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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Carta de D. Inês de Castro a D. Pedro

Coimbra, 6 de Janeiro de 1355.

Meu amado D. Pedro,
Pressinto que a minha partida está para mui breve e antes que deixe este mundo, queria mais uma vez confessar-te, meu amor, o quanto te amo e que na verdade nunca te deixarei de amar.
Peço-te que cuides dos nossos belíssimos filhos, fruto do nosso amor. De facto, gostaria de estar presente, quando eles se casarem, mas não posso fugir ao meu destino.
Amanhã, irei falar com o teu pai, o Rei D. Afonso IV. Irei pedir-lhe que tenha misericórdia de mim e que me mande para o exílio, para que possas cumprir os teus deveres como príncipe e futuro Rei de Portugal.
Se amanhã não for bem sucedida, pois o povo está a pressionar o teu pai para que eu desapareça, quero que tu, meu amor, saibas que mesmo que amanhã o teu pai ceda à pressão do povo, eu irei amar-te para todo o sempre e quero que entendas a posição do teu querido pai.
Nem esta carta, nem todas as palavras do mundo servirão para expressar o amor que sinto por ti. Não me vou despedir, pois nós ver-nos-emos lá em cima e aí sim, aí ninguém nos poderá separar e estaremos juntos para sempre.
Com todo o meu amor e carinho,
D. Inês de Castro


Noémi Marques Loureiro, nº 16, 9º F 

sábado, 11 de junho de 2011

Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões


Após o estudo do episódio da morte de Inês de Castro, situado no Canto III d’ “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, houve duas alunas que se colocaram na pele da pobre e indefesa donzela, que foi vítima do amor e teve como destino a morte. D. Afonso IV esteve prestes a perdoá-la, mas o povo com “falsas e ferozes razões” “à morte crua o persuade”.

Uma outra aluna colocou-se na pele do Gigante, que atemorizou os nautas portugueses comandados por Vasco da Gama mas, graças à coragem destes homens, acabou por ser enfrentado e ultrapassado.
 Os nautas portugueses superaram assim o medo sentido. No entanto, o Adamastor viveu uma triste história de amor não correspondido e é à volta desse facto que a discente decidiu escrever.
São estes três belos textos que O Ciclista vai publicar nos dias 13, 14 e 15 de Junho.

Sara Castela, O Ciclista