e vi aqueles olhos… Meu Deus! A minha já cansada memória não me estava a trair, o olhar daquelas duas crianças permanecera igual e eu, então, exclamei:
- Marta e Diogo!
E com um sorriso nos lábios, comentaram:
- A senhora é a principal responsável por estarmos hoje aqui. Há muitos anos, falou-nos da importância da ciência, dizendo que ela estava para a vida como o fermento para o pão! Nunca o esquecemos e atualmente podemos afirmar que tudo isto só foi possível, porque nos fez ver e acreditar como é útil estudar e ter conhecimento. Compreender como a ciência é importante!

Adriana Matos, nº 1, 8º C / O Ciclista

domingo, 23 de outubro de 2011

Por um triz!


Certo dia, estava eu a entrar pelo portão da minha casa, quando a Roxy, a minha cadela, desatou a fugir pelo portão fora, sem dar o mínimo aviso de que iria fugir. Então, só tive tempo de largar a mochila e correr atrás dela. Segui-a e vi que ela tinha parado e qual não foi o meu espanto, quando verifiquei que ela estava a comer uvas diretamente de uma videira. Decidi aproximar-me dela e no momento em que já estava perto dela, ela desatou a correr a toda a velocidade para uma zona de pinheiros mansos. Momentos depois, consegui finalmente agarrá-la. Entretanto, ouvimos passos, eram os donos do terreno em que estávamos. Eu e a Roxy só tivemos tempo de nos esconder no meio de umas canas que lá havia. O problema é que a Roxy ladrava sempre que via estranhos. Então, quando ela se preparava para o fazer, eu tapei-lhe o focinho para ela não ladrar. Entretanto, os homens acabaram por ir embora e nós começámos a correr o mais rápido possível para que não fôssemos apanhados.
Uf! Foi mesmo por um triz, pois há pessoas que não gostam nada de ver os seus terrenos invadidos por intrusos.

André Correia, nº 8, 7º F

sábado, 22 de outubro de 2011

Perdida na floresta?!


Era domingo e eu, os meus pais e o meu irmão decidimos ir dar uma volta pela floresta perto da minha casa, um espaço maravilhoso e encantador.
Quando começámos a passear pela floresta, eu estava desejosa para ver alguns dos animais, como por exemplo: as cobras, os leões, os morcegos, as corujas, entre outros. No entanto, esta minha curiosidade fez com que eu me perdesse. E quando me apercebi da situação, um grande pânico se apoderou de mim, pois estava ali perdida e sozinha na floresta rodeada por animais selvagens.
De repente, apanhei um grande susto, quando ouvi as corujas a piarem em coro e os ramos das árvores pareciam querer pegar em mim. Desesperadamente gritei e desatei a correr, sempre cheia de medo, até que encontrei finalmente o caminho de regresso a casa.
Quando lá cheguei, abri a porta, entrei e reparei que os meus pais e o meu irmão já estavam a dormir. E depois pensei para com os meus botões: será que tudo não teria passado de um sonho?!

Edna Almeida, nº 8, 8º D

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

Apresentamos, em pormenor, alguns dos trabalhos realizados pelos alunos e que estão expostos  no Polivalente da Escola Básica nº 2 de Anadia (parte 2).




A Equipa d´O Ciclista

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

A Equipa d´O Ciclista apoiou a iniciativa de assinalar este Dia Internacional, numa tentativa de fomentar o espírito de partilha da nossa comunidade escolar.

Hoje, conforme o prometido,  apresentamos as fotografias da exposição (parte 1) que está patente na Escola Básica nº 2 de Anadia.

Prometemos, em breve, dar mais notícias acerca desta atividade.






A Equipa d´O Ciclista

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

II Mostra de Sopas


A II Mostra de Sopas dinamizada pelo grupo de Educação para a Saúde foi um sucesso. Os alunos e os pais aderiram de forma excecional, transformando esta atividade num extraordinário convívio.
Por hoje ficam as fotos, mas prometemos voltar a dar notícias sobre este evento.




A Equipa d´O Ciclista

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma grande lição!


Ainda na sequência do dia que ontem se comemorou, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e Exclusão Social, O Ciclista publica uma versão adaptada de uma lenda, cujo autor se desconhece.

Conta uma lenda que um homem foi convidado a visitar um lugar onde habitavam dois povos distintos.
Quando abriram a porta do primeiro, o homem viu uma sala em cujo centro havia uma terrina de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, com um cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar a terrina, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande...
Em seguida, o anfitrião levou o homem para conhecer o segundo lugar. Entraram numa sala idêntica à primeira: Havia a mesma terrina, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.
- Eu não compreendo, disse o homem, - por que é que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?
Sorrindo a resposta foi esta:
- Não percebe? É Porque aqui eles aprenderam a partilhar comida uns aos outros...

Moral:
1.Egoísmo:
As pessoas na primeira sala estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para resolver a situação;
2.Criatividade:
Como todos estavam a querer livrar-se da situação caótica em que se encontravam, não tiveram a iniciativa de procurar alternativas que pudessem resolver o problema;
3.Espírito de equipa:
Se tivesse havido o espírito solidário e de ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão:
Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipa é essencial para o alcance do sucesso;
Uma equipa participativa, homogénea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados.

A Equipa d´O Ciclista