Equipa d´O Ciclista

Clube de Jornalismo O Ciclista:

Coordenação: Dra. Graça Matos e Dra. Sara Castela

Dra. Miquelina Melo – Membro Honorário

Endereço de correio eletrónico - cj.eb23anadia@gmail.com

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domingo, 29 de dezembro de 2013

Carta do Oceano à humanidade

Estas são as cartas criadas pelos alunos na Oferta Curricular de Oficina de Escrita Ativa. Foi-lhes pedido que se colocassem na pele de um animal, de um objeto, entre outros e que através da carta fizessem alguns apelos.


Sara Castela, O Ciclista



quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia da Árvore / Dia da Floresta


O equinócio de março ocorreu ontem pelas 5 horas e 14 minutos. Até agora o dia 20 foi o “escolhido” pelo equinócio para marcar a chegada da primavera. Apenas em 2003 e 2007 é que o dia 21 de março foi o primeiro dia de primavera. Ciclicamente tem-se verificado que os equinócios têm chegado mais cedo, prevendo-se que a partir de 1044 haja, em alguns anos, a sua antecipação para o dia 19.

Mas a chegada da primavera difere de hemisfério para hemisfério. No sul ela inicia-se em setembro. No hemisfério norte chama-se "primavera boreal", e no hemisfério sul "primavera austral".
Este é o dia em que a duração do dia e da noite se equivalem e assinala o início da estação das flores.
O Ciclista relembra que neste dia se celebram diversas efemérides, nomeadamente: o Dia Mundial da Árvore, o Dia Mundial da Floresta, o Dia Mundial da Poesia (UNESCO), o Dia Mundial do Sono e o Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial.
O Ciclista decidiu honrar a poesia com a apresentação do poema de Florbela Espanca - Ser poeta e o Dia da Floresta e da Árvore com a Carta dirigida às Árvores, do Manuel Garruço, do 7º ano da turma F.
Ser poeta
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!



Carta dirigida às Árvores

Pereiro, 26 de janeiro de 2012.
Queridas árvores,
            Estou a escrever-vos esta carta para vos agradecer o ar respirável que nos dais. Infelizmente esse ar está a desaparecer, por causa de atos humanos errados.
 Admiro-vos também por serem protetoras de tantos animais, oferecendo-lhes abrigo, quando precisam dele.
            A fim de vos proteger, vou tentar que as pessoas mudem as suas atitudes e não atirem lixo para o chão, que as indústrias coloquem filtros nas chaminés, que as pessoas não usem sprays com CFC´S e que todos andem mais a pé ou de bicicleta. Vou também tentar convencer as pessoas a cortar-vos menos e a usarem papel reciclado. Se vos cortarem, deverão sempre plantar novas árvores.
            Acabo esta carta, prometendo-vos que vou cuidar de vós e não vos dececionarei.

                                                           Um abraço com carinho,
                                                           Vosso amigo,
                                                                       Manuel

Manuel Garruço, 7º F



A Equipa d´O Ciclista

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cartas


Anadia, 27 de janeiro de 2012.
Minha querida Lua,
Aproveito hoje que estou sozinho em casa para te dizer que te admiro muito.
Por cá, na Terra, está tudo bem, apenas se faz sentir um frio exagerado.
 E tu, como vais?
Desempenhares o papel de acompanhante errante da tua amiga Terra deve ser uma atividade fascinante, apesar de seres um astro solitário! Para além de passares o tempo a viajar pelo mundo inteiro, às voltas e voltas e ver paisagens inacreditáveis, magníficas e deslumbrantes.
 Sabes, adorava viajar numa nave espacial para te ver ao perto, e tomar conhecimento das tuas aventuras lunares.
Na verdade, admiro-te pela tua beleza, pelo teu brilho prateado e pela perfeição das tuas formas. Por outro lado, admiro-te pelo facto de estares frente ao sol, e iluminares a terra com os teus reflexos.
 Olha, Lua, estarás sempre no meu coração até chegar o meu fim. Por cá, não falta o calor humano que consegues criar, estando afastada de nós a uma grande distância. No entanto, pareces estar tão perto de nós.
               Continua a dar notícias tuas. Eu vou ficar por aqui.
               Um grande abraço do teu amigo,
                                                           João Pina.
P.S. Não te esqueças de me enviar as fotografias que tiraste nas tuas últimas viagens.

João Pina, 7º F

quarta-feira, 14 de março de 2012

Carta


Anadia, 2 de junho de 2012.
            Olá amiga,
            Estou a escrever-te para te dizer que te admiro por seres tal como és.
            Costuma dizer-se que a amizade verdadeira só existe quando encontramos a pessoa perfeita, mas para mim não é bem assim.
            Em ti, encontrei a amizade verdadeira e tu podes ter alguns defeitos, mas eu aceito-te tal como és.
Para mim, és a princesa dos contos de fadas, o brilho das águas cristalinas do mar.
            Admiro-te a ti e à nossa amizade por ter aguentado sete anos sem uma única zanga, sem uma única desconfiança.
            Acima de tudo, queria dizer-te então que para mim és mais do que uma melhor amiga, és como que uma irmã, uma conselheira, uma confidente, um orgulho. Basicamente, és de facto a minha única e melhor amiga.
            Quero ficar contigo para o resto dos meus dias!
        
             
                                                                   Margarida


Margarida Lagoa, 7º F

terça-feira, 13 de março de 2012

Carta



Moita, 23 de janeiro de 2012.
            Caro amigo, Golfinho,

            Estou a enviar-te esta carta para saber como tens passado.
Espero que estejas bem. É que, neste verão, não pude ir à tua praia, pois os meus pais decidiram ir passar férias no Algarve.
            Ontem, enquanto jantava, passou uma notícia na televisão sobre um grupo de golfinhos que tinha sido apanhado por uma rede de pesca e eu, como gosto muito de ti, fiquei muito preocupada e decidi enviar-te esta carta. De facto, lamento a atitude que alguns seres humanos têm para convosco.
            Por outro lado, o teu mar azul, límpido e brilhante faz-me falta, pois era na tua praia que apanhava as minhas conchas e era nas tuas águas que eu nadava e me divertia muito.
            Este verão, prometo-te que vou passar aí duas semanas e irão ser as melhores de sempre!
            Por aqui me fico.
            Um abraço da tua grande amiga,
                                               Alícia Pina

            Alícia Pina, 7º F

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cartas


Anadia, 27 de janeiro de 2012.
Querida amiga,
Quando penso em alguém que me oferece o ombro, nos momentos em que estou aborrecida, que me faz sorrir quando quero chorar, que me ajuda nos meus problemas, que me dá alegrias, que reclama e reclama, mas está sempre comigo, esse alguém és tu. De facto, são estes os motivos, melhor amiga, que me levam a dizer o quanto és tão importante para mim. E é para deixar isso bem claro que te escrevo esta carta.
Aproveito assim para te dizer que tu és linda, doce, educada, e com uma inteligência impressionante. Talvez eu não seja a melhor amiga que tu gostavas de ter. Reconheço que, por vezes, sou aborrecida e muitas vezes, até sou insuportável! Mas tu sabes respeitar-me.
Para mim, és como se fosses minha irmã e comigo também podes contar, pois estou sempre perto de ti para o que der e vier.
Na verdade, quero mais do que ninguém que sejas feliz. Fica também a saber que o meu ombro estará sempre disponível para ti. Confia na minha amizade como eu confio na tua. Por outro lado, espero que vejas a rapariga linda que és, e percebas a infinidade de qualidades que possuis e que poucas pessoas têm o privilégio de ter.
Quero assim que saibas que tenho muito orgulho em te ter como a minha melhor amiga.
Um xi coração,
Sofia Ferreira.

Sofia Ferreira, 7º F

domingo, 11 de março de 2012

Cartas!


Infelizmente, nos dias de hoje, os nossos jovens deixaram de escrever cartas. Alguns até nem nunca escreveram uma carta a um familiar ou a um amigo. Como tal, nas aulas de Língua Portuguesa de 7ºano, os alunos relembraram a estrutura da carta, quer formal quer informal, e foi-lhes pedido que escrevessem uma carta de carácter informal a alguém ou a algum elemento da natureza que admirassem muito.
Sendo assim, segue-se uma pequena amostra do trabalho realizado.

Sara Castela, O Ciclista / Professora de língua Portuguesa


Anadia, 21 de janeiro de 2012.

Exmo. Sr. Gandhi,

Escrevo-lhe esta carta, porque gostava de o ter conhecido pessoalmente.
Sempre que leio algo sobre si, cada vez o admiro mais.
Gostava de conseguir seguir os seus princípios, porque tenho a certeza que com eles geraria à minha volta uma onda de paz, amizade e fraternidade.
Pregar a não-violência como forma de luta e conseguir tudo o que conseguiu através das suas palavras e atitudes, só realmente de um grande homem!
Na verdade, como foi possível conseguir que milhares de pessoas andassem mais de trezentos e vinte quilómetros a pé em direção ao mar, para protestar contra os impostos sobre o sal?! É de louvar! Ou, quando em 1922, organizou uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queimou um posto policial, e foi o senhor que se declarou culpado e acabou por ser condenado a seis anos de prisão. Ou ainda conseguir a independência da Índia do domínio britânico, o qual durou mais de duzentos anos, apenas com as suas palavras e atitudes.
Gostava que fosse possível a sua vinda à nossa escola, para que todos os alunos tivessem conhecimento dos seus ideais. Porém, isto é impossível, pois deixou de fazer parte deste nosso mundo terreno no dia 30 de janeiro de 1948, quando foi brutalmente assassinado por um hindu.
Certamente, iríamos ouvir “A não-violência não pode ser definida como um método passivo ou inativo. É um movimento bem mais ativo que outros que exigem o uso das armas. A verdade e a não-violência são, talvez, as forças mais ativas de que o mundo dispõe.”
Este e outros conselhos iriam, com certeza, mudar o nosso comportamento e a nossa escola ficaria muito melhor. 

Com os meus melhores cumprimentos,
João Rocha


João Rocha, 7º F