Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dia Europeu da Vitima de Crime

22 de fevereiro de 2014

O Ciclista assinala, com a publicação de mais um texto escrito pela Margarida Pereira, o Dia Europeu da Vitima de Crime. No entanto, antes de o apresentarmos, gostaríamos de dar a conhecer alguns dos mais recentes dados estatísticos, relativos ao ano transato (2013), através do Relatório Anual e patentes no sítio da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima):


O atual contexto de crise económica e social revela, a cada dia que passa, o crescente empobrecimento da população portuguesa. As necessidades múltiplas – de alimentação, habitação, emprego, etc. – caracterizam cada vez mais os pedidos de apoio. Por conseguinte, as diligências têm sido em maior número e mais diversas, mas os resultados menos evidentes, sobretudo a curto prazo. A experiência da APAV permite ainda supor que existem vítimas que não procuram ajuda, com receio de não terem as condições económicas para sobreviver fora de um agregado familiar violento.
O apoio à vítima dado pela APAV em 2013 refletiu-se no expressivo número de 37 222 atendimentos realizados. Na rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, Casas de Abrigo e Unidades de Apoio à Vítima Migrante, os Técnicos de Apoio à Vítima da APAV, na sua grande maioria voluntários, desenvolveram 11 800 processos de apoio, tendo apoiado 8 733 vítimas diretas. As pessoas apoiadas pela APAV em 2013 relataram ter sido vítimas de 20 642 crimes”.

Graça Matos, O Ciclista

Simples gestos mudam a vida de todos

Nos dias de hoje, são várias as pessoas que têm vindo a recorrer à violência para se sentirem melhores. Mas será que é eficaz? A verdade é que para existirem atacantes também existem presas.
Esta violência pode ocorrer em qualquer momento em que o atacante sinta necessidade de o fazer. Muitas vezes, pode ser uma falta de aceitação das diferenças. Mas será que é por lhes baterem que eles vão mudar de cor, religião, maneira de ser, …?
Quase todas as vítimas se tornam pessoas desligadas e afastadas do mundo, pois sentem uma negação por parte deste e das pessoas que o habitam. Outras transformam-se no predador devido a um enorme sentimento de revolta.
Acredita que tu é que deves mudar e aceitar o próximo como gostarias que ele te aceitasse. Por exemplo, imaginemos uma situação na escola: estás com fome e sem dinheiro para comprar comida e, de repente, decides que o melhor seria tentar roubar o lanche violentamente a alguém, ora, em vez disso, deverias sim tentar, de uma forma afetuosa, pedir que o partilhassem contigo.
São simples gestos que mudam a vida de todos.
Tenta assim mostrar o teu interior, pois tenho a certeza que ninguém é tão cruel que nem um sorriso consegue dividir com alguém.
Não deixes que aquela pessoa, que tanto gozo te dá ver sofrer, se torne alguém marcado por ti para o resto da vida.

Margarida Costa Pereira, nº 15, 9º A

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A violência

A violência nos nossos dias tem vindo a aumentar cada vez mais quer a psicológica quer a física, por mero prazer ou até para a pessoa que agride chegar a concretizar alguns dos seus objetivos, fazendo com que os outros sofram, e este caso é mais comum nos jovens e muitas das situações de violência ocorrem nas nossas escolas.
No meu ponto de vista, estes indivíduos deveriam pensar nas consequências que podem vir a ter pelos seus atos violentos. Estes casos acontecem mais por uns acharem ser superiores aos outros, por terem mais poder psicológico ou até por falta de dinheiro. Ora, estes indivíduos deveriam ter mais respeito pelos outros, compreender as suas situações, mas hoje em dia na maioria das vezes não é assim e os agressores dizem o que querem e fazem o que querem sem pensar no que os outros sofrem ou já terão sofrido.
Ah! Como seria bom que reinasse a solidariedade entre todos e se assim fosse, quando uma pessoa se sente mal, triste, sozinha ou até por não ter dinheiro para um simples pão, deveríamos ajudá-la bem como mostrar-lhe carinho e amizade. A isto chama-se espírito de entreajuda e é assim que deveria ser e em vez de violência, haver uma conversa civilizada entre as pessoas, uma vez que a violência não leva a nada.
Sejam cidadãos civilizados e ajudem quem mais precisa do vosso apoio, já que um dia também podem vir a ter a necessidade de serem ajudados.


Sandra Duarte, nº 21, 9º A

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dia da Resistência Não Violenta

20 de fevereiro de 2014

O Dia da Resistência Não Violenta celebra-se hoje, dia 20 de Fevereiro. Os defensores deste dia pretendem mostrar que se pode lutar pelo que se acredita sem recorrer à violência. De acordo com os mesmos, a luta deve ser baseada no diálogo e em manifestações pacíficas. Nunca em circunstância alguma se deve recorrer à violência.
Durante as aulas de Português a professora estimulou os alunos a escreverem sobre este tema e são esses textos que vamos apresentar a partir de hoje.
Alguns alunos não esqueceram e deram especial ênfase ao bullying. Um tipo de violência que, infelizmente, é uma realidade incompreensível e familiar a muitos alunos das escolas portuguesas.

Graça Matos, O Ciclista


A violência
A violência, tanto física como psicológica, pode causar vítimas cujos danos são irreversíveis. São atos prejudiciais à saúde das vítimas, que deveriam ser identificados e severamente punidos.
No meu ponto de vista, em Portugal, devido à crise económica que atualmente se está a viver, as pessoas tornam-se mais stressadas, uma vez que necessitam daquela ‘espécie’ rara à qual dão o nome de dinheiro. As pessoas veem-se, então, obrigadas a furtar, roubar… Enfim, atos inaceitáveis, que acabarão certamente por desencadear uma rede de violência, razão pela qual considero que a expressão: “Violência gera mais violência” é, de facto, cem por cento verdadeira.
No entanto, também nas escolas e, cada vez mais, os estudantes entram em contacto com este tipo de violência.
Por vezes, as pessoas que praticam estes atos, outras como vítimas e ainda outras como meros espetadores, na maioria das vezes, acabam por ignorar estes casos por não saber como agir. Há ocasiões em que as vítimas se tornam os agressores consumidos pelo sentimento de revolta, mas não agridem quem os prejudicou e, sim, seres mais frágeis.
Sendo assim, a meu ver, uma das formas para combatermos estas situações é quebrar com a rede de violência, semeando nos grupos que vamos conhecendo a amizade, a solidariedade, a união e o espírito de entreajuda. Considero, de facto, esta a chave para romper com os atos desumanos que atuam no nosso mundo!


João Rocha, nº 8, 9º A

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Exposição Dia dos Namorados

As duas escolas localizadas na bela cidade de Anadia, sede concelhia, a Secundária e a Básica nº 2, do nosso Agrupamento, têm patente uma exposição de trabalhos sobre a semana dos Afetos e o Dia dos Namorados. Alguns destes trabalhos dos alunos estão inseridos no projeto “Pinga amor por aí.”

Este Foi um projeto criado por dois amigos e iniciou-se em Portugal. Mas já se espalhou pelo mundo!
A ideia é deixar um coração, um Pingo, em locais públicos para que alguém o encontre e o leve consigo. “Aquecer a alma dum desconhecido. ...só porque sim!”
O projeto foi aberto a qualquer pessoa que tenha uma verdadeira vontade de partilhar “Amor, alegria e sorrisos, em forma de Pingos de Amor por aí”.
No âmbito do Projeto de Educação Sexual da Turma o DT/Coordenador do projeto propôs e motivou os alunos para construir um coração, o tal Pingo, em qualquer material (patchwork, feltro, tecido, origami, etc.), e juntar-lhe uma frase ou um pequeno texto de afeto, original ou de autores, com a identificação do aluno, turma e ano. Cada coração terá uma fita dada pela equipa do PES com a identificação do Agrupamento e da hiperligação do blogue do projeto: http://pingamorporai.blogspot.pt//.
Alguns dos corações estão expostos na escola. Em Maio será realizada uma exposição aberta à comunidade com os corações mais originais, realizada fora do Agrupamento.
Em Junho, cada aluno participante levará os seus corações para deixarem o seu «pingo» por aí… simplesmente!
O Ciclista apresenta a todos seus leitores as fotografias que fez dos trabalhos expostos.






Graça Matos, O Ciclista

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Semana dos Afetos

Uma professora do nosso Agrupamento fez chegar à nossa “redação” este belo poema, que partilhamos com todos.

Graça Matos, O Ciclista

“Leva-me contigo”

A mensagem que me dão
Num prato colorido
De bolachas em coração.

Elegantemente enfeitadas
Mereceram recordação
Das professoras deliciadas
Com uma bolachinha na mão.

Amor, ternura, compreensão
Sentimentos imprescindíveis
À felicidade de qualquer cidadão.

O dia catorze de fevereiro
 é festejado em Portugal
mas há outras datas no estrangeiro.

Uma professora contemplada

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ainda o Dia dos Namorados …

O amor é algo fascinante
mas, por vezes entristecedor.
O nosso coração fica brilhante
mas, quando sofremos,
nasce uma grande dor.

O amor é como os pingos de chuva
que caem no inverno.
Talvez quem sabe um dia,
este amor seja eterno.

És formidável e um grande amigo,
pelo qual me apaixonei.

O momento em que estiver contigo
irá ser aquele que jamais esquecerei.

O meu amor por ti,
no teu coração está guardado.
Mal espero por te ter aqui,
comigo, a meu lado!

O dia está quase a chegar,
tremo com ansiedade.
Quero beijar-te, tocar e abraçar,
pois és o motivo da minha felicidade.

Finalmente estás junto a mim,
aqui estamos nós.
Que bom é ter-te aqui
e poder ouvir a tua voz!


Ana Luísa Santos e Ana Rita Costa, nº 2 e nº 4, 8º E

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia dos Namorados

O amor é a alegria de viver
Uma vida repleta de confiança e harmonia,
Onde deverá reinar o respeito
Entre dois seres que decidiram cultivar o amor.
Anastasiya Grachova, nº 5, 8º E
  

Se amar fosse pecado
E estivesse apaixonado,
Eu não me importaria,
Porque por ti, tudo deixaria.

Ana Pereira, nº 3, 8º E



L'amour, tous les jours


Nelly Garrelhas, nº 21, 8º F

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dia Mundial da Rádio

11 de fevereiro de 2014



- Boas tardes, Senhor Rádio! – saudou a Miss Televisão.
- Boas, Miss TV! Como vai a Senhora?             
- Muito bem e como sempre, a evoluir. É curioso que já nos conhecemos há algumas décadas, aliás desde 1940, mas tu és mais velho do que eu, pois surgiste em 1920. Por acaso, desde há algum tempo que eu tenho estado a pensar em dar-te um conselho. Já estás a ficar velho, e as pessoas estão a fartar-se de ti, não evoluis nada e começas a ser uma “seca”, como a juventude dos dias de hoje diz. Devias, então, começar a pensar em reformar-te. Temos assim de admitir que já não tens tanta qualidade e potencial como eu!
- Eu não tenho de admitir nada! Pois tudo isso é claramente mentira. As pessoas aprendem muito comigo, eu acompanho-as sempre na ida para os seus trabalhos e/ou destinos e divirto-as, quando se sentem só. Tu podes ser uma senhora gabarola que pensa que tem mais qualidade e interesse que os outros, mas não é verdade. Pelo menos, eu sou um meio de comunicação saudável, pois não prejudico a saúde dos meus ouvintes.
- Ouça lá, Senhor Rádio, todos sabemos que as pessoas têm preferência pelos meus inúmeros canais, com uma grande diversidade de programas e temas que agradam ao estilo de cada pessoa. Isso de ser prejudicial, elas não querem saber, uma vez que gostam de mim na mesma e continuam a passar horas e horas a olhar para mim.
- Elas gostam de ti, no entanto não têm consciência de que tu tens consequências sobre elas. Primeiro, tu és um dos maiores causadores do sedentarismo, para além dos problemas visuais e até da solidão, entre outros. Enquanto eu, partilho músicas, as melhores novidades do momento, as melhores e mais divertidas conversas da manhã, entre outras situações que também agradam a cada estilo de pessoas, dado que também tenho várias emissoras de rádio de estilos diferentes.

 Na verdade, o rádio é um meio de comunicação que nos tem acompanhado há 94 anos evoluindo, desde então, de diferentes formas.
Não deixe assim de o acompanhar, pois ele é muito importante hoje em dia, uma vez que nos permite manter informados sobre vários assuntos do mundo e, para além disso, conseguimos aceder a ele de várias formas sem ser necessário estar em casa.
Não se esqueça, então, de manter contacto com a atualidade do mundo, através deste tão prezado meio de comunicação social, a qualquer momento do dia.



Sofia Ferreira, O Ciclista

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Le jour des crêpes





Aujourd’hui c’est lundi et à l’école les professeurs de FRANÇAIS célèbrent la CHANDELEUR (le 2 février) avec des CRÊPES délicieuses “venues directement de Paris”.
Mnham! Mnham! Le chocolat français est fantastique, la décoration aussi et l’ambiance spectaculaire.
Bravo, la FRANCE! 

8º Ano Turma E


 Dia dos crepes - "Chandeleur" - atividade realizada no dia 3 de fevereiro.
Atividade realizada na Escola Básica nº 2 de Anadia...

 e dinamizada pelo grupo de Francês.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dia Europeu da Internet Segura

5 de fevereiro de 2014
O dia europeu da Internet Segura assinala-se a 5 de fevereiro.
Para celebrar este dia, foi-me proposto fazer um pequeno texto que tem como objetivo sensibilizar os leitores para o uso desta magnífica mas perigosa ferramenta de trabalho. 


História com final feliz

Julieta andava estranha, já não falava, não ria, não tinha expressão. A rapariga extrovertida, faladora, animada foi-se perdendo gradualmente.

Todos os seus colegas se interrogavam sobre o que se andaria a passar na sua vida. Seriam problemas familiares? Problemas de saúde? E por que não queria ela contar?
Na verdade, o seu problema de nada era semelhante aos boatos que corriam, o seu problema resumia-se apenas numa palavra: Internet.
Julieta passava demasiado tempo no computador, na Internet, toda a sua vida tinha começado a girar à volta dela, mas mais precisamente de um tal rapaz com quem ela falava num desses chats públicos.
O rapaz, que se identificava como João, dizia ser da idade de Julieta, e a rapariga sem estar à alerta para estes perigos deu conversa a este estranho e, ao fim de algum tempo, era impossível não falar com ele.
Falavam de tudo. Julieta começou assim a vê-lo como seu melhor amigo, deixando para trás toda a sua vida “real” e fixando-se apenas neste amigo virtual. Em pouco tempo a comunicação com os seus verdadeiros amigos foi deixada de lado e a única ponta de felicidade que tinha era quando chegava a casa, ligava o computador e podia ir falar com ele.
Os dias foram passando e, a certa altura, João perguntou se Julieta queria finalmente encontrar-se com ele.
Julieta não hesitou, disse logo que sim, não conhecendo os riscos desta aventura, e não sabendo o que iria acontecer.
O encontro iria ser num parque, um pouco afastado da cidade onde vivia. Julieta mentiu aos pais, dizendo que ia a um aniversário de comboio com uns amigos e, em vez disso, foi para esse tal parque esperar pelo seu amigo virtual.
Qual não foi o seu espanto, quando à sua frente, apareceu Ricardo, o seu irmão e o António, um amigo do irmão.
Tudo tinha sido planeado. António que também frequentava esses chats, quando viu Julieta, decidiu logo contar ao seu amigo, e Ricardo quis dar uma lição à sua irmã.
Julieta, nesse momento, tinha um misto de sensações, tinha raiva, frustração, tristeza para com o seu irmão, mas no fundo ficou feliz e sentiu-se protegida com o seu ato.
Acho que, no fim desta história, Julieta aprendeu que a internet pode ser fantástica, tem milhões de coisas interessantes, para ver e fazer, mas também tem a sua parte má e prometeu a si mesma nunca mais estar envolvida numa história destas e ter sempre muita atenção com quem fala, e quais as segundas intenções destas pessoas.
Naveguem assim com segurança!


Ana Patrícia Fernandes, O Ciclista

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dia Mundial da luta contra o cancro

4 de fevereiro de 2014
Perdi e venci!
Chegaste silenciosa num dia igual a tantos outros. E, silenciosa te mantiveste, durante o tempo que achaste que devias. Vivias comigo num silêncio tal que desconhecia a tua presença. Vivias comigo e eu não sabia…
Lentamente ias destruindo célula após célula.  Sem eu saber, multiplicavas essas células anormais. E elas, tomadas de vida própria, multiplicavam-se de forma desorganizada e descontrolada, crescendo desordenadas no meu corpo!
Era o meu corpo que invadiste sem me perguntar… sem me consultar. Sem eu saber. Sem eu querer. E eu não queria!
Eu não sabia de nada. E vivi na ignorância durante o tempo que tu quiseste, pois nem eu mesmo sei! Tu, dentro de mim, a destruir-me lentamente… a corroer-me, a minar-me, a desorganizar toda uma estrutura de vida que construí.
Mas não! Tinhas que vir tu e acabar com tudo o que construí. Tinhas que vir tu, no silêncio, como se fosses o negro da noite mais escura, sem lua nem estrelas. A podridão que um dia decidiste começar lentamente a mostrar. Mas eu, inocentemente, não liguei aos sinais que me enviavas…
Uma dorzinha aqui, uma queda ali. Devo ter batido em algum lugar e não me lembro!
O tempo correu lentamente e, quando vi a verdade, a crueldade da verdade, eis que enfrentei uma cirurgia de urgência. Foste removido de mim. Bem, mas não todo, pois não foi possível.
Depois regressei a casa com um sem número de restrições e uma forte dose de medicamentos. Melhoras? Nenhumas. Via-me a decair de dia para dia. O que restava de ti era mais forte do que eu. Tu não me deixavas viver como eu deveria viver!
Vieram as sessões de radioterapia.
Fiz tudo com a minha esperança retalhada pela incerteza.
Muitos eram os dias em que queria que me vencesses, pois a dor que me provocavas era tal que colocava as minhas já poucas defesas, num tal desalinho, que eu deixava que tomasses conta do meu eu. E realmente tu pareces fortalecer-te a cada dia que passa.
Hoje sinto que já não consigo lutar mais!
Estou a ver aqueles que amo e despeço-me deles, derramando as últimas lágrimas que ainda consigo. Na verdade, não gostaria que eles sofressem por mim. Gostaria, sim, que a imagem com que ficam de mim fosse daquele que sempre os alegrou com histórias e os fez sorrir. Porém, ainda consigo fazê-los sorrir uma última vez.
Finalmente, sinto uma grande paz dentro de mim e sei que, embora penses que me venceste, sei que fui eu que te venci, pois eu sei que acabaste de me perder também!…


Escrevi esta história em homenagem ao meu avô Custódio que infelizmente foi vítima desta doença e a história, ou melhor, a realidade que aqui conto, foi vivida por ele.
 Foste um grande lutador, és e sempre o serás! Disso tenho a certeza.
Sei que já não estás connosco em corpo, mas sim em alma e todos os momentos contigo, todas essas boas recordações ficarão para sempre bem presentes na minha memória e o mais importante de tudo, no meu coração! Tenho imenso orgulho em ti, és o meu herói, tu sabes disso.
Amo-te, avô!


Sofia Matos, O Ciclista

domingo, 2 de fevereiro de 2014

La Chandeleur, le jour des crêpes !!!

2 de fevereiro de 2014

Hoje festeja-se mais um dia dos crepes. Dado ser domingo, a Escola Básica nº 2 de Anadia vai realizar a sua mostra de crepes, amanhã, dia 3. «A Barraquinha dos Crepes», promovida pelo grupo de Francês, decerto que irá ser um sucesso junto de todos aqueles que quiserem degustar a saborosíssima doçaria francesa.
Ficamos a aguardar a reportagem da atividade, com que os alunos de francês nos irão presentear…
Agora resta-nos falar um pouco sobre a festa celebrada em França neste Dia dos Crepes e, nada melhor do que fazê-lo em francês :
La Chandeleur est une fête célèbre en France. Elle a lieu le 2 février, 40 jours après Noël. À l’origine une fête païenne, la Chandeleur est devenue une fête religieuse chrétienne qui commémore la présentation au temple de l’enfant Jésus. Aujourd´hui, c´est une fête traditionnelle où la crêpe est l’invitée spéciale.
Il y a beaucoup d’histoires et de coutumes liées à cette fête. Une de ces histoires nous dit qu’il faut faire sauter les crêpes de la main droite en ayant une pièce, d'or si possible, dans la main gauche. Pour connaître la prospérité pendant toute l’année, les crêpes doivent retomber dans la poêle. Une autre nous dit que la première crêpe doit être gardée dans une armoire pour que les récoltes soient abondantes.

Curiosité: en français le genre est féminin - «une crêpe» et change de sexe en portugais – «um crepe».

Recette Crêpes
Préparation – 10 mn
Cuisson – 15 mn
Repos – 0 mn
Temps total – 25 mn
Pour 4 personnes :
Farine – 250 g
Oeufs – 4 
Lait – 1/2 l
Sel – 1 pincée
Sucre – 2 cuillères à soupe
Beurre fondu – 50 g
Préparation
Mettre la farine dans un saladier avec le sel et le sucre. Faire un puits au milieu et y verser les oeufs légèrement battus à la fourchette. Commencer à incorporer doucement la farine avec une cuillère en bois. Quand le mélange devient épais, ajouter le lait froid petit à petit, on peut utiliser un fouet mais toujours doucement pour éviter les grumeaux. 
Quand tout le lait est mélangé, la pâte doit être assez fluide, si elle vous paraît trop épaisse, rajouter en peu de lait. Ajouter ensuite le beurre fondu, mélanger bien. 
Cuire les crêpes dans une poêle chaude (pas besoin de matière grasse, elle est déjà dans la pâte). Verser une petite louche de pâte dans la poêle, faire un mouvement de rotation pour répartir la pâte sur toute la surface, poser sur le feu et quand le tour de la crêpe se colore en roux clair, il est temps de la retourner. Laisser cuire environ une minute de ce côté et la crêpe est prête. Répéter jusqu'à épuisement de la pâte. 


Et n'oubliez pas, faites sautez les crêpes !

Savourez cette délicieuse petite merveille !


Graça Matos, L’ Equipe d’O Ciclista

sábado, 1 de fevereiro de 2014

30 anos de Património Mundial Português



Convenção para a Proteção do Património Cultural e Natural do Mundo foi adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 1972. Nessa data mais de uma centena e meia de países aderiram a essa Convenção e Portugal juntou-se-lhe em 1979.
 O acontecimento que suscitou preocupação pelo património mundial foi a decisão de construir a grande barragem de Assuão no Egito, com a qual se inundaria o vale em que se encontravam os templos de Abu Simbel, um tesouro da antiga civilização egípcia. Em 1959, a UNESCO decidiu lançar uma campanha internacional a partir de uma solicitação dos governos do Egito e Sudão.
Acelerou-se então a pesquisa arqueológica nas áreas que seriam inundadas. Nesta sequência e para preservar o património cultural existente no local, os templos de Abu Simbel e Filae foram então completamente desmontados, transportados para um terreno a salvo da inundação e aí reconstruídos novamente.
 Todos sabemos que em muitas zonas do globo resultado das mais variadas razões o Património encontra-se em risco, por isso a Diretora Geral da Unesco - Irina Bokova, pediu no início de 2013 que o mundo inteiro proteja o Património da Humanidade de danos, caos e roubos.  
O Programa de Classificação da Unesco tem vindo a catalogar e preservar locais de excecional importância cultural ou natural, como Património comum da Humanidade. Esses locais podem ser uma floresta, cordilheira, lago, deserto, edifício, cidade, complexo, conjunto ou paisagem.
A história da presença portuguesa na restrita lista do Património Mundial da UNESCO começou em Dezembro de 1983, quando esta entregou aqueles títulos ao Centro Histórico de Angra do Heroísmo, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, em Lisboa, bem como o Convento de Cristo, em Tomar. Por este facto recordamos os 30 anos de Património da Humanidade Português, razão para orgulho e certamente vontade em conhecê-lo.

Em Portugal, a UNESCO já efetuou 15 classificações como Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais, e parques naturais.


1. Centro Histórico de Angra do Heroísmo – ilha Terceira dos Açores (1983)
2. Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém – Lisboa (1983)
3. Mosteiro da Batalha (1983)
4. Convento de Cristo – Tomar (1983)
5. Centro Histórico de Évora (1988)
6. Mosteiro de Alcobaça (1989)
7. Paisagem Cultural de Sintra (1995)
8. Centro Histórico do Porto (1996)
9. Sítio de Arte Rupestre Pré-Histórico do Vale do Côa (1998)
10. Floresta Laurissilva da Madeira (1999)
11. Centro Histórico de Guimarães (2001)
12. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro (2001)
13. Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico (2004)
14. Praça Forte de Elvas (2012)
15. Universidade de Coimbra, Alta e Sofia (2013)

Estes contributos portugueses para a História Mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul. Iremos dá-los a conhecer ao longo do presente ano.


ano turma E, professora Teresa Paula Carapinha (História)