Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Grandes mudanças



 Estava eu sentada num banco de jardim com o meu grande companheiro da altura, o Toby, que era um cão grande, velho e preto. Sentada naquele banco, vendo pessoas a passar com comida na mão implorava-lhes uma réstia de comida. Era mendiga! Até que se sentou um homem grande e charmoso vestido a preceito a meu lado. Ele dirigiu-me a palavra dizendo que não era a primeira vez que me via naquele estado, com isto, decidiu convidar-me para um lanche. Sem ter forma de recusar aceitei sem pensar duas vezes.
 Ficámos numa esplanada porque nenhum de nós queria deixar o Toby sozinho lá fora. O senhor começou com uma conversa estranha dizendo para ir a casa dele tomar banho e descansar um pouco. Na verdade, achei que não era normal um homem como ele oferecer-me a sua casa por algumas horas. Comecei por recusar, mas acabei por aceitar.
 Chegámos a casa dele e eu fiquei boquiaberta com aquele luxo todo acabando por perceber que era um grande empresário de sucesso. No dia seguinte, já pronta para ir embora com o Toby, o senhor Antunes, o tal empresário, chamou-nos. Recuámos e foi aí que ele me ofereceu emprego dizendo que não podia deixar escapar um talento como o meu. Ele dizia que a minha simpatia podia servir para secretária da sua empresa. Ao ouvir aquilo dei pulos de contente e, claro, aceitei.
 Nos primeiros tempos fiquei num quarto pequenino, mas com muito boas condições lá em casa. Passaram-se alguns anos, e hoje vivo num apartamento e passei a diretora daquela empresa. Já se devem estar a perguntar o que é feito do Toby, mas infelizmente com o passar dos tempos e com todas as doenças que já tinha, acabou por morrer.
 Com este sonho concretizado só me falta concretizar outro: adotar um cão, casar e ter filhos, algo que está prestes a acontecer.
Joana Castelão e Madalena Magalhães, n.º 10 e 11, 8.º F


quarta-feira, 15 de março de 2017

A adoção



Vem-me à cabeça uma memória! Foi em 1981 quando eu estava no orfanato a fazer as minhas tarefas. Os dois gémeos vieram ter comigo. Eles eram como unha e carne, sempre juntos, e nada nem ninguém os separava. Eram duas crianças muito tímidas pelo que estranhei aquela situação. Um dos gémeos perguntou-me muito discretamente, sem ninguém ver, se algum dia ele iria sair dali. Eu respondi encolhendo os ombros. O rapaz foi embora com um ar triste. Tive pena dele e fui falar com a Diretora do Orfanato, com ideias de adotar o miúdo, mas parei e pensei que se o adotasse iria separá-los. Então, decidi adotar os dois.

Hoje continuo a trabalhar no Orfanato, mas com os dois gémeos na minha companhia.
Daniel Silva, n.º 7, Mauro Martins, n.º 18

terça-feira, 14 de março de 2017

A primeira aula de teste



  Era o primeiro ano que eu estava a dar aulas.  Aquele dia tinha sido aterrorizador, pois tinha dado aos meus alunos o primeiro teste. Achava que ia ser “perfeito”, iam estar todos concentrados e em silêncio, mas não foi nada parecido com isso. Havia alunos a copiar com cábulas e até mesmo a passar papéis.

Estavam todos a comunicar de uma ponta da sala para a outra. Aquele espaço parecia uma “revolução”. E eu não sabia como acabar com aquele ruído. Para os castigar decidi recolher os testes naquele preciso momento, mas apercebi-me que tinha sido um pouco dura com eles e devolvi-lhes os testes. Eles olharam-me em silêncio e, agora sim, continuaram a resolvê-los com aplicação.
Fiquei então com a certeza que a minha atitude e a minha perseverança iam dar resultados!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Memória Inesquecível



Há muitas memórias que eu tenho mas, houve uma que permaneceu no meu coração, e devo já dizer que para fazer algo que marca a minha vida, não o faço para as pessoas mudarem a opinião sobre mim.
 Eu faço-o para saberem que para ter uma vida feliz devemos construir ao longo dos tempos para um mundo melhor.
A primeira vez que me sentei no trono dos professores apercebi-me que tinha uma turma feliz, mas havia um aluno que tinha muitas dificuldades a nível de conseguir comprar calçado e roupa para o inverno que se aproximava.
Na turma, apercebi-me que tinha muitos alunos que tinham possibilidades, e que ficavam felizes ao ver os outros felizes. Mas um destacava-se e tentava ajudar o rapaz carenciado ao máximo. E decidiu comprar logo umas novas sapatilhas para o aluno necessitado.
 Não foi só isto que permaneceu na minha memória, mas sim as belas palavras que Manuel, o rapaz carenciado, espalhou em toda a turma “O calor que sinto nos meus pés é o mesmo que sinto no meu coração, agora estou mais aconchegado”.
Trabalho realizado por:
André Silva, n.º 3
Gonçalo Santiago, n.º 10
Micael, n.º 14