Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dia Mundial da luta contra o cancro

4 de fevereiro de 2014
Perdi e venci!
Chegaste silenciosa num dia igual a tantos outros. E, silenciosa te mantiveste, durante o tempo que achaste que devias. Vivias comigo num silêncio tal que desconhecia a tua presença. Vivias comigo e eu não sabia…
Lentamente ias destruindo célula após célula.  Sem eu saber, multiplicavas essas células anormais. E elas, tomadas de vida própria, multiplicavam-se de forma desorganizada e descontrolada, crescendo desordenadas no meu corpo!
Era o meu corpo que invadiste sem me perguntar… sem me consultar. Sem eu saber. Sem eu querer. E eu não queria!
Eu não sabia de nada. E vivi na ignorância durante o tempo que tu quiseste, pois nem eu mesmo sei! Tu, dentro de mim, a destruir-me lentamente… a corroer-me, a minar-me, a desorganizar toda uma estrutura de vida que construí.
Mas não! Tinhas que vir tu e acabar com tudo o que construí. Tinhas que vir tu, no silêncio, como se fosses o negro da noite mais escura, sem lua nem estrelas. A podridão que um dia decidiste começar lentamente a mostrar. Mas eu, inocentemente, não liguei aos sinais que me enviavas…
Uma dorzinha aqui, uma queda ali. Devo ter batido em algum lugar e não me lembro!
O tempo correu lentamente e, quando vi a verdade, a crueldade da verdade, eis que enfrentei uma cirurgia de urgência. Foste removido de mim. Bem, mas não todo, pois não foi possível.
Depois regressei a casa com um sem número de restrições e uma forte dose de medicamentos. Melhoras? Nenhumas. Via-me a decair de dia para dia. O que restava de ti era mais forte do que eu. Tu não me deixavas viver como eu deveria viver!
Vieram as sessões de radioterapia.
Fiz tudo com a minha esperança retalhada pela incerteza.
Muitos eram os dias em que queria que me vencesses, pois a dor que me provocavas era tal que colocava as minhas já poucas defesas, num tal desalinho, que eu deixava que tomasses conta do meu eu. E realmente tu pareces fortalecer-te a cada dia que passa.
Hoje sinto que já não consigo lutar mais!
Estou a ver aqueles que amo e despeço-me deles, derramando as últimas lágrimas que ainda consigo. Na verdade, não gostaria que eles sofressem por mim. Gostaria, sim, que a imagem com que ficam de mim fosse daquele que sempre os alegrou com histórias e os fez sorrir. Porém, ainda consigo fazê-los sorrir uma última vez.
Finalmente, sinto uma grande paz dentro de mim e sei que, embora penses que me venceste, sei que fui eu que te venci, pois eu sei que acabaste de me perder também!…


Escrevi esta história em homenagem ao meu avô Custódio que infelizmente foi vítima desta doença e a história, ou melhor, a realidade que aqui conto, foi vivida por ele.
 Foste um grande lutador, és e sempre o serás! Disso tenho a certeza.
Sei que já não estás connosco em corpo, mas sim em alma e todos os momentos contigo, todas essas boas recordações ficarão para sempre bem presentes na minha memória e o mais importante de tudo, no meu coração! Tenho imenso orgulho em ti, és o meu herói, tu sabes disso.
Amo-te, avô!


Sofia Matos, O Ciclista

domingo, 2 de fevereiro de 2014

La Chandeleur, le jour des crêpes !!!

2 de fevereiro de 2014

Hoje festeja-se mais um dia dos crepes. Dado ser domingo, a Escola Básica nº 2 de Anadia vai realizar a sua mostra de crepes, amanhã, dia 3. «A Barraquinha dos Crepes», promovida pelo grupo de Francês, decerto que irá ser um sucesso junto de todos aqueles que quiserem degustar a saborosíssima doçaria francesa.
Ficamos a aguardar a reportagem da atividade, com que os alunos de francês nos irão presentear…
Agora resta-nos falar um pouco sobre a festa celebrada em França neste Dia dos Crepes e, nada melhor do que fazê-lo em francês :
La Chandeleur est une fête célèbre en France. Elle a lieu le 2 février, 40 jours après Noël. À l’origine une fête païenne, la Chandeleur est devenue une fête religieuse chrétienne qui commémore la présentation au temple de l’enfant Jésus. Aujourd´hui, c´est une fête traditionnelle où la crêpe est l’invitée spéciale.
Il y a beaucoup d’histoires et de coutumes liées à cette fête. Une de ces histoires nous dit qu’il faut faire sauter les crêpes de la main droite en ayant une pièce, d'or si possible, dans la main gauche. Pour connaître la prospérité pendant toute l’année, les crêpes doivent retomber dans la poêle. Une autre nous dit que la première crêpe doit être gardée dans une armoire pour que les récoltes soient abondantes.

Curiosité: en français le genre est féminin - «une crêpe» et change de sexe en portugais – «um crepe».

Recette Crêpes
Préparation – 10 mn
Cuisson – 15 mn
Repos – 0 mn
Temps total – 25 mn
Pour 4 personnes :
Farine – 250 g
Oeufs – 4 
Lait – 1/2 l
Sel – 1 pincée
Sucre – 2 cuillères à soupe
Beurre fondu – 50 g
Préparation
Mettre la farine dans un saladier avec le sel et le sucre. Faire un puits au milieu et y verser les oeufs légèrement battus à la fourchette. Commencer à incorporer doucement la farine avec une cuillère en bois. Quand le mélange devient épais, ajouter le lait froid petit à petit, on peut utiliser un fouet mais toujours doucement pour éviter les grumeaux. 
Quand tout le lait est mélangé, la pâte doit être assez fluide, si elle vous paraît trop épaisse, rajouter en peu de lait. Ajouter ensuite le beurre fondu, mélanger bien. 
Cuire les crêpes dans une poêle chaude (pas besoin de matière grasse, elle est déjà dans la pâte). Verser une petite louche de pâte dans la poêle, faire un mouvement de rotation pour répartir la pâte sur toute la surface, poser sur le feu et quand le tour de la crêpe se colore en roux clair, il est temps de la retourner. Laisser cuire environ une minute de ce côté et la crêpe est prête. Répéter jusqu'à épuisement de la pâte. 


Et n'oubliez pas, faites sautez les crêpes !

Savourez cette délicieuse petite merveille !


Graça Matos, L’ Equipe d’O Ciclista

sábado, 1 de fevereiro de 2014

30 anos de Património Mundial Português



Convenção para a Proteção do Património Cultural e Natural do Mundo foi adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 1972. Nessa data mais de uma centena e meia de países aderiram a essa Convenção e Portugal juntou-se-lhe em 1979.
 O acontecimento que suscitou preocupação pelo património mundial foi a decisão de construir a grande barragem de Assuão no Egito, com a qual se inundaria o vale em que se encontravam os templos de Abu Simbel, um tesouro da antiga civilização egípcia. Em 1959, a UNESCO decidiu lançar uma campanha internacional a partir de uma solicitação dos governos do Egito e Sudão.
Acelerou-se então a pesquisa arqueológica nas áreas que seriam inundadas. Nesta sequência e para preservar o património cultural existente no local, os templos de Abu Simbel e Filae foram então completamente desmontados, transportados para um terreno a salvo da inundação e aí reconstruídos novamente.
 Todos sabemos que em muitas zonas do globo resultado das mais variadas razões o Património encontra-se em risco, por isso a Diretora Geral da Unesco - Irina Bokova, pediu no início de 2013 que o mundo inteiro proteja o Património da Humanidade de danos, caos e roubos.  
O Programa de Classificação da Unesco tem vindo a catalogar e preservar locais de excecional importância cultural ou natural, como Património comum da Humanidade. Esses locais podem ser uma floresta, cordilheira, lago, deserto, edifício, cidade, complexo, conjunto ou paisagem.
A história da presença portuguesa na restrita lista do Património Mundial da UNESCO começou em Dezembro de 1983, quando esta entregou aqueles títulos ao Centro Histórico de Angra do Heroísmo, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, em Lisboa, bem como o Convento de Cristo, em Tomar. Por este facto recordamos os 30 anos de Património da Humanidade Português, razão para orgulho e certamente vontade em conhecê-lo.

Em Portugal, a UNESCO já efetuou 15 classificações como Património da Humanidade, entre centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais, e parques naturais.


1. Centro Histórico de Angra do Heroísmo – ilha Terceira dos Açores (1983)
2. Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém – Lisboa (1983)
3. Mosteiro da Batalha (1983)
4. Convento de Cristo – Tomar (1983)
5. Centro Histórico de Évora (1988)
6. Mosteiro de Alcobaça (1989)
7. Paisagem Cultural de Sintra (1995)
8. Centro Histórico do Porto (1996)
9. Sítio de Arte Rupestre Pré-Histórico do Vale do Côa (1998)
10. Floresta Laurissilva da Madeira (1999)
11. Centro Histórico de Guimarães (2001)
12. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro (2001)
13. Paisagem Cultural da Vinha da Ilha do Pico (2004)
14. Praça Forte de Elvas (2012)
15. Universidade de Coimbra, Alta e Sofia (2013)

Estes contributos portugueses para a História Mundial são de visita obrigatória e um bom pretexto para conhecer o país de norte a sul. Iremos dá-los a conhecer ao longo do presente ano.


ano turma E, professora Teresa Paula Carapinha (História)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Visita de estudo a Lisboa



No dia vinte e dois do mês de janeiro de dois mil e catorze, realizou-se uma visita de estudo, para os alunos do quinto ano das duas escolas do Agrupamento, a Lisboa.
A hora de partida de cada escola foi às sete horas e trinta minutos e fomos de autocarro. Da nossa escola partiram dois autocarros e da escola de Vilarinho do Bairro, que também é do nosso Agrupamento de Escolas, partiu outro. No total éramos cento e cinquenta alunos e dezasseis professores.
Como chegámos a Lisboa, à zona de Belém, cerca das onze horas, só fomos ao Mosteiro dos Jerónimos, que é do século XVI. Foi mandado construir pelo rei D. Manuel I, para comemorar o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Vimos lá os túmulos de Vasco da Gama e do maior escritor português, Luís Vaz de Camões, que escreveu «Os Lusíadas». O Mosteiro dos Jerónimos é dos monumentos mais bonitos de Portugal, no estilo manuelino, com as colunas e portais trabalhados em pedras com cordas, algas e outros motivos marítimos.
Também apreciámos a beleza dos claustros do Mosteiro.
Depois fomos almoçar aos Jardins de Belém.
Seguidamente fomos ao Teatro Politeama, onde assistimos à peça musical «Robin dos Bosques», de Filipe La Féria. Foi fantástico! Foi inesquecível!
Regressámos à escola cerca das dezanove horas, muito felizes e cheios de boas recordações.

Os alunos do 5º C da Escola Básica nº 2 de Anadia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Olá vento!


     
A nossa redação foi informada que hoje é o dia do aniversário do Luís Pêgo. Foi pura coincidência termos publicado a sua carta neste dia.
A Equipa d'O Ciclista deseja-te um dia cheio de tudo o que desejares, junto daqueles que te são mais queridos. Passa um dia com alegria, amor e muito, mas muito feliz!
Parabéns!

A Equipa d'O Ciclista



domingo, 26 de janeiro de 2014

André Gomes Rodrigues


No dia 17 de janeiro o nosso Agrupamento ficou mais pobre, com a perda brutal de um dos seus alunos.
O André Gomes Rodrigues de 18 anos, aluno do 12º ano da turma E da Escola Básica e Secundária de Anadia, frequentava o Curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades.
A Equipa d'O Ciclista apresenta aos familiares, amigos e colegas do André as sentidas condolências.

Equipa d’O Ciclista

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dia Mundial da Liberdade

23 de janeiro de 2014
O desejo da pequena era apenas liberdade
O desejo da pequena era apenas liberdade:
E lá estava Carolina, os seus pés delicados pisavam a relva verde do lindo jardim de uma casa abandonada de dois andares, no alto de uma pequena planície afastada da cidade. Flores de várias espécies cresciam de uma forma desordenada no jardim cheio de dentes-de-leão, que era a planta que a rapariga mais gostava…
A garota aparentava ter uns dezanove anos, olhos cor de mel que se assemelhavam ao mel colhido das abelhas, usava um vestido branco de alcinhas que mal chegava aos joelhos! Era tão leve que flutuava com o vento, assim como o seu cabelo liso, muito belo, cor de oiro cheio de mechas que ia até metade das costas.
Sentou-se preguiçosamente no tapete natural, olhou ao redor e pegou num dente-de-leão.
Observou-o por algum tempo, fechou os olhos e soprou-o levemente, como se estivesse a apagar uma vela de um bolo de aniversário. As folhas voaram em círculos indo para longe e cada vez mais alto, em direções diferentes e deixando aquele magnifico firmamento azul salpicado de branco. Abriu os olhos e deu um grande sorriso.
Carolina deitou-se na relva e virou lentamente o seu rosto angelical e frágil para o céu tentando descobrir formas e desenhos nas macias nuvens que se movimentavam lentamente naquela manhã ensolarada e morna de Primavera. Riu ao ver pássaros voando e piando, pareciam cantarolar uma maravilhosa e harmoniosa melodia que só ela podia ouvir.
A menina levantou-se enquanto inalava o cheiro delicioso e relaxante que vinha de um lugar distante misturado com o cheiro das flores selvagens daquele campo. Abriu bem os braços e começou a dar voltas e mais voltas até se sentir tonta, tentando lembrar-se de uma música que já tinha escutado num lugar que gostava muito. O seu riso preenchia o ar com tamanha pureza e alegria que alguns dos pequeninos animais se chegaram um pouco mais perto dela, só para admirar aquele pequeno espetáculo. Passarinhos, empolgados, rodeavam-na. Os seus pés pareciam flutuar à medida que dava passos graciosos e leves, como se estivesse num palco dançando alegre uma coreografia que aprendera numa das suas aulas de ballet.
Sentia-se livre, totalmente livre… Como nunca antes se sentira …
Enquanto rodopiava, sentiu as suas asas felpudas abrirem num rápido movimento. Um anjo… Ou melhor, uma “anja”. Um pesar enorme lhe recaiu quando, a pequena, se lembrou de onde tinha vindo. Olhou para o céu mais uma vez. Nunca o havia visto tão de perto, parecia até uma ilusão estar parada ali.
Normalmente, era proibida de descer ao mundo, mas desde que fugira de casa de seus pais e daquele pesado e assustador ambiente com o qual fora obrigada a conviver dezanove anos da sua vida começou novamente a sonhar!
 Apreciava cada momento e não se arrependia de ter desrespeitado regras.
O olhar pesado deixou-a e uma calmaria muito forte a invadiu. Há muito que queria ser livre e havia conseguido!
Começou a andar devagar, sem ritmo definido, mas com a esperança de um novo futuro.
Estava finalmente livre… Assim como as folhas do dente-de-leão que dançariam uma eterna dança na brisa suave.
Havia esperança!


Margarida Carlota Lagoa, O Ciclista

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dia Mundial da Neve

20 de janeiro de 2014


O pequeno floco de neve

Mais um dia, vejo o sol nascer e eu aqui na imensidão do oceano. Brinco deslizando preguiçosamente com as minhas irmãs e amigas, espraiando-me por entre corais e sentindo os peixes e as anémonas que nadam deliciando-se na limpidez da nossa frescura.
Gosto de deambular por entre os barcos dos humanos e ver os seus rostos queimados pelo sol e os seus cabelos esvoaçando ao vento. Ah! Como adoro sentir a braçada vigorosa dos que se aventuram e mergulham e nadam, ou fazem aquilo a que apelidam de surf.
Às vezes formo, com as minhas amigas, uma onda gigante e vou beijar suavemente a areia quente da praia, depois volto para longe da costa, onde me aventuro até aos fundos oceânicos, deixando-me depois deslizar lentamente para a sua superfície.
Mas, o que se passa?! O que é isto que estou a sentir?! Estou a afastar-me do mar… Estarei a voar?! Uau! Estou a sentir-me tão leve! Está tudo cada vez mais longe, mais alto, o oceano, a costa, as casas, as pessoas, tudo a ficar pequenino. Mas que bonito! Contudo, para onde estarei eu a ir?!
Ui! Terei eu batido em algo?
Uma gota, tal como eu ainda há pouco tempo … Mas agora encontro-me num sítio fofo e não tão agitado. Onde estou eu, afinal? E a fazer o quê?
- Estás numa nuvem. – respondeu-me a gota na qual eu tinha chocado. – Irás voltar lá baixo.
 Porém, depois desapareceu no meio das outras gotas e eu não pude fazer mais perguntas.
Sinto-me perdida. E já estou há muito tempo cá em cima, e cada vez chegam mais gotas e a nuvem com o vento viaja de lugar para lugar.
Ups! Está a ficar muito frio. Estou a sentir outra vez que estou a ficar tão estranha. Estou a deparar-me outra vez com transformações, mutações… estou novamente a ficar diferente…
De repente, como se algo me impelisse e sem que eu conseguisse evitar, começámos todas a cair e que frio que está! Voltei a voar e apesar do frio intenso, a paisagem era magnífica. O céu tinha um azul diferente do que eu me lembrava. Fui caindo, caindo, caindo tão suavemente, sem perceber muito bem o que me acontecera. Olhei, então, em volta de mim e vi o espetáculo que eu e as minhas irmãs e amigas fazíamos. Tínhamo-nos transformado em belíssimos flocos de neve.
Finalmente, decidi deixar-me cair sobre o branco tão puro e aliar-me às minhas colegas e ajudá-las a tecer o já imenso tapete de neve. Aqui só se vê crianças a brincarem com os seus cães e trenós, fazendo bonecos de neve. Adolescentes a fazer esqui. Que maravilha!
Afinal, todos os meus receios se dissiparam, pois nunca me senti tão realizada, feliz e confortável.

Adriana de Matos, O Ciclista